sexta-feira, 30 de setembro de 2016

CAPA: Caio Braz, descolado, moderno e sempre bem humorado. É de casa!

Antenado em moda, estilo, tendências, redes sociais e TV, Caio Braz traz tudo isso em uma mistura cultural que envolve Rio, São Paulo e Recife, sua cidade de origem. Caio é do mundo, não tem barreiras. Mas possui uma identidade própria que faz dele um cara atual com seu presente, mas de mente aberta pelo que está por vir. Suas raízes trazem seu DNA que ao longo do tempo foi se moldando e resulta seja na apresentação do GNT Fashion, seja em seu blog de moda masculina ou ainda em suas postagens no Instagram. 

Caio falar de moda para homem é diferente para você em que? Homens ainda são mais medrosos, por conta do machismo. A moda não pode ser um tabu, um assunto a ser evitado, chamar de coisa de mulherzinha ou de gay. Nós usamos roupas todos os dias. Escolhemos roupas todos os dias. É absolutamente natural poder falar sobre isso. A nova geração já lida bem melhor com isso, com mais naturalidade, liberdade e interesse.

Como você avalia o homem brasileiro em relação à moda de modo geral? Sabemos das diferenças entre as regiões no Brasil, mas existe uma ideia geral ou é muito diferente? Apesar da internet ter democratizado muito a informação – se você parar para pensar todos lemos os mesmos portais e revistas então somos impactados pelo mesmo conteúdo nacionalmente, o contexto cultural de cada cidade é bem diferente. O paulistano é o mais fashion, a temperatura ajuda bastante também. É mais fácil se vestir bem no frio. O carioca está sempre muito ligado no corpo, a roupa é um acessório para o corpo esculpido na academia. Cultura muito esportiva. Recife tem uma semelhança grande com São Paulo, com a diferença do clima, que não ajuda muito, o calor é difícil demais. 

Você acredita que a vinda de grandes grifes internacionais para o Nordeste já esteja influenciando o homem da região? De que forma? Totalmente. Quebra-se uma barreira. Não há motivos para não conhecer a loja, se ela está ali no seu dia a dia. Deixa de ser 'um grande programa' ir à loja de luxo, normaliza. Antes feitas nas viagens, quando as pessoas estão sempre com agenda apertada e podiam deixar curiosidades da moda para depois, sempre. Além do parcelamento, que hoje aproxima a classe média das grandes grifes. Comprar luxo em 10x ajuda muito. Continuo achando o Brasil um território muito fértil para essas marcas. Somos o segundo país do mundo nas redes sociais, ou seja, gostamos de novidade, informação e símbolos de poder. Status é algo muito apreciado no Brasil, com todas as benesses e desvantagens que essa frase expõe.

Como o conceito de moda masculina tem mudado hoje em dia com as possibilidades de acesso à informação pelas redes sociais e a presença dessas grandes grifes? Há muito mais informação “fora da caixa”, além das pautas básicas do tipo ”Como se vestir para o happy hour” ou “Como usar rosa”. Evoluímos. O Pinterest, por exemplo, é um mural de referências infinito, um show de imagens. Há muito conteúdo no Youtube, tutoriais, como os que eu faço no meu canal, no programa “Roupa de Homem” (youtube.com/caiobraz), ajudando a descomplicar a moda. 

Falando em redes sociais como você vê esse boom de blogueiros e instagramers? Isso tem uma certa validade? Tem muita gente que encara como um trabalho sério e isso é maravilhoso, são empreendedores da comunicação, donos de suas carreiras, seus próprios empresários e produtores de conteúdo incessantes. Os bons sempre terão destaque. Há muita gente que experimenta e mantém isso como uma segunda ocupação, o que é interessante também, mas quando a agenda aperta geralmente desiste. E tem gente que flerta com isso só para ganhar algumas coisas de graça, uns convites e buscar alguma validação social. Consistência é o que diferencia uma carreira longa nesse setor.


Como você lida com redes sociais? Até que ponto isso pesa para seu trabalho dentro e fora do universo digital? Não sou aquela pessoa que fica filmando o tempo inteiro os mínimos detalhes da vida, nem gosto de seguir gente assim. Não posto tudo o que faço nem tudo o que penso, seria ingenuidade. Já refleti muito sobre isso. Se eu me expusesse mais eu teria muito mais seguidores. Mas não sou fissurado em popularidade, gosto de uma estratégia mais longeva. Entre escrever no blog, nas redes sociais, gravar para o Youtube, para o GNT Fashion, fazer ao vivo na Rede Globo, Snapchat, as inúmeras viagens, os projetos com marcas, reuniões nas agências, não sobra muito tempo. É muito trabalho, e é preciso ter disciplina pra não confundir trabalho e lazer. É preciso entregar conteúdo o tempo inteiro. Mas olha, não abro mão de ter uma vida social, ver todos os shows das bandas que eu amo no Circo Voador, praticar esporte todos os dias, corrida ou tênis, me jogar na noite, tudo isso. 

Você sempre está participando de programas ligados à moda e estilo no canal GNT. O que mais curte e o que podemos esperar mais? Estou no GNT Fashion há cinco anos e na Globo desde que o “É de Casa” começou, há uns 9 meses, como colaborador. Numa espécie de coluna de moda masculina. É muito privilégio falar de moda masculina em rede nacional, fico feliz. E no Youtube, com minhas séries também de moda masculina, viagens e um montão de pensatas. Quero continuar criando novas séries para a internet e trazer mais assuntos além da moda, como cultura, comportamento e educação.


Onde você se sente mais confortável falando de moda? TV? Web? Ou tudo junto misturado? Eu amo televisão, principalmente ao vivo. Recentemente ancorei a transmissão do Rio Moda Rio, novo evento de moda da cidade, pra todo o país. Gosto da adrenalina e da liberdade que o ao vivo dá de poder errar e acertar, de surgir um meme a cada segundo, de não ter o controle completo sobre a situação. A vida não é controlável. E a web é deliciosa porque é interativa, temos resposta imediata do público que é coautor do processo, o tempo inteiro. É muito mais horizontal a comunicação. É muito construtiva.

Que peças definem Caio Braz na hora de vestir? Estou numa fase sneaker muito forte. Gosto muito de tênis, novos tênis esportivos. Pesquiso muito sobre isso. Começo a me vestir pensando no tênis e depois penso na roupa. Até mesmo de terno, tenho usado tênis. Minha moda está bem esportiva, algumas coisas mais ousadas como bermuda com legging, camisetões. Gosto muito do estilo do Kanye West. Não entra de jeito nenhum sapato caramelo de bico quadrado com cinto caramelo combinando.

Existe algum conselho básico para os homens na hora de escolher o que usar? Preto não é cor de enterro. Preto é chique, fácil de usar, não suja, ajuda a esconder o que você quiser esconder. Em Recife nunca andava de preto. Descobri o preto em São Paulo. Todo mundo gótico suave. Calça preta, camisa preta, um sneaker legal. É um conselho muito simples que pode mudar o guarda-roupa de muitos homens. Menos jeans azul e t-shirt com estampa “divertidinha”, mais calça preta de algodão e t-shirt preta, com um tênis branco. Impossível errar.


O que você levou das suas raízes pernambucanas para fora? Moro entre RJ e SP. Minha casa é no Rio, tenho um pouso em SP. Trouxe tudo. Minha casa tem arte de Derlon, Cristina Machado, Romero de Andrade Lima, Manoel Quitério, J. Borges, Roberto Lúcio, Nuca de Tracunhaém. É uma casa super pernambucana. Como cuscuz e inhame quase todo dia (risos).

Fotos Rodrigo Lopes
Produção Executiva Márcia Dornelles

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

ESTILO: Look casual, uma escolha sensata para o homem atual


A indústria da moda tem avançado com uma diversidade de opções inteligentes, sustentáveis e versáteis para o dia a dia do homem moderno. Neste editorial convidamos o ator Tatsu Carvalho para posar com looks que demonstram como isto pode funcionar na prática. Sugerimos o uso de algumas “peças coringas”, que podem conversar entre si de diferentes maneiras, formando novos looks. Aproveitamos a presença do Tatsu, atualmente na TV em “Terra Prometida”,  para as fotos e batemos um papo no Imperial Hotel, no Rio de Janeiro, sobre vida e carreira.





Tatsu você estudou artes cênicas com Lee Strasberg em N.Y e posteriormente foi convidado para dar aulas para adolescentes lá mesmo. Como aconteceu isto? Eu fui pra lá estudar e depois de nove meses surgiu uma oportunidade de ajudar nas aulas de sábado, no programa infantil. Fiquei como assistente de uma professora, dando aulas de interpretação, e como os alunos gostavam de mim, depois de seis meses a coordenadora da escola resolveu me dar uma turma. Fiquei um ano dando aula pra duas turmas, de 7 a 9 anos e de 11 a 13 anos. Foi uma grande aprendizado.

Sua estreia na TV foi em Malhação, na TV Globo, coincidentemente interpretou um professor, como foi reviver a experiência real, na telinha? Eu já tinha feito alguns trabalhos na TV, mas malhação foi o primeiro personagem fixo em uma novela. Quando recebi o convite da autora, Patricia Moretzsohn, fiquei muito feliz, o personagem era superdivertido. Quando eu dava aula em NY, eu sempre tentava criar uma aula dinâmica, divertida, tentava envolver os alunos; e o professor Virgílio, de “Malhação”, tinha isso também, aproveitei a minha experiência no Lee Strasberg pra compor o personagem.

Você possui um currículo teatral admirável, de todas estas montagens, qual delas você considera o maior desafio que enfrentou? A montagem da peça "Um Estranho no ninho". Além de produzir o espetáculo, também interpretei o protagonista, R.P. McMurphy, um personagem incrível, que exigiu muita pesquisa e dedicação. E além de me dedicar ao máximo no personagem, ainda tinha que administrar a produção do espetáculo. Sem dúvida, foi meu maior desafio. Mas valeu todo o sacrifício.


Atualmente você está vivendo o comandante Boã na novela a “Terra Prometida”, como está sendo a interação com o público? Está sendo uma grande alegria interpretar o Boã, e dar vida a esse guerreiro, líder de sua tribo, íntegro, honrado e que vive um dilema com a esposa Sama (Andrea Avancini). Eles se amam muito, mas ela não consegue engravidar. O público se envolve bastante com a nossa trama, comentam nas redes sociais, torcem pra que eles consigam ter o tão sonhado filho. 

Como é sua relação com o assédio feminino, as fãs de um modo geral, você é tímido ou tira de letra as abordagens em lugares públicos? Comigo é tranquilo, nunca tive um assédio invasivo, quase sempre pedem pra tirar uma foto e só. 

Você é do tipo que gosta de se cuidar, se preocupa com estilo, cuidados com a pele cabelo, saúde, o que você faz para se manter em forma? Tento me cuidar mas sem exageros, cuido da alimentação e malho.

Sobre estilo, ter um guarda roupa inteligente, onde uma peça pode ser usada de diferentes maneiras em vários looks diferentes é uma boa sugestão para seu estilo de vida? Sem dúvida! Eu adoraria saber fazer isso melhor, mas acho que me viro bem, tento dar meu jeitinho para improvisar e montar alguns looks diferentes com uma mesma peça. Acho que o mais importante é usar a criatividade e não ter medo de misturar. Não sou muito ousado, mas é importante e necessário repetir roupa hoje em dia. Aliás, mais do que isso, é um ato de consumo consciente. Aceito dicas!  



CRÉDITOS

FOTOS MARCIO ROMANO
DIREÇÃO CRIATIVA E STYLIST MÁRCIA DORNELLES

AGRADECIMENTOS - IMPERIAL HOTEL - RUA DO CATETE, 186
www.imperialhotel.com.br

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

HOMEM DE ESTILO: Diego Nunes e seu estilo como digital influencer no snapchat

É com sorriso estampado no rosto e muito bom humor que o empresário Diego Nunes assume o papel de digital influencer no snapchat. Tudo começou como uma brincadeira com a esposa, a blogueira Camila Coutinho. “Era época do Fashion Week e ela tinha que estar em São Paulo. Justo essa data era especial e comemorávamos alguma coisa que não lembro (risos). Então fui encontrá-la, já que ela estava cheia de compromissos. Mesmo assim a acompanhei. Então anunciei no snap que estava indo para a semana de moda e que iria fazer tudo que uma blogueira fazia, um pacote completo desde falar a expressão ‘gente’, mexer no cabelo e look do dia. Então lancei a pergunta: o que eu não posso deixar de fazer? No primeiro dia tinha mil visualizações e inúmeros comentários, no segundo dia já tinha sete mil e foi assim sem parar. No dia do desfile, colocaram-me logo na primeira fila e fizeram eu escolher roupa na loja. Isso eu sempre tirando a maior onda, brincando mesmo. Quando saí de lá, já tinha mais de onze mil visualizações”, conta. 

Não tardou para que ele caísse na graça do público e que uma legião de seguidores se formasse, garantindo um público fiel e participativo nas suas aparições. “Eu já tinha snap, mas não tinha a quantidade de visualizações que tenho hoje. Como não é meu negócio principal (que é concessionária), então pra mim é uma diversão. Eu faço no trânsito, em casa, no tempo livre. Minha ideia nunca foi a de mostrar minha rotina assinando contrato, assinando cheque ou coisas da minha rotina. Pra mim, fazer os vídeos tem que ter um mote divertido, longe de polêmicas. Noto que quem me assiste está em busca de descontração. A ideia é, se quiser relaxar, vá assistir meu snap.”, brinca.

Paralelo a isso, Diego já aceitou alguns desafios e está disposto a enfrentar os que estão por vir. “Fiz a cobertura do Loolapaloza pela Ray-ban e o lançamento da revista Invoga, por exemplo. Aos poucos, esse tipo de convite está aparecendo e eu estou adorando fazer.”, conta ele que afirma não ter filtro nas postagens e que tudo é muito natural. “Vou falando e postando tudo. O que mostro é o que de fato sou. Como esse não é o meu trabalho oficial (como é pra Camila), não tenho muito limite não. Vem na cabeça, posto.”, explica. 


Quando o assunto é estilo, Diego é categórico: “Estilo eu tenho e muito, o que eu não tenho é o limite no cartão para bancar o estilo que quero. Na verdade, comigo não tem mistério. Para a diária, uma camisa de botão, calça jeans e tênis (um sapato) e acabou. Não saio pra trabalhar todo engomadinho. Comprar roupa pra usar no fim de semana só? Ah! veste o que tem mesmo, que tá tudo certo. Sem contar que tenho 1,97m e calço 45. Logo, não tenho muita opção de chegar a uma loja e querer determinado produto, porque não é simples. Pergunto o que tem e que cabe em mim. A partir daí, havendo opções, eu escolho. Se não vai com o que tem mesmo. Em relação a cuidados pessoais, fui começar a atinar pra isso depois que começaram a chegar produtos lá em casa. Se não fosse isso, continuaria usando minha espuma de barbear simples (daquelas grandes que parece vir numa garrafa pet), sem frescura nenhuma, mas como chega lá em casa e é de graça, eu testo tudo”, descontrai. 

Junto à tanto carisma, a sua vida particular também sofreu algumas mudanças. “A minha privacidade já era invadida, de certa forma, por conta de Camila. A novidade é que antes o pessoal vinha pra tirar foto só com ela e agora me chama. Mas, confesso que ainda acho bem estranho quando estou sozinho e as pessoas pedem pra tirar foto. A abordagem do meu público é bem diferente, é uma coisa de camaradagem, aparecem falando alto, gritando, tirando onda. Já chegam me chamando de estourado. Essa exposição pra mim ainda é bizarra, mas muito legal e retribuo com o mesmo carinho. Por exemplo, um dia eu falei que estava doente, fiquei offline e as pessoas depois ficaram perguntando na rua se eu estava melhor. Cheguei até a pensar que as conhecia, se tinham sido colegas de faculdade ou de colégio, mas não, elas me conheciam e eu não (risos)”, finaliza. 


Agradecimento: Trois Barbearia (locação)

terça-feira, 27 de setembro de 2016

DESTINO: Travessia da serra fina - Um dos trekkings mais difíceis do brasil onde estados e sentimentos se encontram

O primeiro sentimento que vem à tona quando se fala na Serra Fina é a lembrança das aulas de geografia nos tempos de escola, afinal ela é uma seção da tão falada Serra da Mantiqueira, uma das mais importantes cadeias montanhosas do Brasil, que atravessa 3 estados, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Daí vem o seguinte sentimento: união. Considerado um dos trekkings mais difíceis do Brasil por conta dos 33 km de sobe e desce intenso, clima instável de montanha, neblina e somente 4 pontos de água ao longo do percurso, é fundamental unir o físico ao psicológico, unir-se à montanha e aos companheiros de desafio. Caso contrário, a travessia pode se tornar impossível de ser vencida.

Quatro aventureiros de Pernambuco e um de Sergipe formaram um grupo de trekkers para realizar a travessia em maio deste ano. A MENSCH acompanhou a aventura (uma pena que de longe) e conversou com Daniel Pereira, 36 anos, servidor público estadual, Djair Pedro da Silva, 41 anos, funcionário público estadual, João Fernandes Neto, 40 anos, funcionário público federal, Luciano Rocha, 43 anos, gerente de vendas e Wilson Albuquerque, 50 anos, funcionário público federal, para conhecer mais sobre a travessia e sobre a emoção de realizá-la.

A jornada começou antes da viagem com preparo físico e simulações, como subir e descer 20 andares de escada com 15kg nas costas. Fizeram trilhas por Pernambuco para testar equipamentos, simular as situações de camping, como cozinhar no mato, fazer as necessidades fisiológicas, meios de higiene pessoal sem uso de água e, claro, organizar as mochilas de modo a não sobrar, nem faltar nada, mantendo um peso adequado pra carregar sem muito sofrimento e sem comprometer o desempenho da subida. De Recife voaram até o Rio de Janeiro para então seguir de carro à cidade mineira de Passa Quatro, local de saída para a montanha. Passa Quatro é quase uma viagem no tempo com sua “Maria- Fumaça” desfilando pelos trilhos e encantando moradores e turistas. Difícil imaginar que essa cidade tão bucólica no sul de Minas Gerais é o ponto de partida para a radical Travessia da Serra Fina. Mas como também é o ponto de chegada, muitos trekkers podem descansar em suas águas termais, rios e cachoeiras e se deliciarem com a culinária mineira, além de adoçar a vida com as deliciosas geleias caseiras.


Até chegar a Passa Quatro os nossos aventureiros dirigiram pela Via Dutra e por parte da Estrada Real. O termo Estrada Real surgiu nos tempos do Brasil Colônia e se referia a qualquer via terrestre aberta àquela época no intuito de controlar o escoamento da produção do interior para o litoral, possibilitando o monitoramento da circulação de riquezas, principalmente o ouro extraído de Minas Gerais. O percurso completo contempla 177 municípios, desses, 162 estão em Minas Gerais e os demais entre o Rio e São Paulo. São mais de 1632 km de extensão que resgatam tradições e contam muito da nossa história, além de oferecer ao longo do caminho belas paisagens e diversos atrativos culturais.

DIÁRIO DA TRAVESSIA

Para tentar viver por essas páginas as experiências que Daniel, Djair, João, Luciano e Wilson sentiram durante a Travessia da Serra Fina, vale reforçar que ela tem um dos maiores desníveis topográficos do Brasil, como se você estivesse subindo e descendo escadas de degraus altíssimos o tempo todo, já que são mais de 2200 m do topo da Pedra da Mina até a base da Serra no lado paulista (Vale do Paraíba). Aliás, a Pedra da Mina é a quinta maior montanha do nosso país, com 2.798 m e ainda tem o Pico dos Três Estados com 2.665 m, onde se unem as divisas de Minas, Rio e São Paulo. Cansou? Eles também, mas sem desistir de viver e ver paisagens belíssimas como um mar de nuvens abaixo de seus pés.

A celebração do grupo começou no aeroporto do Galeão ao se encontrar, já que se dividiram em dois voos. Depois pegar estrada por três horas, brindar, agradecer um sonho prestes a se realizar e dormir (tentar, já que a ansiedade era muita) para no dia seguinte encarar a travessia.

Saíram da pousada da Tia Ana por volta das 8h20 e às 9h15, junto ao guia contratado, estavam iniciando o trekking com destino ao Capim Amarelo. O primeiro dia costuma ser cheio de gás. Conversa-se muito, a adrenalina está a mil, mas a subida é dura e o corpo ainda está se acostumando com o peso da mochila, com o terreno e o clima, e as reações dessa aclimação são variadas. Djair, por exemplo, chegou a alertar o grupo que não estava se sentido muito bem, mas logo se estabilizou e a meta do dia foi cumprida. Antes do cume, passaram por um dos cartões postais da Travessia que é a Crista do Passo do Anjo, uma passagem estreita que de cara mostra o quanto somos pequenos diante da Mantiqueira. Luciano tinha o passo mais apressado, o que acabou rendendo lindas imagens da caminhada dele pelos companheiros que vinham depois. Falando em imagens, claro que equipamento não faltou. Desde a Gopro de Wilson à câmera profissional de Djair (trocada pela dormida na barraca junto com Luciano pra equilibrar o peso) além das câmeras amadoras e celulares dos demais. 

Nasce o dia. Levantar acampamento, saborear um café da manhã reforçado (acreditem, tinha até tábua de frios e tanta tapioca que chegou a sobrar, mesmo uns regulando e outros comendo demais) e partir para o desafio do dia; o Pico da Pedra da Mina. O gás do dia anterior foi substituído pelos momentos em que caminhar era impossível por conta da chuva e dos ventos fortíssimos, além dos famigerados bambus monstruosos que pareciam estar ali para impedir a travessia (assim mesmo, com esse exagero todo!) “agarrando” os mochileiros. Nesse momento os cajados fizeram diferença e o corpo já acostumado com as mochilas (mais leves de comida) ajudou bastante. O guia sugeriu acamparem ao pé do Pico, pois subir seria arriscado e a meta do dia acabou sendo substituída pela segurança do grupo. A intimidade com a montanha começava a acontecer, a ansiedade virou calmaria e a rotina estressante do dia a dia ia desaparecendo para dar lugar à contemplação e à gratidão.


Outro dia começa e o desafio é chegar ao Vale Verde passando pela Pedra da Mina. O sobe e desce dificulta a comunicação com o “mundo externo” e as ligações e mensagens para familiares e amigos são raras, mas quando acontecem são carregadas de emoção. Muita gente “viajou” junto com os meninos sendo levados no coração. Os momentos de reflexão são muitos e os questionamentos da vida afloram. A chegada ao topo da Pedra da Mina foi celebrada com um abraço coletivo e muito choro. No Livro do Cume nossos aventureiros registraram suas vitórias e escreveram seus depoimentos. Esse terceiro dia foi bem difícil, a chuva intensa deixava as mochilas e roupas pesadas e as rajadas de vento chegavam a empurrar os trilheiros e como se não bastasse, muita neblina que impedia uma boa visão do caminho. A descida foi dura e perigosa, solavancos de vento, pedras molhadas, caminho escorregadio e à frente o Vale do Ruah e seus perigos por conta dos altíssimos capins que fecham a trilha (são tão fortes, apesar de flexíveis, que se senta neles como se fossem cadeiras) e do chão que fica encharcado em dias de chuva. 

O guia, perito na travessia, chegou a ficar desorientado quanto ao caminho por conta do cinza da neblina que tomava conta de tudo. Acabaram “sendo salvos” por uma janela no céu que o permitiu encontrar o caminho. Houve outro “encontro” com os bambus do dia anterior pra aumentar o perrengue da travessia, mas ao fim da tarde chegaram ao acampamento. Para uns, momentos de descanso, para outros, a agonia continuava. Mesmo com capa de proteção e roupa impermeável, a chuva foi mais forte e molhou parte do equipamento de Luciano e também de João, incluindo o saco de dormir. Mas é justamente nas atribulações que os grandes companheiros se fazem. Como estavam dormindo na mesma barraca, Djair abriu seu saco de dormir para que servisse a ele e Luciano, enquanto o guia William e Daniel cederam uma manta extra aos três para que se mantivessem aquecidos na noite fria, provando que a união é primordial para a sobrevivência na montanha. É bem verdade que Luciano não dormiu, mas com ajuda de um remédio Djair acabou tendo a melhor noite de sono daqueles dias.

De pé para o último dia, os trekkers saíram por volta das 9h com destino ao Sítio Pierre, o final oficial da travessia. A vontade de concluir a jornada deu de encontro com uma subida íngreme, neblina que impedida deslumbrar qualquer passagem e um possível cansaço que intervinha no humor do grupo. No alcance do Pico dos 3 Estados, encontro das divisas de Minas, Rio e São Paulo, houve momentos de estresse entre Daniel e o restante do grupo. O restante da caminhada tinha um clima pesado no ar, mas em uma das paradas veio o pedido de desculpa e a paz voltou a reinar. Uma grande lição da montanha é a humildade.

Pra quem achava que agora era só chegar ao final, ledo engano, ainda havia muito sobe e desce e os bambus infernais, mas que de tanto se deparar com eles já estavam se tornando amigáveis. Com o passar da caminhada a trilha foi ficando mais “tranquila” e os meninos apressaram tanto o passo que pareciam mais disputar uma corrida de aventuras, até que Wilson solta: “Estamos disputando o que mesmo?”. A risada correu solta, os passos foram diminuindo de ritmo e os primeiros fungados de choro começaram a ser ouvidos. Houve um grito: “conseguimos (palavrão que não cabe neste conceituada revista, mas tem tudo a ver com a sensação do grupo)! “Eles haviam concluído a travessia mais difícil do Brasil, viajaram pra dentro de si, sentiram dores e alegrias, recordaram e planejaram, lembraram de familiares que estão distantes, como relatou Djair, superaram medos, aumentaram a fé, avaliaram decisões importantes em suas vidas e ainda precisaram caminhar mais alguns quilômetros até a BR 354 em Itamonte para serem resgatados até Passa Quatro. E nunca mais vão esquecer tudo o que viveram e aprenderam com a montanha.

Resumo do percurso
Período de travessia: 15 à 18/05/2016
Total de Quilômetros percorridos: 35,1Km
Total de horas percorridas: 31h13m

DESTINOS ALCANÇADOS EM DIA DE TREKKING:

- DIA 1
Travessia na Toca do Lobo - altitude de cerca de 1.558 metros
Destino ao Pico do Capim Amarelo (2.392 metros).
Início: 8h20 – Término: 17h28 – Total de 8h03 incluindo parada para descanso e alimentação.
Passagens: Crista do Passo do Anjo, cartão postal da Travessia onde a trilha chega a ter menos de um metro de área com grandes declives laterais e por ser descampado, fortes rajadas de vento.

- DIA 2  
Destino: Pico da Pedra da Mina (2.798 metros)
Início: 9h30 – Término: 17h03 – Total de 7h33 incluindo parada para descanso e alimentação
Passagens: acampamento do Maracanã, a maior área de camping da travessia.
Nota: O mau tempo não permitiu a conclusão do percurso e os trekkers acamparam ao pé do Pico da Pedra da Mina.

- DIA 3
Destino: Acampamento do Vale Verde.
Inicio: 8h52 – Término: 16h56 – Total de 8h04 incluindo parada para descanso e alimentação
Passagens: Vale do Ruah, onde está a nascente mais alta do país, formando labirintos com seu sinuoso capim que ultrapassa a altura do rosto.
Nota: O Pico da Pedra da Mina foi vencido, celebrado e registrado no Livro do Cume que lá se encontra.

- DIA 4
Destino: Sítio do Pierre – lugar oficial da Travessia e BR 354 em Itamonte para dar início à volta a cidade de Passa Quatro.
Início: 09h11 – Término: 16h47 - Total de 7h36 incluindo parada para descanso e alimentação e claro, a celebração pela conquista.
Passagens: Pico dos 3 Estados (2.665 metros), Alto dos Ivos (2.523).



Acompanhe um pouco a trajetória dos nossos aventureiros:

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

FITNESS: Tenha costas largas, fortes e uma coluna bem protegida

Muitos adeptos de musculação não gostam de treinar costas e, muitas são as desculpas usadas como justificativa. Alguns alegam que é cansativo, outros dizem se sentirem menos motivados. Na verdade, o fato de se localizarem na parte posterior do tórax e consequentemente serem menos vistas, explique o porquê de vários praticantes preferirem treinar peitorais e bíceps, já que estes são facilmente contemplados frente ao espelho. Nesta matéria resolvemos mostrar que a importância de se treinar costas vai mais além do que os benefícios estéticos proporcionados pelo treino, e que vale a pena treiná-las com empenho e dedicação. 

Se você começar a reparar, notará que é muito mais comum encontrar pessoas com costas “largas” do que peitorais volumosos, pois, na maioria dos casos, é bem mais fácil desenvolvê-las. O treino de costas depende diretamente de músculos menores, como o bíceps, a musculatura posterior dos ombros e o antebraço. Estas musculaturas suportam uma quantidade menor de carga e acabam esgotando-se primeiro que as costas, sendo este um dos maiores erros dos praticantes que optam por treinar sem orientação. A simples escolha de uma ordem adequada corrigiria este problema.
É importante ressaltar que a prescrição de números de exercícios, de séries e intervalos sempre dependerá dos objetivos e características individuais de cada um, mas realizar entre dois e quatro exercícios bastam para ganhos estéticos, fortalecer a coluna e ajudar na adoção de uma atitude postural ideal. Diversas combinações são possíveis para um bom treino e, para descobrir a que melhor serve a você, é importante consultar o profissional de educação física que lhe assiste. Aqui selecionamos dois exemplos. O treino 1 (T1) para quem frequenta todos os dias a academia e o treino (T2) para quem frequenta 4 vezes por semana.

T1 - Realizar 3 a 4 exercícios para as costas no início do treino e só depois passar para os músculos menores, como bíceps ou ombros ou antebraço, por exemplo. É interessante variar entre exercícios de puxadas e remadas, com pesos livres, máquinas e polias para garantir o trabalho das diferentes áreas desta região. Para compor o treino deve-se inserir mais 1 ou 2 grupos musculares (bíceps, antebraços ou ombros);

T2 - Realizar 2 a 3 exercícios variados para as costas. A sugestão é uma puxada, uma remada e pulldown. Como este praticamente frequenta menos a academia, deve-se inserir mais 2 ou 3 grupos para compor seu treino do dia. Treinar costas, bíceps e coxa é uma das opções mais utilizadas por profissionais. Neste caso, a intensidade do treino é menor com relação à T1, pois treinar dois grandes grupos exige mais do executante.

Fique atento: como qualquer músculo, bons resultados são provenientes de treinos intensos, mas sem exageros. Realizar repetições com cargas exageradas que exigem balanço do tronco em sua execução pode ser um sinal que o peso não está adequado. Manter tal atitude pode ser prejudicial, principalmente a região da coluna lombar.

BENEFÍCIOS
 
Os resultados são recompensadores! Por exemplo, com costas bem trabalhadas, conseguimos dar braçadas mais fortes durante a natação, assim como ajuda numa simples subida de escada e até mesmo numa escalada. Treinando a parte superior das costas adquirimos o tronco em "V", criando a impressão de uma cintura fina e simétrica, isso sem contar com os benefícios à coluna e a postura, citados anteriormente.

Dica: para aperfeiçoar os resultados é essencial realizar alongamentos para a musculatura do peitoral, para a postura, e manter uma dieta adequada, que possibilite o ganho de massa e definição muscular.

CONHECENDO OS EXERCÍCIOS

As remadas e puxadas são os exercícios mais populares para as costas. Esse tipo de exercício ajuda a aumentar tanto a espessura quanto a largura das costas. Além de serem exercícios considerados mais completos. Existem muitas variáveis de remadas, como a remada unilateral, feita com halteres apoiando num banco, a remada sentada, que consiste no movimento de puxar a barra estando sentado no banco, e das puxadas como a puxada pela frente no pulley alto, realizada com o individuo sentado embaixo da polia, trazendo a barra até a altura do queixo e a puxada com triângulo, similar ao anterior, mudando apenas da barra para uma pegada mais fechada, batizada de “triângulo”.

Outro exercício comum é a barra livre, utilizado como parâmetro de avaliação de aptidão física em diversos concursos públicos. Esse exercício permite que você pratique o mesmo movimento da puxada no pulley, usando apenas uma barra (que pode ser na academia, em casa, no parque ou na praia) elevando o corpo até o queixo ultrapassar nível da barra, retornando à posição inicial em seguida. Para quem está num nível mais avançado o levantamento terra, que consiste em levantar uma barra livre do chão, partindo com as coxas flexionadas em seguida estendo-as simultaneamente com a extensão do tronco, e a remada inclinada, com corpo flexionado e elevação da barra até o abdômen, são exercícios comuns. Ele aumenta a espessura em toda a região das costas, incluindo o trapézio. Por conta disso, é um dos exercícios preferidos pelos fisiculturistas.


Portanto, vale a pena se esforçar e treinar melhor suas costas. Os resultados serão uma musculatura bem desenvolvida, com uma “largura” que impressiona, aliada a uma ótima postura.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

ESTRELA: Samantha Schmütz no cinema mais sexy e divertida como nunca esteve


Mais do que humorista, uma artista. Mais do que comediante Samantha Schmütz é bem humorada e leva a vida de forma leve e prazerosa como se deve ser. Samantha é versátil e se joga de cabeça onde for desde que o personagem seja bom e lhe conquiste. Sua nova aventura no cinema, “Tô Ryca!”, que estreia essa semana, ela está mais inspirada que nunca. Sexy e engraçada, sua personagem apronta todas e garante ótimas risadas do começo ao fim.

Samantha, atualmente com tudo isso que está acontecendo no País, como anda seu humor? Acho que nesses momentos temos que ter ainda mais humor para lidar com essa crise e tentar ser criativo para driblá-la. Mas também acho muito importante usar o humor para se posicionar.

Todo mundo tem a impressão que o humorista é alguém engraçado 24h por dia. O que te tira do sério? E como é seu nível de humor diário? Me tira do sério falta de profissionalismo. Eu sou bem humorada na vida e muito alegre na maior parte do tempo.

O que te faz rir? Falar bobagens com os amigos.

Nós brasileiros sabemos rir de si mesmos? Somos realmente um povo bem humorado ou estamos ficando chatos? Acho que somos super bem humorados. Existem também os chatinhos da patrulha do politicamente correto, mas é minoria. 

Fora do Brasil, onde se faz mais humor? Ou humor gringo é bobão para nosso padrão? Acho que na América do Norte as comédias são bem fortes. A Inglaterra também é muito conhecida por seu humor ácido. Não consigo generalizar e colocar todos como "humor gringo". Cada cultura tem seu tipo de humor e todos são muito bons... Charles Chaplin, Jerry Lewis, Mr. Bean. Amo humor, seja nacional ou internacional.

Seu novo filme, "Tô Ryca!", que estreia essa semana, você faz uma pobre que fica milionária. Em geral o núcleo pobre são mais bem humorados que os ricos? Não costumo generalizar as coisas! Eu mesma já fiz estes dois perfis de personagens.  

Por falar no filme, conta como foi participar dele e o que podemos esperar dessa nova aventura no cinema? Foi um sonho realizado, me dei de corpo e alma e o resultado está na tela. Garanto a todos muita diversão!

Recentemente você fez sua a novela, "Totalmente Demais", como foi para você participar desse trabalho? Adoro meu trabalho e foi uma experiência ótima! O desafio para mim é sempre fazer personagens totalmente diferentes um dos outros. 


Voltando um pouco... Como foi o início de carreira? Vamos voltar bastante ... Comecei dançando com 5 anos de idade. O meu lugar é o palco, desde muito tempo.  

Como você descobriu o humor? Ou como ele te descobriu? O meu pai sempre foi muito bem humorado e me ensinava tudo pelo viés do humor. Eles me fazia rir o tempo todo. Ele herdou o timing de comédia do meu avô e eu herdei do meu pai.

Você tem medo de ser taxada de apenas uma atriz de humor ou é isso mesmo e você está feliz como está? Existe uma cobrança interna sua ou do público em geral? Não tenho esse medo e também não me importo com rótulos. Sei que sou múltipla artisticamente. Sei fazer outras coisas além do humor e minha consciência é o que me importa. 

Você vai de Junhinho Play à uma personagem mais sensual. O que mais curte? Você se acha moleca e sensual como eles também? Sim... Os dois estão dentro de mim.

Sabemos que você é casada, mas um homem para te chamar atenção precisa ter humor? E o que mais? Humor sempre, mas companheirismo é o mais importante.

O que faz sua cabeça quando está de folga? O que te diverte e distrai? Viajar, ir à praia e sair para jantar. 

O que mais podemos esperar de Samantha por aí? Um álbum de inéditas!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

CARRO: Jaguar F-Pace - O primeiro modelo suv produzido pela icônica fabricante britânica de carros de luxo


O Jaguar F-Type dispensa apresentações. Ele é talvez o habitante do imaginário de nove em cada dez pessoas sobre o modelo que representa os atributos da marca. Agora junte-o ao carro conceito C-X17, projetado pela Jaguar com foco no motorista, para extrair o mais alto desempenho. Elemento desses dois ícones inspiraram o desenvolvimento do Jaguar F-Pace, modelo que inicia a Jaguar no mundo SUV, disponível a partir de setembro de 2016 nas concessionárias do Brasil.

O alto desempenho do F-Pace começa a ser percebido já na sua arquitetura, com o alumínio predominando em 80% das partes. As linhas puras garantem a elegância e sugerem alta performance com o carro em movimento. Aliás, movimento é o que não faltará, pois vem equipado com o mesmo motor do F-Type, o 3.0 Supercharged, movido a gasolina (a depender das versões). São 380 cv de potência para impulsionar o SUV a 100 km/h em incríveis 5,5 segundos, ajudados por um câmbio automático sequencial de oito marchas.

Algo que chama realmente a atenção é o sistema Adaptive Dynamics, também emprestado do modelo esportivo F-Type. Ele monitora, com alta velocidade de processamento, o movimento do veículo em até cem vezes por segundo e, o das rodas, em até quinhentas vezes por segundo. Imagine-se, agora, no comando do F-Pace, com toda a dirigibilidade que esse sistema pode oferecer. Uma experiência e tanto.



Por dentro, as coisas não são diferentes. O luxo e o acabamento de primeira são perceptíveis em todas as versões do veículo, assim como o espaço interno gera um conforto para todos os ocupantes. O porta-malas tem capacidade para 508 litros, o que o torna também bastante funcional. A tecnologia embarcada é outro destaque, pois é puro entretenimento através dos sistemas InControl Touch e InControl Touch Pro, com tela de 12,3” e resolução similar a de smartphones e tablets e um processador quadricore, proporcionando uma excelente experiência audiovisual e também de navegação.

No Brasil, chegam as versões Prestige, R-Sport e S, que custam respectivamente R$ 309.300, R$ 360.500 e R$ 405.900. A cereja do bolo, contudo, é o First Edition, a série numerada que terá apenas dezenove unidades comercializadas no país. O modelo será oferecido ao mercado apenas no primeiro ano de fabricação e contém todos os elementos top de linha de acabamento, motorização, tecnologia embarcada e pinturas exclusivas. De fato, algo marcante para a experiência do seus felizes proprietários.


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

LIFESTYLE: Bienvenue Au Ritz Paris - A volta de um símbolo da arte de viver francesa que passou por uma reforma que 400 milhões de Euros

A história da notoriedade do Ritz Paris, o famoso hotel da Place Vendôme, começa no início do século XX. Este hotel colecionou muitas aventuras e segredos não revelados, sendo um lugar sublime que recebeu celebridades do mundo inteiro, de Coco Chanel, que tinha como o hotel a sua casa, até a princesa Lady Di, que se hospedou pela última vez nele, antes de sua trágica e precoce morte. Quantas recordações extraordinárias podem ser lembradas neste hotel legendário, se suas paredes falassem… 

Marcel Proust, um dos maiores romancistas franceses, chega ao Ritz Paris em busca de inspiração para seu livro e é observando os trajes da princesa Hélène Soutzo, uma das mulheres mais elegantes de Paris, que ele imortaliza a célebre personagem Mademoiselle de Saint-Loup no seu romance  Em Busca do Tempo Perdido  , um dos mais famosos de todos os tempos. 

O Ritz é um símbolo da arte de viver francesa, onde a combinação do antigo clássico e do contemporâneo chique resulta num ambiente único, elegante e de um luxo absoluto. Este hotel classificado na categoria « palace » é reconhecido internacionalmente por representar o luxo, a sofistição e o requinte. Foi exatamente por isso que o proprietário, Mohamed al-Fayed embarcou numa  reforma faraônica, que teve a duração de quatro anos com um investimento de aproximadamente 400 milhões de euros. Mr. al-Fayed afirma:  não fizemos um novo hotel. O Ritz Paris será eterno do jeito que sempre foi> Só demos meios para ele sobreviver à sua história .

A mítica porta de entrada do hotel foi toda refeita idêntica a` sua origem, porém, com um toque de tecnologia mais avançada, ela se abre automaticamente. Mesmo bem mais moderna, não perdeu sua emblemática magia. Os hóspedes, ao adentrarem o hotel, farão descobertas espetaculares em cada ambiente detalhadamente redecorado na tradição e emoção do antigo Ritz de 1898.  


Depois de passar pelo lobby, com suas cortinas de veludo azul escuro e o suntuoso tapete azul royal  num piso todo em mármore branco, chega-se no espaço Cambon, com sua decoração inspirada nos anos 1910. Este ambiente é composto por cinco boutiques parisienses totalmente dedicadas ao espírito e ao univeso do viajante. 

As grandes portas das janelas se abrem ao encantador jardim do Ritz Paris. Um refúgio da natureza com um paisagismo impecável à la française. Um lugar fascinante, onde se escuta somente o som dos passarinhos e o burburinho de água da sua linda fonte.  Bem ao lado, está o famoso bar Hemingway, que mesmo totalmente reformado, sua decoração tradicional permaneceu como antes. É no bar Hemingway que Colin Peter Field, eleito diversas vezes o melhor barman do mundo, cria seus coquetéis.  

O L’Espadon é o restaurante gastronômico do Ritz Paris, que oferece um ambiente com decoração extremamente requintada, com luminárias em cristal de Veneza. Uma perfeita harmonia com a alta gastronomia comandada pelo chefe francês Nicolas Sale e François Perret, que assina a patisserie do hotel.  
O belíssimo terraço Vendôme é o ponto de encontro entre o restaurante L’Espadon e o bar do Hotel e oferece um ambiente sublime aos visitantes. Essa visita pelo novo Ritz prossegue com a impactante escada principal, com um lustre monumental no centro, um imponente corrimão trabalhado em ferro negro e um grandioso tapete que conduz às suítes do hotel. Já no primeiro andar, encontra-se a suíte Imperial, a mais nobre do hotel, com um pé direito de seis metros de altura e sancas que foram classificadas como patrimônio histórico. 

No segundo andar, encontramos uma das mais célebres suítes do hotel, a suíte Coco Chanel, uma homenagem à  estilista Mademoiselle Chanel , que morou por mais de trinta anos no hotel. A suíte com seu nome foi toda decorada no estilo anos 50 com tons de preto e creme.


No subsolo, a mais nova experiência é o primeiro spa da Maison Chanel, onde são oferecidos,  com exclusividade, diferentes tipos de tratamento sob medida. O espaço ainda conta com uma sala equipada para fitness  e uma piscina para os associados do Ritz Club. A tradicional decoração da piscina foi conservada e também suas peculiaridades, como os famosos mosaicos e a possibilidade de escutar música clássica mesmo debaixo d’água. Essa piscina também tem muita história e já foi uma das mais procuradas de Paris. 
  
Mohamed al-Fayed, o milionário proprietário do hotel e apaixonado por Paris, ainda fez um outro investimento. A título particular, injetou do seu próprio bolso, 1,5 milhões de euros para a restauração do histórico monumento ; a coluna que fica no centro da Place Vendôme.  Além disso, ele preferiu vender a prestigiosa concept store Harrod’s de Londres e investir no Ritz, confiando a reforma ao arquiteto Didier Beautemps e ao decorador Thierry W. Despont, que respeitaram a história e a tradição do hotel. Como na sua inauguração de 1898, o Ritz de hoje vai surpreender a sua clientela entre o  "Grande Século " e o Terceiro Milênio.

O comando do hotel pela família Ritz terminou em 1979, quando a viúva de Charles Ritz, filho do grande proprietário, César Ritz, vendeu o hotel ao milionário Mohamed al-Fayed. Uma página do hotel foi virada, porém sua história continua a ser escrita pela sua clientela fiel, exigente e muitas vezes extravagante, como conta Manfred Mautsch, responsável pela recepção do hotel a mais de trinta e cinco anos. Ele se lembra que um dia Liz Taylor pediu que retirassem da sua suíte uma escrivaninha, pois Sugar, seu cãozinho, estava ficando estressado de ter que contorná-la toda vez que entrava na suíte. Outro caso extravagante foi o de um hóspede russo que encomendou 1000 rosas brancas e 1000 rosas vermelhas para oferecer a  uma pretendente, pois ficou inseguro em relação a  cor preferida da moça. São muitas as histórias que Monsieur Mautsch colecionou durante todos esses anos no Ritz Paris. E ele se recorda de todas elas com muita nostalgia.

FASHION WEEK E O RITZ PARIS

A Fashion Week é um evento extraordinário no mundo da moda desde 1973. Existem três tipos de semana de moda; prêt-a-porter, men’s wear e alta costura. E eles são apresentados duas vezes ao ano. São inúmeros eventos durante uma semana de moda, desde os desfiles glamurosos das grandes marcas até o showroom onde marcas não tão conhecidas fazem suas exposições. Muitas marcas escolhem os hotéis luxuosos de Paris para eventos ou desfiles.

Em junho passado, durante a Fashion Week Men’s Wear, a marca suiça Essius escolheu o nobre salão do Ritz, o Salão D’Été, recém inaugurado, para apresentar sua nova coleção inspirada em um homem elegante, sofisticado e com um toque místico, exatamente como é o espírito do Ritz Paris. O casamento entre a moda e a arquitetura sempre resulta num sucesso absoluto no universo fashion e cria um buzz, aumentando assim a notoriedade da marca. 

O Ritz Paris sempre recebeu grandes celebridades do mundo da moda e durante essas semanas o hotel sempre fica muito requisitado, não somente para as reservas de suas suítes célebres, mas também pela sua alta gastronomia e seu serviço impecável. 


RESTAURANTES E BARES

L’Espadon é o restaurante gastronômico do hotel, comandado pelo chefe Nicolas Sale. Este grande chefe que recebeu 2 estrelas Michelin será o décimo chefe de cozinha do Ritz Paris desde a sua abertura em 1898, sucedendo a linha direta do renomado Auguste Escoffier, que foi intitulado como “o rei dos cozinheiros dos reis”. O menu no L’Espadon sai em torno de 300 euros, sem bebidas.

O bar Vendôme, com sua decoração intimista, é ideal para pequenas refeições como salada Ceasar e Club Sandwich. 

No salão Proust, com um ambiente de biblioteca, o hotel propõe uma experiência adocicada batizada de “thé à la française” (cha à francesa), servido toda tarde até às 18 horas (valor de 55 euros). 

No bar Hemingway, todo decorado em madeira, o cliente tem opções de coquetéis especiais da casa, como a mistura de calvados (bebida típica da Normandia), hortelã fresca, suco de maçã e champagne  com a assinatura Serendipity (valor de 30 euros). 

O Ritz Bar, o tradicional e animado bar do hotel, oferece uma carta de vinhos que abre as portas da adega excepcional do Ritz Paris com mais de 38 000 garrafas.


SPA CHANEL

"Os tratamentos de beleza devem começar pelo coração e pela alma. Se não for assim, os cosméticos não terão nenhuma finalidade", Gabrielle Chanel.
A arte do tratamento assinado pela maison Chanel Beauté no Ritz Paris é uma experiência sob medida, multi-sensorial e holística. Cada tratamento proporciona um renascimento energético, num ambiente delicado, para um profundo relaxamento. Um espaço com 1400 m2, divididos em dois andares, onde encontram-se salas de massagens com cabines de duchas particulares e onde são oferecidos os diversos tipos de tratamento, tanto para o público feminino, como também para o masculino. Entre os tratamentos, o mais completo deles é o « le temps sublime » (duração de 1h 30, no valor de 360 euros).  Este spa foi classificado como um dos melhores e mais bonitos spas de Paris.

A famosa piscina do Ritz, com 18m x 9m, é coberta e aquecida e o espaço dispõe também de saunas seca e a vapor e de hidromassagem. Além disso, o espaço ainda tem três salas de fitness (sendo uma particular com opção de personal trainer) e um salão de coiffeur com o hair stylist australiano David Mallet.

Para passar uma noite dos sonhos em um de seus 142 quartos e 71 suítes, o valor mínimo cobrado é de 1000 euros com o café da manhã incluído. E quem preferir algo mais especial, pode reservar a mais bela suíte do hotel, cujo valor por noite aumenta para 28 mil euros.



SERVIÇO:
Ritz Paris, 15 place Vendôme, 75001 - Paris
www.ritzparis.com

terça-feira, 20 de setembro de 2016

ESTILO: Craque esportivo - Looks com um estilo mais fluido e conectado com o espírito esportivo

Um ano olímpico inspira todo mundo esse lado de campeão. Não é à toa que jaquetas, tênis, moletons, bermudas entram em campo trazendo um estilo mais fluido e conectado com o espírito esportivo.









Fotos Marcelo Auge
Realização Ju Hirschmann
Estilo Celso Ieiri / Renata Tamelini
Beleza André Florindo
Modelos Alex Voltarelli (Ford Models) e Mariano Júnior
Agradecimento especial Sala Raí
www.salarai.com.br / (11) 3819-2427

CRÉDITOS: Adidas www.adidas.com.br, Acostamento (17) 3214-7070, Asics (11) 3062-4221, Centauro (11) 3868-4352, Converse (54) 3285-2800, C&A (11) 3060-3640, CNS (11) 3141-0990, Damyller 0800 484-700, Forum (11) 3031-4677, Yexx (44) 3218-3000, Lado Avesso (44) 3218-3000, New Era  (11) 3312-2355, Ouseuse (35) 3553-1282, Puket (11) 3024-3930, Supra (11) 3081-0660, Tropical Wear 11990103109 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

BEM-ESTAR: Super detox, a limpeza interior


Há tempos que ouço falar que desintoxicar o corpo é fundamental para prevenir doenças, ter vida longa, saúde em dia, qualidade de vida.  E foi em busca deste objetivo que vim a descobrir o programa SUPER DETOX, no SPA Maria Bonita, em Nova Friburgo. De malas prontas para a experiência “tudo ou nada”, minha meta era zerar tudo e começar uma vida nova, seguindo as regras de uma boa educação alimentar, que certamente aprenderia por lá!

O domingo foi o dia escolhido para as chegadas e partidas no SPA, e lá estava eu desembarcando da van cheia de novos, digamos, “spazianos” - e pronta para o desafio de passar 7 (sete) dias à base de rúcula! Oh, Deus! Vamos a ele! Na chegada, após as boas vindas, fomos direcionados a uma sala de palestras com uma nutricionista super meiga, que nos ensinou os princípios da nutrição higienista (método utilizado pelo Spa), que consiste em seis pilares básicos de sustentação e, entre eles, o pilar que me chocou foi o “Abaixo os vilões da alimentação”! Fiquei perplexa ao descobrir a verdade sobre os alimentos que nos intoxicam!

COMEÇANDO A MARATONA...

Em seguida, ouvimos o naturopata e criador do Super Detox, Adoilto Chaves, que falou sobre o processo de desintoxicação para eliminar as toxinas acumuladas nos órgãos e tecidos do corpo, fígado, intestinos, rins, sistema linfático e pele. Confesso que pensei em desistir à medida que o Tatá (apelido do Adoilto) ia explicando o passo a passo da desintoxicação. Mas fui literalmente salva pelo gongo: Bateu o sino no SPA, anunciando a hora do jantar. Nosso grupo era bastante animado, erámos umas 33 mulheres e 3 homens! Pronta para a folha de rúcula! Surpresa: frango grelhado com legumes! Oba!

2º Dia - Chegou com o toque do sininho às 7:30 da manhã: avaliação física, suco verde e caminhada! Pura animação! Muito bom!! As medidas da fita métrica eram desanimadoras, mas eu estava pronta para enfrentar as mudanças, e assim pensei antes de começar a primeira sessão de hidrocolonterapia orientada pelo Adoilto.

Entrei na sala tensa, mas a calma e a educação britânica do Tatá era inacreditável “A limpeza completa do intestino através de um banho suave com água morna, previamente filtrada e purificada, desintoxica profundamente as mucosas e retira o material fecal que fica estagnado por dezenas de anos” explicava ele!  Não foi um bicho de sete cabeças, mas algo totalmente indolor - e dez minutos depois eu me sentia mais leve e confortável! 

3º dia - Ao soar do sininho, estávamos todos no grande salão refeitório para o desjejum: suco verde com atividades. Dia da Cura Quântica, a saber:  Bio Mat, Bioplam, Machine, Foot Detox. Essas são as terapias que curam o stress do dia a dia e as emoções, promovendo um melhor  equilíbrio psicossomático. De todas elas, a que mais me chamou a atenção foi o tratamento do Foot Detox, que é a terapia que desintoxica o organismo proporcionando um reequilíbrio energético através dos pés. Fiquei impressionada como a água utilizada, fica preta após o tratamento, o que indica a retirada das impurezas do fígado! Registrei numa foto.  

4o dia - Comecei a perceber as mudanças na pele: comida boa e saudável, tratamentos com tecnologia de ponta, muita atividade física e carinho de toda equipe. O corpo mais leve e uma disposição incrível!  Já estavam visível os benefícios do tratamento. À noite, na hora do jantar, era sempre uma alegria, quando o grupo já estava bem íntimo e cada um queria compartilhar suas vivências no processo em volta da lareira. Assim terminávamos cada noite “spaziana”. O processo de limpeza parecia ser automático e gradativo, com atividades físicas, alimentação saudável e saborosa, nos preparávamos para o quinto dia do programa, que era apelidado de “Dia D”.

5º dia - “O Dia D”. Neste dia não saímos do quarto.  Fez-se necessário um repouso o dia todo, com uma bolsa de água quente sobre o fígado, sem ingerir nada, a não ser o Liver Tonic (um suco  preparado para a desintoxicação do fígado). Após algum tempo de molho, começou a eliminação, pelos intestinos, de líquidos (resíduos de gordura, bile, colesterol, e até cálculos biliares). Tudo isto sem dor! Ao final do dia, serviram água de coco, chás e, `a noite, voltamos à alimentação normal.  Esta foi uma experiência e tanto, que não senti o resultado imediatamente, mas no dia seguinte estava me sentindo totalmente renovada.

6º dia - Recomeçou o programa com atividades e uma nova avaliação física. Fiquei muito feliz ao saber que eliminei 3 quilos, fora a disposição renovada!  Estava agora radiante! À noite participamos da confraternização de todo o grupo pela conclusão do programa e recebemos nossos diplomas de “Spazianos”.

7º dia - Todos preparamos as malas de volta para suas casas e, antes mesmo de nossa partida, já sentíamos saudades dessa equipe tão atenciosa do SPA. A confiança transmitida por todos os profissionais, foi a palavra decisiva.  Quebrei velhos paradigmas, confiei no processo e me permiti viver essa mudança. Com tudo que aprendi, levo uma transformação para a vida!




SERVIÇO
Spa Maria Bonita
Reservas – (21) 2513.4050
www.spamariabonita.com.br
www.superdetox.com.br