quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

BEBIDA: Um brinde com qualidade e sabor

Em tempos de celebrar o ano vivido e brindar um novo que se inicia, os espumantes ganham vez nas taças daqueles que querem sabor, estilo e requinte. E para fazer a melhor escolha diante de tantas boas opções conversamos com Phillippe Mével, diretor de enologia da Chandon com mais de 21 anos de experiência no setor.

AFINAL, O QUE É UM BOM ESPUMANTE?

Muita gente tem dúvidas na hora da compra e por muitas vezes pode acabar levando gato por lebre. Segundo Mével, a principal característica de um espumante é o seu perlage, ou seja, a formação de borbulhas que, partindo do fundo da taça, desenha correntes de bolinhas que se dirigem para cima e somem ao atingir a superfície do líquido. Uma dica é pedir para se fazer um teste na loja antes de levar pra casa várias garrafas para brindar com os amigos. 


Agora você deve estar se perguntando como se forma o perlage? Então, saiba que ele resulta da liberação do gás carbônico dissolvido no vinho que passa do estado solúvel para gasoso. Nos espumantes de qualidade, uma segunda fermentação alcoólica dá origem ao gás carbônico e daí se fala em espumantes naturais. Esta fermentação se realiza em recipientes fechados, que podem ser tanques resistentes à pressão ou na própria garrafa, mas também é possível obter espumantes pela adição de gás carbônico artificial e neste caso, temos vinhos gaseificados que, de acordo com o teor de gás, são classificados em frisantes ou em espumantes. Os frisantes possuem menor quantidade de gás carbônico que os espumantes, enquanto os frisantes tem pressão de 1 a 2 atmosferas (ou seja, a pressão dentro da garrafa é uma ou duas vezes maior do que fora), os espumantes tem pressão de 4 a 6 atmosferas.

AROMA E PALADAR

Uma vez que a bebida escolhida para o seu Réveillon foi o espumante, a escolha seguinte é em relação às marcas existentes e a qualidade que representam. Para observar a qualidade de um espumante deve-se ficar atento a cor, brilho, borbulhas, aromas e paladar. Neste sentido, a cor deve ser de média intensidade, o brilho deve ter uma perfeita limpidez, as borbulhas devem ser finas e numerosas; a formação de espuma deve ser abundante e persistente, os aromas de intensidade média, francos, delicados e elegantes remetendo a frutas, flores e especiarias, o paladar deve ser refrescante pela boa acidez e pelo gás carbônico que confere uma agradável sensação tátil de agulha; macio e cremoso, equilibrado com um final nítido, franco e medianamente persistente, de acordo com Phillipe Mével.

É bom lembrar que esses aspectos todos que dão qualidade a um espumante se originam a partir das uvas, que são a matéria prima da bebida. Elas devem possuir naturalmente uma boa acidez, um teor moderado de açúcar e serem cultivadas especialmente para a fabricação de espumantes.



A luz destas informações fica fácil de entender que, de acordo com a proporção de cada variedade no "assemblage", o espumante terá um estilo mais leve e frutado quando domina o Riesling Itálico ou então mais encorpado e estruturado quando domina o Pinot Noir.

Falando em nossa realidade no Brasil, segundo Mével, os nossos espumantes não ficam atrás dos espumantes de outros países. Para ele os espumantes brasileiros de boa qualidade têm condições para competir no mercado internacional, tanto no quesito da qualidade como no do custo. Deixando o champagne no topo da pirâmide, com certeza os espumantes brasileiros, a luz de degustações realizadas por associações e confrarias de enófilos bem como pela leitura dos resultados obtidos em concursos internacionais, vem se colocando na corte daqueles que disputam o segundo lugar.

Só é preciso continuar consolidando a imagem do Brasil no Exterior como país produtor de vinhos e de espumantes de alta qualidade em particular. O consumidor brasileiro também tem seu dever de casa: o mercado local de espumantes finos estimado em 24 milhões de garrafas de 750 ml ainda é pequeno e 35% deste volume são importados.
Um brinde!

SEGUNDO PHILLIPE MÉVEL

Tudo começa nos vinhedos, que sejam próprios ou de viticultores parceiros. A Chandon aclimatou e aprimorou as três variedades que entram na elaboração de seus espumantes. Trouxe da França — para ter certeza de contar com mudas sãs e isentas de viroses — o Chardonnay e o Pinot Noir, sendo que este segundo tipo, apesar de tinto, foi introduzido para ser vinificado em branco. Apostou no Riesling Itálico, já adaptado a Serra Gaúcha e desenvolveu muitos trabalhos para melhorar esta variedade embaixadora desta região. Além do melhoramento varietal, os especialistas da Chandon metodizaram a poda dos vinhedos próprios bem como a dos viticultores parceiros, adotando o sistema conhecido com “Guyot”. Nesse sentido, estabeleceram como rotina o método de condução vertical das videiras, em “espaldeira”, já empregado com êxito na França, sendo o mais apropriado para a obtenção de uvas de qualidade superior.

Todos esses cuidados, seguidos ao longo de cada safra, culminam na colheita das uvas, que é manual e seletiva. Os grãos e cachos impróprios são logo eliminados. As caixas destinadas ao transporte são preenchidas de forma moderada, para impedir o esmagamento dos frutos, e rapidamente enviadas à unidade de elaboração, evitando-se que as uvas percam algo de sua fineza de aromas. Aí, as uvas, classificadas segundo sua variedade, origem, teor de açúcares e estado sanitário, entram na fase decisiva de elaboração.

A Chandon desenvolveu técnicas de elaboração específicas e focada nos espumantes como a prensagem direta das uvas com prensas pneumáticas computadorizadas; o “assemblage”; a segunda fermentação e o envelhecimento sobre leveduras em tanques de pressão. Todas estas técnicas visam a enaltecer as qualidades intrínsecas das uvas e a desenvolver um estilo bem brasileiro nos espumantes assim elaborados que podem ser caracterizados como leve, frutado e refrescante.

Um dos segredos da qualidade da Chandon está no “assemblage”. Este processo, que não encontra em português uma palavra que o traduza de forma equivalente, significa a harmonização de vinhos de uma mesma região, porém de diferentes safras e variedades, reunindo o melhor de cada identidade para obter-se um conjunto de qualidade superior. Não deve ser confundido com uma simples mistura de vinhos de diferentes qualidades e de várias procedências visando corrigir defeitos de um com o outro. O “assemblage” não é simplesmente uma técnica, mas uma combinação de ciência e arte. E exige tanta sensibilidade e conhecimento quanto, por exemplo, a seleção de solistas para a montagem de uma orquestra. O virtuosismo de cada músico é fundamental, mas o objetivo final é a harmonia do grupo. Para que esse processo alcance êxito, os vinhos elaborados pela Chandon são avaliados desde seu nascimento até a maturidade, quando suas qualidades atingem o auge. É nesse ponto que se determina se um vinho tem condições de fazer parte de um “assemblage”, sempre pensando na etapa da segunda fermentação, quando este vinho se tornará um verdadeiro espumante.

Selecionados os vinhos de talentos diversos, por sua excelência, a partir de uma série de degustações, em que variam os integrantes do conjunto e a sua proporção no todo, busca-se a melhor opção de “assemblage”, que resultará num novo vinho mais harmônico e complexo do que cada um de seus componentes.

Esta técnica permite assegurar uma qualidade excelente e constante, com um estilo bem definido para cada tipo de espumante, garrafa após garrafa, ano após ano, independentemente das variações que sofrem as uvas a cada safra.



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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

DESTINO: América do Sul sobre rodas - Com um pé na estrada e muitas histórias para contar

Se viajar é viver, então por que não viver viajando? Foi com esse pensamento que decidimos iniciar nossas aventuras pelo mundo! Nós sempre tivemos vontade de conhecer mais a cultura dos nossos hermanos, sua gastronomia e as belas paisagens do sul do continente. Por isso, quando surgiu a ideia dessa temporada de viagens internacionais, concluímos que explorar a América do Sul, passando por Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Equador e Colômbia, poderia ser uma grande experiência e um novo passo para nós.

Como não teríamos orçamento para levar uma equipe conosco, o jeito era encarar sozinhos a missão de gravar dez episódios para a televisão brasileira. Isso nos obrigaria a fazer o trabalho de pelo menos oito pessoas, além de nos desdobrarmos para cruzar os 21 mil quilômetros no continente! A preparação para enfrentar o novo desafio foi de apenas 3 meses, já que queríamos aproveitar a chegada do verão no Hemisfério Sul. Nesse curto espaço de tempo, fizemos a pré-produção de tudo que precisaríamos e fomos obrigados a estipular um cronograma de gravação apertado para cumprir. O roteiro foi planejado em cima das pautas escolhidas em cada país, e a definição da rota foi fundamental para ganharmos as estradas! A verdade é que a gente não tinha a menor ideia do que ia encontrar pela frente.

No decorrer dos 180 dias consecutivos, ajudamos a escavar um dinossauro de 90 milhões de anos, escalamos um dos vulcões mais ativos da América do Sul, visitamos povos que vivem em ilhas flutuantes no Lago Titicaca, praias paradisíacas no Pacífico, geleiras, florestas e muito mais! Foi uma viagem extraordinária, e por termos apenas um ao outro para contar e compartilhar tantas descobertas, nossa relação como casal ficou ainda mais fortalecida.

Como nem tudo são flores, imprevistos acontecem. Mesmo com tudo planejado, nós passamos por algumas situações complicadas, como quando acabamos com as pastilhas dos freios na descida da Cordilheira dos Andes e ficamos atolados com o motorhome em uma estrada de cinzas vulcânicas na Argentina.
Conheça alguns trechos história.

PORQUE AMÉRICA DO SUL

Nós já havíamos realizado uma primeira expedição voando em um monomotor pelo Brasil e queríamos expandir nossas fronteiras e conhecer mais do sul do continente. Foi então que pensamos em fazer uma grande viagem pelos países da América do Sul e gravar a segunda temporada da série para a TV Globo. Nós tivemos apenas três meses de pré-produção e planejamento, foi tudo muito rápido, mas conseguimos fazer toda a pesquisa das pautas, entrar em contato com os entrevistados e definir a nossa rota.

POR VEZES OS ASSUNTOS NOS ESCOLHEM

Nós fizemos uma grande pesquisa sobre os temas interessantes que poderíamos abordar em cada país e região. Tentávamos sempre encontrar duas pautas por país para diversificar os assuntos e diminuir o tempo de deslocamento de uma locação a outra. Mas muita coisa interessante que surgia na rota também virava pauta, como, por exemplo, os bosques petrificados de Sarmiento, com árvores de 65 milhões de anos!





APRENDENDO E LIDANDO COM DIFICULDADES

A primeira dificuldade foi o idioma espanhol, pois saímos daqui falando um "portunhol" improvisado. Fomos, a cada dia, nos aprimorando na língua e no final da expedição estávamos supercontentes por termos conseguido aprender a falar fluentemente o espanhol. A outra dificuldade que tínhamos no decorrer da viagem, era de encontrar campings para pernoitar com o motorhome em algumas localidades não tão turísticas. A América do Sul ainda não tem tanta infraestrutura para este tipo de turismo, mas isso tem um lado bom. A experiência acaba sendo mais íntima e selvagem em diversos lugares, já que essas regiões foram menos exploradas.

DEPOIS DO ESFORÇO, A RECOMPENSA 

Uma das experiências mais marcantes que tivemos durante a viagem, foi quando escalamos o Vulcão Villarrica, na cidade de Pucón, no Chile. Esse é um dos vulcões mais ativos da América do Sul e foram cinco horas caminhando para chegar até o topo da cratera. Este foi o maior exemplo de superação que nós tivemos de passar durante a viagem. Ao longo do percurso, quase desistimos por diversas vezes, pois o trajeto realmente exige muito preparo. Apesar de todo o cansaço, e com muito esforço, conseguimos completar a missão e chegar ao cume do imponente vulcão.



LAR, DOCE LAR POR ONDE FOR

Nossa primeira viagem de motorhome foi pela Nova Zelândia e foi uma experiência inesquecível. O motorhome é ao mesmo tempo o meio de transporte, o “hotel” e o restaurante, já que ele reúne todas as necessidades básicas de uma viagem. Você escolhe onde irá dormir, almoçar e jantar e, por vezes, os lugares podem ser bem pitorescos e fora do circuito turístico. Esse estilo de viagem mudou o nosso conceito de turismo e de vida. Durante a expedição percebemos como algumas “necessidades” de uma cidade grande se tornam desnecessárias no dia a dia e nós aprendemos a viver com muito menos do que o habitual.

AR, TERRA...EM BREVE MAR

Depois de voar pelo céus do Brasil e cruzar as estradas da América do Sul por terra, é hora de desbravar o mar! Já estamos trabalhando no planejamento da terceira temporada da série para fecharmos a trilogia: ar, terra e mar. 


VAI. SONHOS SE REALIZAM NO MOVIMENTO

Uma dica muito importante é definir a data de partida, parece que quando definimos uma meta, as coisas convergem para a realização do objetivo. Uma segunda dica que sempre damos, é não desistir dos seus sonhos. Às vezes pode demorar, pode parecer muito difícil, mas com força de vontade e dedicação as coisas acontecem.

LER TAMBÉM É VIAJAR

Enfim, são tantas aventuras que, além da série na TV, resolvemos lançar o livro "América do Sul Sobre Rodas", onde mostramos nossas dicas da viagem, o roteiro completo que percorremos, as histórias inéditas e as diversas fotos dessa incrível jornada que fizemos pelo sul do continente. 


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

VIAGEM: Você viaja ou vai viajar sozinho? Veja algumas dicas de como tirar de letra na chegada, hospedagem e atrações turísticas

Para quem não está acostumado, viajar sozinho pode parecer um desafio ou até mesmo algo, desculpem o clichê, solitário demais. A primeira imagem que vem à cabeça é sobre como é possível passar dez dias ou mais sem ter alguém para conversar, dividir a experiência ou até mesmo tirar fotos suas naqueles lugares marcantes. No entanto viajar sozinho pode abrir portas para caminhos que nunca seriam possíveis de alcançar durante o convívio social de uma viagem com amigos ou à casal. Pode se tornar um processo de reflexão, de encontrar a si mesmo de uma maneira ímpar. É, principalmente, a chance que se tem para interagir com o lugar em que está de uma maneira mais direta, muitas vezes quase que como os moradores locais.


A viagem pode começar desde o momento de se decidir para onde ir. Neste momento olha-se para os lados e ao invés de debater com alguém qual lugar se vai, percebe-se que a escolha depende apenas de si. Isso pode representar uma chance de se conhecer locais fora do trivial - EUA, Europa, Chile e Argentina - ou até mesmo ir para lugares já bem conhecidos, mas aproveitando para conhecer aquele beco cheio de bares e restaurantes que você viu quando estava naquele ônibus de sightseeing, mas não teve chance de parar para não atrasar o roteiro dos amigos.

A primeira opção é quase sempre feita de surpresas constantes desde os primeiros momentos:

1. Dificuldade de se chegar: muitas vezes tem-se que se sujeitar a passar muitas horas dentro de aviões e aeroportos. E não se fala de 7 a 8 horas de avião, mas de pelo menos 15 a 20 horas, entre aviões, salas de embarque e despachos de bagagens (principalmente nos EUA). No entanto este momento são perfeitos para se aproveitar e adiantar a leitura daquele livro que está encostado no criado mudo, ao lado da cama. Outra característica é que geralmente essas conexões são feitas em grandes hubs aéreos, aeroportos enormes onde pessoas do mundo todo estão chegando e partindo (Heathrow, JFK, Los Angeles, Beijing e muitos outros). Por isso são momentos incríveis para se observar pessoas diferentes com seus costumes peculiares em um mesmo lugar.

2. Hospedagem: muitas pessoas procuram locais para se hospedar por indicação direta de amigos. No entanto quando não temos informações de conhecidos sobre o local escolhido muitas vezes não se sabe por onde começar a procurar. Mesmo sendo uma boa fonte de consulta, nem todos confiam em dicas de sites de reservas de hotéis como o Booking.com. Por isso uma das melhores dicas é albergues. A rede de  Albergues da Juventude da Hosteling International (www.hihostels.com) e também da YHA - Reino Unido (www.yha.co.uk) são fontes confiáveis de qualidade na hospedagem. Além de sempre estarem bem conservados, Albergues da Juventude filiados a estes programas são locais perfeitos para se conhecer pessoas de todas as partes do mundo. E não deve-se pensar que há apenas quartos para seis ou mais pessoas, com aquele banheiro coletivo no final do corredor, hoje muitos albergues já oferecem opção de quartos duplos com banheiro privativo. E dependendo do quanto se gasta, é como se hospedar em uma pousada de charme (ou hotel design), mas ainda assim pela metade do preço.

3. O que fazer e atrações: Aqui se encontra o mesmo problema do tópico anterior. Quando se decide qual o local a ser visitado, geralmente a escolha foi baseada em locais e/ou atrações que chamaram a atenção e cativaram o interesse. No entanto muitos se perguntam sobre o que fazer nos outros dias? Há mais opções? A melhor dica é procurar por blogs de viagem, eles sempre tratam não apenas dos roteiros comuns de viagem, mas também de roteiros mais exóticos. O blog Viaje na Viagem (www.viajenaviagem.com) possui inclusive um tópico com sugestões básicas sobre como viajar solo.

VOLTANDO AO DESTINO

A segunda opção, de viajar para locais que já conhecemos, sofre de um problema logo ao se começar a planejar na viagem: vale a pena ir novamente para um lugar que já visitado ou deve-se aproveitar e conhecer lugares novos? Sim, vale muito! Todo lugar interessante que se conhece sempre guarda alguma surpresa, seja aquele restaurante que só os locais frequentam, aquele parque não muito falado ou até mesmo a própria vida cotidiana dos moradores. Para poder aproveitar bem a viagem sem a sensação de déjà vu, há algumas dicas básicas:


1. Chegar: como já se foi uma vez, a segunda é sempre mais fácil. No entanto, caso o roteiro inclua mais de um local, por que ao invés de se usar o tradicional avião de uma cidade para outra, não se usa um transporte não muito comum aos Brasileiros? Dez entre dez pessoas sempre indicam o trem como o transporte ideal entre cidades na Europa. Além da facilidade de embarque e desembarque e conforto (as poltronas são mais largas que as de aviões), ganhamos tempo também no fato de algumas vezes evitarmos passar pelas checagens de fronteiras. O mesmo vale para aluguel de carro, apesar de que nem todas as cidades históricas serem preparadas para este tipo de transporte (estacionamentos são sempre difíceis de encontrar, principalmente em cidades históricas). Procure também levar o mínimo de bagagem nestes casos, isso facilita o deslocamento e evita perda de tempo em despacho.

2. Hospedagem: agora que a cidade já é bem conhecida, porque não alugar um apartamento ao invés de ficar em um hotel tradicional? Essa opção, cada vez mais comum nas grandes metrópoles do mundo, tem se tornado uma tendência cada vez mais segura. Hoje sites especializados oferecem total suporte para aluguel de apartamento, flats e até mesmo dormitórios em casas de famílias (essa opção é conhecida por Bed and Breakfast, bastante comum no Reino Unido). O mais conhecido atualmente é o AirBnB (www.airbnb.com). Uma dica de antemão: locação de apartamentos e quartos na cidade de Nova Iorque é proibido por lei, é direito exclusivo de hotéis e pousadas registradas (mais informações aqui: http://travel.usatoday.com/destinations/dispatches/post/2010/06/new-york-considers-ban-on-vacation-rentals/98153/1).


3. O que fazer e atrações: sair do comum, do tradicional é sempre difícil quando não se tem opções previamente escolhidas. A melhor maneira de começar é procurando dicas de moradores e isso pode ser feito em páginas na Web dedicadas às cidades, principalmente no Facebook. Deve-se também considerar tour locais, tais como aqueles com guias para se andar a pé ou de bicicleta determinado bairro ou região. Geralmente esses passeios são bastante frequentados até mesmo por moradores. Em pubs e bares, procure sempre se relacionar com frequentadores e bartenders, para isso procure sentar no balcão ou mesas para várias pessoas, ao invés de procurar por mesas exclusivas. Isso facilita a interação com os locais e uma boa conversa sempre rende novas dicas. Em aeroportos e estações de trem as pessoas sempre podem ser mais facilmente abordadas para uma conversa. No entanto fique atento caso aquela pessoa esteja com os dois fones nos ouvidos, isso pode ser um sinal claro de “não perturbe”. Caso a pessoa pretende passar mais de um mês em um local, pode-se aproveitar e engatar um curso para aprender (ou aperfeiçoar) a língua local. É garantia de socialização certa.

Para finalizar lembre-se: viajar sozinho é uma chance ímpar para aprender não apenas sobre os locais que se deseja conhecer, mas também sobre si mesmo.



 Links que podem ajudar na elaboração do roteiro: 

http://solotravelerblog.com
Blog sobre viagens solos, um dos mais conhecidos da Web. Além de dicas sobre atrações e épocas ideias para se visitar determinados locais, o blog disponibiliza verdadeiros manuais.

http://www.viajenaviagem.com/seu-estilo/solo/
Ricardo Freire sempre tem dicas expertas sobre qualquer tipo de viagem.

Sites oficiais dos locais que se pretende ir, como por exemplo: o www.visitbritain.com

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

CARRO: Você pode voar mais alto com a McLaren 720s

O Salão do Automóvel de Genebra é um daqueles lugares icônicos ondem aparecem as inovações que um dia virarão realidade — quando às vezes já não o são. Mas não é todo ano que um lançamento agita tanto uma categoria. Sim, estamos falando da McLaren 720s. Claro que quando nos referimos à McLaren é difícil não remeter à memória Ayrton Senna e seus três títulos mundiais de Fórmula 1. Ou até Emerson Fittipaldi, que garantiu seu bicampeonato acelerando um bólido da tradicional equipe inglesa. Mas nem Bruce McLaren, fundador da equipe e morto em um acidente nas pistas, tinha em mente que, nas ruas, os carros que levam seu nome fariam tanto sucesso ao acelerar.

Se a primeira impressão é a que fica, a McLaren 720s caprichou. As curvas suaves do modelo logo chamam a atenção, delineadas com seus faróis pequenos. Contudo, o design preza primeiramente pela funcionalidade, que se conecta a aspectos estéticos com maestria. A ausência de entradas de ar laterais, por exemplo, é apenas aparente. O modelo possui uma “camuflagem”, que só permitem a visão completa dos dutos de ar de um determinado ângulo. As portas do veículo são diedrais (abrem para o lado e para cima) e fazem parte também deste sofisticado pacote.





Para o motorista (ou piloto?) acelerar, precisará entrar na cabine monocage II, uma célula de fibra de carbono, leve e resistente, que se alonga até o teto do carro. Lá dentro, para visualizar todo o potencial do 720s, um painel de instrumentos digital e retrátil se adapta a diversas situações de uso, seja mostrando conta-giros, velocímetro e instrumentos de velocidade, ou apoiado numa tela de LCD, que carrega as outras funcionalidades presentes no modelo. Sem dúvida, uma tecnologia embarcada de última geração.


Mas para que tudo isso? Acelerar, é claro. A McLaren 720S é impulsionada por um motor biturbo V8 de 4 litros, capaz de gerar 720 cavalos. Essa unidade de potência pode acelerar o carro de 1283 kg de 0 a 100 km/h em notáveis 2,9 segundos e indo de 0 a 200 km/h em apenas 7,9 segundos. A velocidade final, com o câmbio puxando a sétima e última marcha, chega a incríveis 341 km/h. Mas, se precisar frear repentinamente, o pacote aerodinâmico também trabalha, com a asa traseira levantando para desacelerar o carro com a força da pressão do ar.

Para demonstrar o que representa este lançamento, a memória de Senna é invocada na promoção do modelo 720S, com sua célere fala: “Você acha que tem um limite. Assim que você chega a esse limite, algo acontece e, de repente, você pode ir um pouco mais longe. Com o poder da sua mente, sua determinação, seu instinto e também com experiência, você pode voar mais alto”. Bruno Senna concordou e cremos que você também. 

Veja o vídeo promocional com voz de Ayrton Senna e participação de Bruno Senna.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

CAPA: Rodrigo Fagundes comemora a virada na carreira com o sucesso de Nelito em "Pega Pega"

O alto astral do ator Rodrigo Fagundes é contagiante e reflete em seus personagens. Depois de uma consolidada carreira no humorístico Zorra Total, Rodrigo encarou o novo desafio de fazer uma novela e aí veio Nelito de “Pega Pega” e ele foi pego de jeito pelo ritmo de estar diariamente na TV e se apaixonou. O sucesso de Nelito com o público, colegas de trabalho e a crítica é resultado também do carisma que esse grande “menino” traz no seu jeito de encarar a vida. “Se pudesse, seria criança o tempo todo”, comentou ele durante a entrevista. Não é à toa que ele está aqui, nos conquistou com seu talento e seu jeito simples de quem quer apenas levar a vida numa boa e com bom humor.

Depois do sucesso de Patrick chegou Nelito e conquistou o público. Acho que seria difícil se desvencilhar do Patrick por ele ter sido muito popular? Difícil não, porque eles são de temperaturas diferentes. Encarei como um desafio e prezo pela humanidade do personagem. Nelito permite que eu experimente várias camadas de sentimentos. Tem sido muito estimulante contar essa história. E esse carinho e aceitação gigantescos do público é o meu combustível.

Foram quase 10 anos de "Zorra Total" e agora uma novela com personagem de destaque. O desafio foi grande? Tomou o gosto pela coisa? (risos) Tomei muito gosto. Sempre fui noveleiro e poder estar do outro lado com um personagem de tamanha relevância me faz querer estar sempre pronto para receber os rumos que ele vai tomar e experimentar nuances, sentimentos e, principalmente, uma troca com meus colegas e com nossos diretores. É um texto saboroso, inteligente e que coloca a comédia num lugar elegante e os dramas num alto nível que aguça a gente que faz e o público que ama nossa história a cada capítulo.

A rotina de novela é muito diferente de humorístico? O que foi mais difícil e agradável no processo? É muito puxado sim. São longas horas de trabalho e concentração. Mas estou tão mergulhado nesse trabalho que não sinto o tempo passar. Está sendo um encontro muito feliz e isso se reflete no resultado da novela que é sucesso desde o primeiro capítulo. A parte mais difícil está chegando agora, pois estamos a 1 mês do fim e já estou com meu coração apertado.

Qual o sucesso do carisma do Nelito? Por que ele é tão querido? Nelito é muito bem escrito. É um personagem tão lindo, que pensa no outro, que cuida, é altruísta e ao mesmo tempo é muito feliz com a vida que leva. Ele é realizado no trabalho, na família...sua vida é a irmã Antônia, Dr. Pedrinho e o Carioca Palace. Pra ele, isso é como ganhar na Mega Sena toda semana (risos). Acho que essa felicidade dele faz com que o público se aproxime de forma carinhosa e queria ter um amigo assim. É o que mais ouço nas ruas.


Aliás, você parece ser um cara muito querido fora da TV também. Acha que isso também ajuda? A que se deve esse carisma? Meus amigos e familiares dizem isso sim (risos)! Esse cuidado com o outro eu tenho sim e coloquei tudo no Nelito. Só não tenho o mesmo temperamento que ele. Acho que sou mais pavio curto na vida. Mas interpretá-lo tem sido um ótimo exercício também.

É meio clichê perguntar a um humorista se ele no dia a dia também é engraçado e bem-humorado. Mas como é o Rodrigo Fagundes fora das câmeras? Confesso que não sou engraçado o tempo todo. Juro. Claro que se estou num ambiente familiar sou bem palhaço, sim. Mas, na maioria das vezes, sou quieto, mas muito atentado quando estou com meus amigos e familiares. Não gosto de me comportar de acordo com a minha idade. Se pudesse, seria criança o tempo todo.

O que te tira do sério e o que te faz rir? Não suporto injustiça, abuso de poder, pessoas que querem te ganhar no grito. Não funciono assim. Já passei por isso e me arrepio só de lembrar. Procuro encontrar humor em tudo, até nas situações mais difíceis da vida. O humor salva e muito!



Acha que o bom-humor é imprescindível hoje em dia com nossa realidade tão dura? Aliás, você acha a realidade tão dura? Acho sim. Uma vez uma fã me disse que nós atores somos médicos de almas. Ela levou o marido dela que tinha uma doença terminal na nossa peça, SURTO (uma comédia deliciosa que fizemos por 12 anos ininterruptos) e, no final, nos abraçaram aos prantos dizendo que por 1:15 minutos eles se esqueceram de todas as dificuldades que estavam enfrentando e se divertiram conosco. Isso pra mim não tem preço!

O que e quem te inspira na vida e na profissão? Os seres humanos de forma geral me inspiram. Na vida e na profissão, quando conheço gente generosa, fico muito feliz. Ainda mais quando se trata de um ator de quem já sou fã. Em “PEGA PEGA”, tenho a sorte de trabalhar com um elenco assim. Nos bastidores, é só alegria e todos torcem um pelo outro. Marcos Caruso e Vanessa Giácomo, que são com quem mais contraceno, são de um valor inestimável. Poder trocar com as pessoas, aprender com elas, seja na vida ou no set, é dos maiores prazeres que tenho.



Seria outra coisa se não fosse ator? O que? Gosto muito de falar Inglês. Acho que adoraria ser professor do idioma.

Aliás, como despertou que era isso que você queria ser? E como foi o início? Eu era fascinado pelas obras de Monteiro Lobato, pelo “Sítio”. Quando ganhei da minha tia os livros dele, ficava horas viajando naquelas aventuras. O faz de conta, o lúdico e as aulas de história me encantam. Sou de Juiz de Fora e vim para o RJ fazer faculdade de publicidade na PUC, onde me formei e logo me matriculei na CAL para, finalmente, me encontrar e ter a certeza de que meu lugar no mundo está na interpretação.

Seria um grande desafio fazer um personagem dramático com um vilão? Todo personagem é um desafio. Brincar com a maldade na ficção seria um prato cheio pra mim. Poder botar pra fora todos os nossos monstros, tudo de brincadeira. Na teledramaturgia, geralmente é o vilão que move a trama, isso é muito divertido. Espero poder brincar de ser mau um dia.

Nas horas de folga o que te distrai? Um bom filme, séries, um bom livro, meus amigos e dormir.

Agora em janeiro encerra a novela "Pega Pega". Já tem planos para depois? O que vem em 2018? Quero voltar pro teatro com o meu espetáculo “O Incrível Segredo da Mulher Macaco”. É uma comédia inspirada nos filmes de Hitchcock e nos livros de Agatha Christie. A ideia é fazer uma temporada em São Paulo e uma pequena turnê depois.


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

HUMOR: A arte da guerra de tu sifu

Tu Sifu foi um general chinês da dinastia Chop Suey durante as guerras que precederam a união dos reinos de Feng e Chuí (327 A.C.). Depois da pacificação do país, Tu Sifu se dedicou à composição de hai-kais e à plantação de frango xadrez. Seu livro mais famoso, no entanto, é "A Arte da Guerra de Tu Sifu", que traz importantes lições de estratégia, tornando-se leitura obrigatória entre executivos e gerentes. 

Aprenda com Tu Sifu. 

O general habilidoso derrota o inimigo sem lutar, conquista cidades sem as sitiar e vai para o happy hour antes mesmo de encerrar o expediente. 

Se o líder e o subordinado estão em harmonia, a vitória é certa. Se o líder e o subordinado não estão em harmonia, é dupla sertaneja. 

Apareça em lugares onde o inimigo menos espera. Mas não em lugares onde o inimigo não está. Se você não encontrar o inimigo, será muito difícil ganhar qualquer guerra. 
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UM HAI-KAI DE TU SIFU
O lindo panda
Defecou
Na varanda
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Controlar um exército grande é uma das tarefas mais difíceis. O general habilidoso evita problemas e só contrata anões. 

No campo de batalha, o anão pode ser usado como lanceiro, mas jamais como arqueiro. Na falta de munição para catapultas, a bostinha também serve. 

Nunca, absolutamente nunca, mas nunca mesmo, monte seu acampamento dentro de um rio.

Existem apenas cinco notas musicais, mas a combinação delas produz todas as melodias do mundo. Existem apenas cinco cores primárias que, combinadas, produzem todos os tons. Na guerra há apenas dois métodos de ataque (o direto e o indireto) e, no entanto, com eles é possível qualquer coisa, inclusive ganhar ou perder. Numa guerra é muito difícil empatar. 
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OUTRO HAI-KAI DE TU SIFU
Lua de outono
Branca e pálida
Feito a Yoko Ono
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No aprendizado, o importante não é o destino, mas sim o caminho até encontrá-lo. Vire à esquerda na primeira iluminação e continue sempre em frente até a bifurcação entre corpo e espírito. O caminho do espírito leva à sabedoria. Mas o caminho do corpo é muito mais gostoso. 

Ação é a mão que puxa a corda do arco. Decisão é a mão que solta a flecha. Masturbação é a mão ocupada com propósitos inúteis à arte da guerra. Conceição eu conheço muito bem.

Ao confrontar o inimigo no campo de batalha, diga: "Ei, o que é aquilo atrás de você?" Quando ele olhar, ataque-o sem piedade.
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MAIS UM HAI-KAI DE TU SIFU
Oh, belo colibri
Faz na minha cabeça 
Que tu vira sashimi
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A LIÇÃO FINAL
Se o exército inimigo for menor que o seu, ataque. 
Se o exército inimigo é do mesmo tamanho que o seu, observe. 
Se o exército inimigo é bem maior que o seu, disfarce e saia assoviando.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

ESTILO: Dress Code festas - O que usar para não errar na hora de escolher a roupa certa

Nessa época de festas uma coisa muito comum de acontecer é receber um convite que indica determinado traje e fica em dúvida do que seria mais indicado. É, homem também sofre de inseguranças às vezes (eu disse às vezes) na hora de se vestir. O chamado "Dress Code", que se trata de um código de referência de como se vestir em cada ocasião tem variado um pouco. Até pouco tempo, eram usados apenas os termos: passeio, passeio completo e black-tie. Hoje os convites estão vindo com vários códigos que chegam a confundir, mas na realidade acabam sugerindo as formas clássicas de vestir. Ao mesmo tempo que fornece mais opções de combinações, no final você termina confuso e indeciso. Bem, vamos à "decodificação" do famoso "dress code" para festas tirando as dúvidas de uma vez.

TRAJE PASSEIO / ESPORTE FINO / PASSEIO INFORMAL OU TENUE DE VILLE

Já aqui o traje é um pouco mais refinado, merece uma atenção maior do que no traje esporte. Esse tipo de traje é mais recomendado para eventos mais sociais, tipo almoços de negócios, vernissages, conferências, e programas culturais como teatro e concertos. E dependendo do clima, até de um jantarzinho íntimo para impressionar a gata. As peças indicadas são próximas das indicadas para traje esporte. Importante observar o horário do evento, caso seja antes das 18hs, o indicado é uma combinação de camisa + calça esportiva, e blazer. Se for usar um terno, com ou sem gravata, cor clara; ou a combinação de um blazer escuro com calça. Detalhe importante de observar, se no convite vier com “tenue de ville”, é importante usar gravata independente da hora, seja com blazer ou jaqueta. À noite o indicado é terno com gravata, se for verão cabe um em tom claro. Os sapatos, sempre sociais ou mocassins pretos ou marrons são o ideal. Nunca usar: jeans




TRAJE SOCIAL / PASSEIO COMPLETO OU SOCIAL 

Como o próprio nome já diz, se trata de um evento social, tais como casamentos, coquetel, formaturas, comemorações oficiais, óperas e grandes eventos (que podem envolver trabalho, clientes, fornecedores...). A roupa requer uma formalidade total, ou seja, terno completo com paletó, calça, camisa social e gravata. Não tem o que pensar muito. Apenas claro, nas combinações de cores. Se o evento for de dia, cores mais claras (esqueça o branco), se for à noite, cores escuras. Os sapatos mais indicados são os pretos que combinam com tudo em qualquer ocasião. Nunca usar: Não tente fugir do terno e gravata. Marrom também não é indicado, está fora do guarda-roupa masculino a muito tempo.

TRAJE BLACK-TIE, TENUE DE SOIRÉE OU RIGOR


Esse é o topo da elegância e por razões óbvias é indicado para eventos muito específicos como casamentos à noite, festas de debutante, premiações e ocasiões muito especiais. Afinal é uma noite de gala. O black-tie resume-se a um smoking (nunca deve ser usado antes das 18hs, a não ser que você esteja na entrega do Oscar): camisa branca, gravata borboleta preta, faixa preta e sapatos pretos. O colete substitui a faixa e é indicado para os mais gordinhos ou no inverno. Que pode ter um estilo mais tradicional ou uma variação mais moderna, como alguns homens fazem trocando a camisa branca por uma preta ou até mesmo dispensar a gravata borboleta. Antes das 18h usá-se o summer, que é o paletó branco, Summer (paletó branco): que é um traje a rigor só em alto verão e ao ar livre. Os sapatos mais uma vez devem ser pretos, de couro e de amarrar. Cuidado para mantê-los sempre lustrados para não ser pego na hora de usá-los. Nunca usar: um terno escuro.




Fotos Binho Dutra 
Direção criativa Marco Antônio Ferraz 
Modelo Marcos Vinicius Gomes 

AGRADECIMENTOS:
Academia Brasileira de Letras (Locação)
Looks: Armani, Hugo Boss, Flower homme e Zara (sapatos)

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

VAIDADE MASCULINA: Barba no ambiente de trabalho?

A barba é um troço cada vez mais comum. Homens de todas as idades estão aderindo a essa moda. E as barbas são de todos os estilos, umas bem curtinhas e desenhadas, outras grandonas e cheias, e há também muitos que não ligam para as falhas na barba e as deixam crescer. Bigode? Também está em alta. Mesmo com este movimento crescente, ainda há preconceito à barba. Dá pra acreditar neste atraso? Em 2017? Sim, existe!

Vamos começar falando sobre um grupo de pessoas (homens e mulheres) onde praticamente não há essa bobagem contra a barba: nossos amigos nerds. Esses caras estão vários passos à frente por não ligarem muito para a opinião dos outros, eles são autênticos e fazem o que bem entendem. Afinal, eles estão preocupados com seu trabalho, seus compromissos. Tiro meu chapéu para eles - e tenho orgulho de ter um pé nesse grupo. A barba não merece rótulo, pois ela não é privilégio dos nerds, nem dos fortões, fracos ou lenhadores. Barba é algo natural dos homens, simples assim.

Alguns homens, entretanto, não deixam a barba crescer porque sentem alguma hostilidade em relação a isso em seu ambiente de trabalho. E vou contar pra vocês que eu também já sofri com isso. Foi logo depois da faculdade. Eu me formei em engenharia, mas assim que eu pude, resolvi me enfiar no tal do mercado financeiro. E a minha porta de entrada foi um grande banco. Eu gostava bastante de usar terno, gravata e fazer a barba todo dia, eu andava sempre impecável. Mas em uma determinada segunda-feira, eu apareci com uma barba de 2-3 milímetros, muito bem desenhada, também impecável, pelo menos para mim. Bom, talvez só pra mim. Logo que eu cheguei ao trabalho, meus colegas começaram a fazer piadinhas dizendo que eu ia levar uma bronca quando a chefe chegasse, e eles estavam certos. Quando ela me viu, ao invés do bom dia eu escutei: "Pensei que você trabalhasse em um banco", seguido de "ali na esquina tombou um caminhão de lâminas de barbear, quer que eu vá buscar uma pra você?" e, terminando com "amanhã volte ao normal". Normal?!?
Eu nunca "precisei" ter barba, mas me incomodava muito o fato de sua proibição. Tem algo mais natural que isso? Caramba! Cresce no nosso rosto e não podemos assumir isso? Pois eu trabalhei mais 3 anos depois desse puxão de orelha, sem nada de barba, nada mesmo. Depois, em empresas menos conservadoras, isso mudou e eu comecei a deixar a barba crescer. Hoje, uma barba grande e muito bem cuidada.

QUANDO PODE E QUANDO NÃO PODE

Para o João C. A., de São Paulo, ocorreu algo não muito diferente. No início de sua carreira ele não se sentia à vontade para deixar a barba crescer, sempre a deixando muito baixa. Atualmente, depois de uma trajetória consistente de mais de 10 anos como consultor estratégico, sente que isso mudou. Ainda assim, não é raro ouvir piadas e receber o apelido de "barba", ou "barbudo". Mas afirma que mesmo com as piadas, tem a certeza que isso não afeta a sua imagem profissional.

Tenho certeza que vocês, das mais variadas profissões (médicos, mecânicos, pilotos, recepcionistas, professores, atletas ou advogados) já passaram por algo semelhante ao que passei. E será que tem gente que nunca experimentou só pelo receio de ser chamado de "náufrago"? 

Já para Rafael A., advogado com 29 anos, a reação a sua barba também já foi desagradável: "Ainda é comum que a barba seja relacionada a descuido ou a sujeira, mal sabendo eles que manter uma barba dá muito mais trabalho que deixar o rosto liso diariamente." Temos que considerar que em algumas profissões realmente não é permitido por questões de segurança. Isso acontece em algumas plantas industriais onde se faz obrigatório a vedação da região da boca por máscaras que não funcionam com a barba. Mas são raras as atividades profissionais que formalizam a sua proibição. 

Combater a acusação de desleixo é fácil, basta ter uma barba bem cuidada. E se você quiser uma barba desarrumada? Eu entendo que você deveria poder ter qualquer barba, basta entregar suas tarefas conforme combinado, certo? Mas tenho que admitir que ainda vivemos em um mundo cheio de códigos de aparência, com regras de roupas e comportamento. As mulheres também sofrem por não poderem usar saias ou decotes, pois dizem que é desrespeitoso. E a barba às vezes também é tratada como tal.

Está com dúvida se a barba é um problema? Converse com o seu gestor. Você poderá ter como surpresa uma resposta assim: "barba nunca será um problema, o mais importante é você estar bem aqui, sentir a motivação necessária para entregar um bom trabalho". Resolvido isto, deixe a barba!


EXECUTIVO OU LENHADOR?

Tenho esperança na redução do preconceito no curto prazo. Digo isto com segurança, pois andando pela região da Avenida Paulista, onde estão localizadas muitas instituições financeiras e escritórios de advocacia, conhecidos por terem ambientes mais conservadores, é cada vez mais comum ver um cara de terno e barba grande, e bem feita, valorizando ainda mais um belo nó de gravata. 
E os lenhadores? Eu sempre dou risada quando falam que a minha é "estilo lenhador". E lenhador vai ao barbeiro a cada 20 dias? Usa óleo e balm para barba? Acho que não! Enfim, me divirto com isso.

Não importa o estilo de barba que você usa ou pretende começar a usar. O que importa é você estar bem e cultivar uma barba que não atrapalhe a sua rotina. Às vezes, o preconceito vem da gente e não percebemos isso. Às vezes, temos receio de deixar a barba porque não queremos chamar nenhum tipo de atenção, possivelmente por não estarmos felizes no nosso trabalho, e consequentemente trabalhando mal e, ainda assim, colocando a culpa - sem perceber - numa possível mudança no visual.

Convido vocês a darem uma olhada no vídeo do Blog da Barba no YouTube sobre esse assunto. Lá vocês poderão ler depoimentos de diversos barbudos. Pode ser uma experiência interessante para fechar essa discussão. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

CINEMA: Os bastidores de "1817, a Revolução Esquecida"

Para a diretora Tizuka Yamasaki, o mais importante é filmar grandes histórias, e quando o filme traz um projeto histórico por trás, isso a deixa ainda mais realizada. Foi assim com seu novo projeto “1817 – A Revolução Esquecida”, um docu-drama baseado no livro “A Noiva da Revolução”, de Paulo Santos, que conta o romance vivido por Domingos José Martins, principal líder da revolução, e Maria Teodora da Costa, filha de ricos comerciantes portugueses na época, cujo casamento tornou-se o símbolo do bicentenário da revolução de 1817, um dos mais importantes momentos históricos de Pernambuco. O filme tem previsão de estreia pela TV Escola. Mas, enquanto isso, pudemos conferir em 1ª mão os bastidores desse momento histórico no Brasil que ficou esquecido.

Nos papéis principais, o ator Bruno Ferrari como Domingos, e a atriz Klara Castanho como Maria Teodora. O elenco conta ainda com 24 atores pernambucanos, além de 170 figurantes. O paraibano Paulo Vieira interpreta o comandante Leão Coroado, que matou com golpes de espada o brigadeiro Barbosa de Castro (Walmir Chagas). E o pernambucano Domingos Antônio  interpreta o General Domingo Teotonio. Neste projeto de 1817, Tizuka dividiu a direção com o Ricardo Favilla - que também foi o produtor. “Temos uma parceria muito particular já há algum tempo. Isso inclui a gestação de projetos conjuntos, passando pela procura dos temas que nos interessam, as pesquisas e a discussão da linguagem e da estética utilizada na abordagem destes temas nos roteiros de diversos produtos audiovisuais,- Filmes, Series ou Programas de TV que desenvolvemos juntos, como é o caso do 1817 - A Revolução Esquecida”, comenta Ricardo. 



Para o ator Bruno Ferrari, o projeto foi uma grata surpresa: “Desde pequeno, ouço muito sobre a inconfidência mineira e essa de Pernambuco, que foi uma revolução muito maior, e que até conquistou a independência por um período, e não é falada. Ainda existem alguns lugares no Recife que marcam essa luta, mas boa parte foi destruída pelos portugueses. Gosto muito do título, 1817- A Revolução Esquecida”.Eles realmente fizeram de tudo para apagá-la da história.” Para Tizuka, a surpresa também veio do apoio que recebeu. Comenta: “quando chegamos em Pernambuco pra preparar o "1817", fomos surpreendidos por todos querendo ajudar, orgulhosos de sua Revolução, desde populares, intelectuais, historiadores, como também o governo do Estado e da Prefeitura de Recife, Casa militar e sua bela cavalaria  e grupos de artistas da cultura popular, como Maracatu Leão Coroado, Literatrupe, côco dos pretos. Via nossa parceira Monica Silveira e, particularmente, os técnicos de cinema e atores pernambucanos - além de duas pessoas a quem admiro e que não mediram esforços pra colaborar: o ator Irandhir Santos e o cineasta Claudio Assis com sua equipe. Foi muito bom ter esse apoio efetivo ou afetivo. Essa generosidade pernambucana estará impressa na tela.”


Resgatar esse fato histórico da história de Pernambuco tem um significado especial para você? Seria como uma “prestação de serviço” à população para conhecer um pouco mais da história nacional? Claro! Eu e milhões de brasileiros desconhecíamos este momento tão importante da história do Brasil.  Com o nosso docu-drama, essa lacuna será preenchida. Nosso papel como cineasta é revelar aquilo que foi apagado da história oficial. Como brasileira, me sinto orgulhosa da bravura dos pernambucanos e dos nordestinos que não aceitaram ser subjugados pela exploração fiscal e arrogância dos colonizadores da época. Esses revolucionários deram a vida pela liberdade de sua pátria!

O que é mais difícil em um projeto como esse? Como você percebe isso? Buscar investimentos sempre foi a tarefa mais difícil. Quando a TV Escola inaugura com o nosso filme a série "História", ela e a MEC abrem portas importantíssimas aos estudantes e público em geral, oferecendo o acesso à informação, a reflexão, a recuperação da autoestima do brasileiro. Devemos aplaudir esse tipo de iniciativa!

Agrada mais contar histórias reais do que fictícias? Ou tanto faz? Tem algum filme inédito a ser lançado? Me agrada filmar! (risos) Uma história real é também uma ficção, porque filmado, ela vem com a interpretação do cineasta. 
Estou com um filme chamado “Encantados” - que me é particularmente querido. É um romance na adolescência de Zeneida Lima. Trata-se de uma protagonista da Ilha do Marajó, muito especial, porque ela ouve, vê, e sabe de coisas que as pessoas comuns não têm acesso. O filme é lindo, premiado e estará nos cinemas em outubro, com lançamento da Riofilme.



sábado, 2 de dezembro de 2017

CAPA: Carlos Bonow de bem com a vida e com vários projetos para 2018

O ator Carlos Bonow já fez de tudo um pouco na TV, teatro e cinema. De peça infantil à novela religiosa, de musical à comédia. Para ele desafio bom é quando o personagem é próximo a seu jeito de ser. Interpretar outra pessoa sem levar traços pessoais é um desafio que o deixa animado. Inquieto, seja no oficio de ator ou na vida pessoal, Bonow não para quieto entre as suas mil atividades, do surfista ao paizão que pega na escola, 24 horas é pouco para esse cara. Cheio de projetos para o novo ano, Bonow parou para conversar conosco sobre um pouco de tudo e posou cheio de estilo para essa matéria.

Carlos, da sua estreia na TV na novela “Gente Fina’ (Globo, 1990) até Dancing Brasil (Record, 2017) já vão quase 30 anos de carreira. Que avaliação você faz dessa trajetória? Eu considero que a minha trajetória é muito bacana, com muitas aventuras. Tem o teatro que e é algo que me deu muita base, velocidade de raciocínio, me ajudou muito na comédia. E não posso deixar de falar das minhas campanhas publicitárias né? Eu durante uma determinada época eu fui um dos atores que mais fez comerciais no eixo Rio-São Paulo. Na verdade em “Gente Fina” foi mais uma figuração que eu fiz, em função de um ator que ia fazer uma participação mas ele faltou e ai eu fui catado no meio da rua. (risos) Eu estava passando pelo lugar onde iria ter gravação da novela, que era uma boate, e aí o produtor, o Gringo, que até hoje trabalha na Globo, me chamou, perguntou se eu queria fazer uma participação, etc. Eu fiquei meio desconfiado, como assim..., e acabei entrando. Mas eu não podia fazer participação com fala por que eu não tinha registro. Mas eu fiz como figurante e deu tudo certo. Aí eu fiquei um tempo pensando..., depois em 94 é que eu fui fazer uma peça profissional, “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, um sucesso no Villa Lobos, onde eu fiz o Hércules. Eu tive um grande professor, querido Evans de Brito, que foi tragicamente assassinado. Mas eu considero uma trajetória muito bacana. Com erros e acertos, assim como toda trajetória.


Na TV você já fez de tudo um pouco, de humor à infantil, de drama à histórias religiosas. O que te desafia mais? O que seria sua área de conforto como ator? Olha, por incrível que pareça o que mais me desafia são personagens próximos a mim, próximos ao Bonow, ao meu jeito de ser. Esse é o que me tira da minha zona de conforto. A minha zona de conforto, por incrível que pareça é a parte mais “vilanesca”, vamos dizer assim, uma parte que eu possa... não vilão de maldade, mas o vilão de comédia demais, algo distante de mim. Aí é minha zona de conforto, por que é onde eu posso arriscar mais, onde eu me sinto mais seguro. Quando está mais próximo do meu universo, eu não me sinto tão desafiado. E quando eu não me sinto tão desafiado, eu... não que eu vá ter menos vontade, mas eu prefiro maiores desafios.

Falando em desafio a participação no “Dancing Brasil” foi um desafio muito grande? A dança era algo “familiar” na sua carreira? Como foi a participação? A dança era um desejo muito grande que eu tinha, de aprender a dançar profissionalmente..., tecnicamente falando. Eu fiz “Se eu Fosse Você 2”, em que eu tinha que fazer uma coreografia de dança, mas a gente ensaiou durante um mês, eu Tony (Ramos) e a Glorinha (Pires). Era algo simples. E quando você tem uma câmera, você para, volta... Acho que eu não errei muito durante as filmagens (risos). Eu fiz um musical, “Estúpido Cupido”, onde as coreografias não tinham o nível de exigência técnica tão grande, apesar de que estar protagonizando juntamente de Françoise Forton. Então o “Dancing” era algo realmente desafiador pra mim. Eu queria muito. Eu não sou muito de reality show, mas o “Dancing” era algo que eu olhava e que gostaria de fazer por que vou aprender e seria importante para minha profissão, já que eu tinha uma experiência grande de palco. Eu canto mas me falta a dança profissional. Portanto foi um desafio incrível que eu achei sensacional. Adorei ter participado.

Convite feito, convite aceito? Como você avalia um convite para um novo trabalho? Emissora, salário ou papel, o que pesa mais? Mais ou menos. Na televisão acaba que quando me ligam para alguma coisa é algo que eu vou gostar. Geralmente as pessoas já te conhecem e fazem convites que já sabem seu jeito de ser, do que você gosta, do que você não gosta. O teatro a gente recebe textos de vários tipos, então às vezes a gente recusa, às vezes a gente topa fazer, vamos adiante... E o cinema, que não é a coisa mais habitual, os convites que me foram feitos foram maravilhosos, só fiz filmes bons. Então cada convite é uma história. As emissoras hoje oferecem trabalhos maravilhosos, com grande qualidade artística, técnica e mão de obra. Então as emissoras estão cada vez melhores.



Dos seus papeis na TV o que foi mais marcante? Eu tive papéis que eu gostei demais, mas eu vou colocar o meu primeiro na teledramaturgia, que foi o Gastão de “O Quinto dos Infernos”. Personagem que foi muito importante para mim e o público passou a me conhecer melhor, os produtores de elenco, diretores, então isso foi muito bom. Agora não tem como eu não citar um trabalho que eu tive por mais de um ano, com meu querido mestre Chico Anysio em “Chico Total”, que foi a maior escola da minha vida. Esse foi fantástico. Acho que 1996, foi um ano de muito aprendizado, foi um ano incrível. Ao mestre com carinho, Chico Anysio o melhor do mundo!

Como você avalia esse formato de trabalhos por obra ao invés de longos contrato que as emissoras estão adotando hoje em dia? Essa questão dos contratos por obra é mais delicada né?! Para nós atores quando temos um contrato longo a gente consegue programar mais a nossa vida sem dúvida nenhuma. Por outro lado, quando a gente não tem acaba buscando outras formas. Eu nunca fui um cara acomodado, com contrato ou sem contrato eu sempre busquei fazer cinema, teatro... sem parar e cheguei a fazer quatro novelas com teatro ao mesmo tempo, que é uma loucura. Contratado ou não contratado eu vou estar sempre buscando me renovar, me reciclar e fazendo novas experiências.

No dia a dia como é o Carlos pai? E o que pensa deixar de herança para ele levar pro resto da vida? Bom herança pro meu filho são os valores né? Eu acho que o mais importante que a gente pode deixar para um filho são os valores. E isso engloba muita coisa. As pessoas falam muito em deixar um mundo melhor para os filhos. Mas eu acho importante a gente deixar filhos melhores para o mundo. Então se a gente der valores para nossas crianças o mundo vai melhorar sem dúvida nenhuma. Eu no dia-a-dia tento dedicar a parte da manhã ao meu filho, apesar de tantas atividades que eu faço, aí eu tento dividir, uma parte com ele, outra parte entre as minhas tarefas, que não são poucas. Eu o levo e busco na escola quase todos os dias. Eu tento organizar meu dia de acordo com o horário escolar dele para que eu possa estar junto, estar presente. Levar e buscar na escola é uma experiência inesquecível. Quanto mais vezes eu puder fazer isso melhor. Quando eu não posso meu pai me dá uma força. Mas e aí de noite eu tento ficar com ele, final de semana eu dou aula de teatro e ele está na minha turma. A gente tem um grupo Gratthus de teatro, eu e a Carla Araújo, onde a gente já realizou “O Pequeno Príncipe”, e eu fazia o aviador e a gente contracenava no palco. Então eu estou sempre com ele, sempre uma parceria... como ele já é um pequeno ator, ele já participa de várias coisas minhas, produções, processos. Então eu me dedico ao máximo a ele. Tudo que eu puder fazer por ele eu faço.

O que você busca como homem (cidadão)? Eu busco dignidade. E fazer a minha parte para que a gente possa construir um país melhor, um futuro melhor. Acho que a gente deve ter o dever de cidadão. O artista ele tem deveres, tem funções e obrigações à cumpri-las. Com uma voz ativa na política, na cultura, na educação, está tudo interligado. Onde eu puder usar a minha voz, a minha imagem como cidadão eu vou usar. Então eu espero, parece uma frase piegas e todo mundo acaba falando isso, mas eu espero sim justiça e igualdade para todo mundo.

E o que te tira do sério? A má educação. Ela pra mim é uma grande desgraça. Por que não adianta a pessoa ter cultura, não adianta a pessoa ter dinheiro, por que se ela não tiver educação, acabou!


Você sempre manteve o corpo em dia. Como é sua rotina de cuidados com o corpo e saúde? Eu mantenho o corpo em dia por que eu faço as coisas que eu gosto. Eu tento fazer um exercício por dia, ou correr na areia, ou surfar... eu tenho meu treinador, meu querido amigo Cláudio Baiano, com quem eu treino funcional várias vezes por semana. Então meu carro tem sempre uma mini academia, ou uma prancha de surf, ou um tênis... Tem a atividade de dança, por que depois do “Dancing Brasil” eu continuei fazendo dança na academia Ramalhos, que é onde a gente ensaiava o “Dancing”. Depois que eu saí do “Dancing” eu prometi para mim mesmo que eu ia continuar fazendo por que era meu objetivo aprender e é uma coisa que também me faz manter a forma. O meu mergulho no mar é super importante, com minha corrida na areia. Então faço coisas que me agradam. Eu não faço nada para manter a saúde que eu não gosto. Inclusive minha cervejinha. (risos)

É um cara vaidoso? Até que ponto? Eu não sou um cara exatamente vaidoso. Mas sim eu sou um cara que me cuido. Eu cuidando do meu corpo e da minha saúde, eu estou me cuidando. Eu agora que eu tenho uma parceria com a Racco, que tem produtos incríveis, eu estou começando a usar alguns produtos e que estou achando maravilhoso. Que ajudam a gente em determinados processos. Mas não me considero um cara vaidoso, cuido da minha saúde do meu corpo. E isso reflete na gente.

E o que chama atenção nas mulheres? O que te encanta? Mulher tem que ser feminina. Tem que ser inteligente e tem que ter senso de humo. E claro, tem que atrair fisicamente. Não podemos ser hipócritas. (risos)

No tempo livre o que faz sua cabeça? No meu tempo livre eu não paro de pensar, criar projetos, ler algum texto, algum livro... E claro, se eu tenho algum tempo livre e meu filho tem o mesmo tempo que eu, a gente está junto, ele e minha esposa, estamos os três livres. Quando a gente pode tenta aproveitar ao máximo os três juntos

Planos para 2018? O que vem por aí? Eu tenho um projeto de teatro que eu estou montando aos poucos e já já todo mundo vai saber. O “Cinco Homens e um Segredo” deve continuar. O “Pequeno Príncipe”, que estávamos fazendo, pode ser que volte, se não voltar, outra produção do grupo Grattus, vai existir. A televisão eu estou sempre fazendo alguma coisa e no cinema também. Então eu não fico fazendo tantos planos, eu deixo que os planos apareçam. Eu os atraio e ele chegam. (risos) 


Fotos Marcio Farias
Beleza Karina Aletto
Styling Hugo Machado 
Asst de Styling Carolina Mariano
Asst de Fotografia Ricardo Nogueira