sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

CAPA: A alma musical de Zé Ricardo, do Carnaval ao rock (in Rio)

Um homem múltiplo que cada vez mais se descobre diante de um (prazeroso) desafio. Zé Ricardo, vive e transpira música. Seja como cantor, produtor de musicais, shows e filmes, seja como diretor artístico. Nessa função de diretor artístico, é dele a responsabilidade de cuidar do Palco Sunset no Rock in Rio, no qual está há 10 anos nessa função. Hiperativo, Zé Ricardo, sempre de sorriso largo e muitas ideias na cabeça, abraça cada projeto como se fosse o único na sua corrida maratona de trabalho. Atualmente assina a trilha da peça ONLINE do ator Paulo Gustavo que estreou em novembro no Rio, compôs e gravou a trilha do filme “Minha Mãe é Uma Peça 2”, também do Paulo Gustavo, produziu 4 faixas no CD novo da Mart'nália, e ainda assinou a direção musical e artística do novo show da atriz Samantha Schmutz. Além do novo projeto que mistura música e artes plásticas que ele está levando pra Berlim. Isso só para citar os últimos projetos desse cara. Entre viagens e projetos a MENSCH conversou com Zé que já se prepara para muito trabalho com a nova edição do Rock in Rio que vem chegando agora em 2017. Mas antes disso, ele cai no carnaval com shows no Recife Antigo. Sua alma musical não o deixa ficar parado.

Como a música entrou em sua vida? Quando percebeu que era isso que você queria para você? Eu sou músico desde que me entendo por gente. Meu pai toca vários instrumentos. Eu cresci ouvindo Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e todos os grandes compositores e instrumentistas do choro e do samba brasileiros através do meu pai. Quando ele saia pra trabalhar minha mãe ouvia Ray Charles, Nat king Cole e outros deuses do blues e do Soul. Eu ficava encantado com aqueles dois universos. A música que faço hoje, tem muita influência do que escutava com eles. Desde pequeno, cantava no colégio. Fazia música pra os trabalhos de grupo na escola. Comecei a tocar violão com 12 anos. Aos 16 anos, já tocava em bares na noite do Rio com autorização do meu pai, meu grande incentivador. A música sempre foi meu destino.

Cantor, produtor e diretor artístico. O que pesa mais o artista ou o homem de negócios? Que peso cada um tem em sua vida? O cantor ajuda muito o diretor artístico e vice versa. Meu trabalho de curadoria se beneficia muito da capacidade que tenho de resolver os impasses artísticos através da música. Seja pegando o violão e sugerindo um outro acorde, propondo um novo arranjo ou escolhendo o melhor tom pra um cantor. Essa capacidade traz segurança pra os artistas e os faz aceitarem embarcar nas minhas propostas com confiança. Eu componho e canto porque se não o fizer vou transbordar. Compor e cantar são necessidades vitais pra mim. São o combustível da minha alma. Descobri na direção artística e na produção um mundo fascinante. Tenho crescido muito nessa vertente e ainda há tanto pra descobrir. Nos últimos anos o homem de negócios vem tomando muito tempo do cantor. Mas eles estão se entendendo. Um precisa do outro. 


Diante dessas três vertentes da música na sua vida, como é sua rotina? O mais difícil da minha rotina é exatamente não ter rotina. Eu já me acostumei a ser “Vários em um”. (risos). Meu penúltimo CD tem esse título. Não só ser cantor e diretor artístico mas ser pai, amigo, marido, filho enfim… Muitas funções. Todas exatamente importantes. Antes eu ficava um pouco angustiado. Mas hoje tenho a certeza que meu dou ao máximo em tudo. Então me deixo mais em paz. 

Eu trabalho pro Rock in Rio todos os dias. Seja encontrando um artista, falando com um agente, o festival está presente diariamente na vida. Há dois anos atrás montei um estúdio de gravação, onde além de gravar minhas músicas, faço ensaios de outros projetos que produzo e gravo as trilhas dos longa metragem e das peças de teatro que assino. Fiz questão que meu estúdio fosse perto da minha casa. Pra poder levar meus filhos no colégio e correr em casa pra botá-los pra dormir sempre que posso. Eu amo tudo o que faço. Vou me ajustando todos os dias. O tempo hoje é o meu bem mais valioso.

É mais fácil produzir para outro artista do que para você mesmo? O Zé produtor cobra muito do Zé cantor? Bem mais fácil produzir outro artista do que a si mesmo. Aliais, eu acho que todo artista precisa de um produtor. Um visão distanciada é extremamente importante. Ainda mais no meu caso que componho, canto, faço arranjos. O produtor é fundamental. Quando estou fazendo CD é um momento delicioso porque entrego o leme do barco pra meu produtor. Ele conduz e eu fico só como artista. A sensação de ter alguém pensando nos detalhes pra você é muito boa. Meu último CD “7 Vidas”, tive a alegria de ser produzido por um dos melhores produtores do planeta. Meu amigo Moogie Canazio. Passei 2 meses em Los Angeles gravando. Ele pensava em cada detalhe. Desde a banda ao estúdio que iríamos gravar. Foi sensacional!!

Quando e como você chegou ao Rock in Rio? Como avalia sua trajetória no festival? O Rock in Rio é o sol da minha vida profissional. Um dia recebi um telefonema da Roberta Medina que mudou minha vida. Ela me convidou pra ir a Lisboa e apresentar um conceito artístico pra um novo palco do Rock in Rio. Nasceu assim o palco Sunset. Que começou em Lisboa. Realizando encontros entre artistas portugueses africanos e brasileiros. O palco virou um sucesso em Portugal. Veio para o Brasil em 2011 e foi um grande sucesso outra vez recebendo artistas de peso como Ben Harper, Sepultura, John Legend, Joss Stone entre outros. Conquistou seu espaço também nas edições do Rock in Rio em Madri e em Las Vegas. Acho que venho contribuindo com muita garra, amor e dedicação para a história fantástica do Rock in Rio. As coisa tem dado certo!

Ser diretor artístico do Rock in Rio deve ter seu grau de estresse entre decidir que artista entra, administrar cada ego e ter o controle para que tudo saia bem. Que parte é mais difícil e mais prazerosa? É uma responsabilidade e uma honra gigantesca trabalhar num festival que mudou a história música no Brasil. Trabalhar ao lado do Roberto Medina e do Paulo Fellin. Aprender com esses dois mestres na arte de festivais. Poder ousar, arriscar e contribuir pra o aparecimento de novos artistas. Também atualizar uma nova geração sobre quem fez música inesquecível nos últimos anos. É um trabalho sério que exige técnica mas também muito amor. Exige coragem. Eu procuro focar sempre na parte prazerosa. Ela é sem dúvida bem maior do que os problemas. Juntar dois artistas as vezes é complicado. Administrar egos, inseguranças e tensões fazem parte do trabalho. 

Exercer essas suas três funções dá uma visão mais ampla da música como negócio. Onde é mais comum o artista derrapar? Quais as ciladas que podem existir nessa área? O negócio da música está mudando muito rapidamente. As novas tecnologias, a maneira dinâmica com que se produz música no mundo hoje em dia, a maneira com que ela é distribuída, tudo é novidade pra quem vem de um mercado que ficou anos dentro do mesmo formato. Os artistas derrapam quando não se atualizam. Quando continuam presos a uma época em que a música era feita e consumida de outra maneira. O artista que ficava em casa e esperava a gravadora e o empresário fazerem tudo, hoje tem que arregaçar as mangas e trabalhar. Estreitar o caminho entre ele e seu público. Não dá pra se esconder mais.

Hoje o público brasileiro está com um gosto musical meio duvido, digamos assim. Como você avalia isso? É muito difícil vender rock e MPB no meio de tanto funk e sertanejo? Não acho que exista um estilo de música pior que o outro. Acho que existe preguiça. Falta de acabamento. Descaso pelo que o público consome. As letras estão cada vez mais pobres. As melodias obvias. Os arranjos medíocres. Os produtores culturais cada vez mais acovardados. Com medo de perderem seus cargos. Arriscando nada. Subestimando a capacidade do povo de assimilar boa música. São os produtores culturais que deveriam apresentar novas opções de música de qualidade ao público. Essa é a nossa obrigação. Dar não só o que o povo quer. Mas principalmente o que ele precisa e nem sabe que quer. Só por não conhecer. Jamais poria a culpa no público. Se existe culpa ela está na covardia de quem produz e distribui música.


Como você observa a trajetória do Rock in Rio do início (que você já estava participando) até hoje? Que mudanças ocorreram até hoje? O Rock in Rio não se conforma com o sucesso. Não descansa nele. Essa inquietação vem do nosso criador e presidente Roberto Medina. Ele contaminou toda nossa equipe com essa ideia. Ele está sempre querendo coisas novas. Desafios. Ele não aceita que pensemos pequeno. Isso faz com que o festival se reinvente a cada edição. O surgimento do Palco Sunset, da Rock Street, do Street dance e o projeto Amazônia Live que vai plantar um milhão de arvores na Amazônia são provas que o festival está mudando e crescendo. Com o frescor de quem começa hoje! 

O que o público pode esperar para a próxima edição em 2017? Que surpresas ou mudanças vem por aí? Muita música pop, muito Rock. Uma cidade do Rock nova e cheia de novidades pra todas as idades. Shows inesquecíveis no palco Mundo. Encontros memoráveis no palco Sunset. O charme da Rock Street que vai trazer os costumes de um pais espetacular. O público pode esperar o melhor Rock in Rio de sempre!!!

Na hora do Zé produtor no comando o que se torna mais difícil, casar suas ideias com a do artista ou administrar o ego do artista? Já abriu mão de algum trabalho por conta disso? Juntar artistas e propor novas ideia pra eles, exige além de conhecimento delicadeza. Sou artista e sei que o que nós precisamos é nos sentir seguros quando vamos a um lugar fora da nossa zona de conforto. Esse é meu trabalho. Passar segurança aos meus convidados. Deixá-los seguros que o festival vai estar ali pra suportar e cuidar de tudo pra que seus espetáculos sejam maravilhosos. Não imponho uma ideia a um artista. Faço uma sugestão. Escuto sua opinião. Seus receios. E trago as soluções. Já abri mão de trabalhos que pagavam bem mas tratavam a música com desrespeito. Que queriam só a popularidade sem ligar pra qualidade. Eu tenho fé na música. E suas infinitas possibilidades. Jamais vou trata-la sem carinho. 

Onde busca inspiração para suas músicas? Quem são seus ídolos? No cotidiano, na minha vida, na vidas das pessoas. Adoro observar as paixões ao meu redor. Seus encontros e desencontros. Gosto de falar de amor. E de dor também. Meus ídolos são tantos. Na verdade eles são meus heróis. Cartola, Ray Charles, Djavan, Marvin Gaye, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Stevie Wonder e tantos outros que amo.

E o que faz sua cabeça quando não está trabalhando? O que te diverte (sem ser trabalho)? Brincar com meus filhos, levar eles pra viajar, cozinhar pros amigos, ir ao Maracanã ver o Flamengo, ouvir música sem pensar em nada.

E o Zé Ricardo como artista, o que trará de novo em breve? Novo CD, Segue o Baile…? O meu show “Segue o Baile” vai rodar o Brasil no ano que vem. Começamos no Rio, depois uma temporada em Recife, depois o sul do pais e São Paulo. Podem chegar que a diversão vai ser garantida!


Fotos Rodrigo Lopes
Produção executiva Márcia Dornelles

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

LIFESTYLE: Isso é que é estilo de vida


Pensando no ideal de estilo de vida, onde se possa curtir as melhores coisas em grande estilo, fizemos uma seleção de lugares top para você se programar e chegar lá. Um wine resort que é uma experiência única em Mendonza, dois belos empreendimentos, um em Miami e outro em Orlando e por fim, antes de seguir viagem, uma parada numa sala VIP de altíssimo nível que faz a diferença no Galeão. 




Esse incrível hotel por si só já vale uma visita. Agora você imagina que ele fica perto de Mendoza, no berço dos melhores vinhos argentinos, o que faz desse local um destino dos sonhos de muita gente. Casa de Uco Vineyards & Wine Hotel está localizado no Vale de Uco, um lugar único no Sudoeste de Mendoza. Entre paisagens deslumbrantes, em uma propriedade de 320 hectares ladeados pela bela cordilheira dos Andes, com um extenso vinhedo e um lago que parece cenário de filme. Chamado de “resort de vinho”, tudo no Casa de Uco gira em torno de experiências enogastronômicas, sem deixar de lado o clima de privacidade e máxima comodidade nos seus 7 apartamentos modernos e 9 suítes com design vanguardista. Os hóspedes podem desfrutar ao máximo do centro de fitness e das bicicletas gratuitas para explorar a área, além do Restaurante Bistreaux que serve pratos de cozinha internacional e regional. Nas próximas férias vale uma visita, e de quebra provar vinhos incríveis.



Arquitetura moderna e diferenciada, conforto e estrutura de fazer inveja a qualquer hotel ou resort cinco estrelas. Um empreendimento da incorporadora Magic Development, que depois do sucesso do Magic Village, a Incorporadora lança o Magic Village 2 que já chega com mais de 70% das casas vendidas. O condomínio com 194 imóveis de 3 ou 4 suítes duplex, segue o mesmo conceito de sucesso, com casas 50 m² maiores e mais luxuosas, além de estar ainda mais inserido no complexo da Disney.

O local, eleito reduto favorito de celebridades brasileiras e internacionais em Orlando (EUA), oferece a vantagem do aconchego da sua própria casa e ter a comodidade dos serviços personalizados de hotel. Entre os serviços oferecidos está trabalho de Concierge, que otimiza as férias para o cliente não perder tempo, prepara a casa pra sua chegada, cuida de produção de eventos e muitos outros. O cliente ainda desfruta de business center, kidsroom e o principal diferencial: um condomínio com Club House aberto 24h, com a equipe que fala português, espanhol e inglês. Magic Shuttle para os parques da Disney também é colocado à disposição dos hóspedes e proprietários.

SERVIÇO
Magic Development (Recife): 81-3032.6304
www.magicdevelopment.com



Outro empreendimento de alto padrão em Miami é o W Fort Lauderdale. Com design arrojado o grande destaque se dá aos detalhes das 147 residências que foram cuidadosamente reinventadas. As varandas são espaçosas com as janelas do chão ao teto que proporcionam uma vista panorâmica do mar e da cidade. 
E, para tornar as residências ainda mais exclusivas, a dupla nova-iorquina Will Meyer e Gray Davis, mais conhecidos como Meyer e Davis foi convidada para transformar os apartamentos em um ícone de elegância. “Eles buscaram soluções inéditas e práticas para agregar valor e comodidade em longo prazo sem ostentação e o resultado é a prova de que a simplicidade gera resultados magníficos”, comenta Craig Studnicky, sócio fundador da ISG.

O projeto arquitetônico foi inspirado em um barco à vela e as residências foram adaptadas para oferecer um ambiente de tranquilidade e bem-estar. O W Fort Lauderdale possui piscinas nas suas áreas de lazer como alternativa aos quilômetros de areia branca típicas do sul da Flórida. Além disso, as cozinhas são integradas com exclusivos armários Italianos e bancadas de pedra polida. As suítes máster têm banheira de hidromassagem e camas exclusivas da marca W hotel. Estes e outros detalhes do W Fort Lauderdale adicionam elegância e conforto às residências.


A marca, que ganhou o prêmio da SKYTRAX de melhor sala VIP independente do mundo em 2016, escolheu o Rio para abrir seu primeiro lounge na América Latina. Os primeiros lounges no Brasil do Grupo Plaza Premium, pioneiro e líder na indústria de prestação de serviços premium em aeroportos, com mais de 140 unidades em 35 terminais internacionais em todo o mundo. Situados no Terminal 2 do RIOGaleão - Aeroporto Internacional Tom Jobim, os lounges Internacional e Doméstico prometem aprimorar a experiência de viagem dos passageiros, incluindo wi-fi gratuito, rica seleção de alimentos e bebidas, drinques e petiscos como cortesia, além de canais de TV, jornais e revistas internacionais.  O espaço conta com ambientes para receber os passageiros que vão embarcar ou fazer conexões internacionais. Além de um bar super charmoso, possui um cardápio variado com opções vegetarianas e outras comidas feitas na hora, wi-fi, revistas e jornais impressos de várias partes do mundo, TVs, estruturas completas de banheiro com chuveiros, e espaços reservados para quem busca ainda mais privacidade.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

FITNESS: A mentalidade em torno do desafio

Com toda a minha força, acredito que reside em cada um de nós uma forma de poder e de inteligência que simboliza o topo do potencial humano. Trata-se de algo que, infelizmente, às vezes é cercado por fábulas e controvérsias. Não se trata de uma solução mágica, mas sim de progressão. No entanto, o que parece impossível, é na verdade possível. Por trás de grandes feitos existe uma imensa jornada de pequenos passos, e uma atitude mental que faz toda diferença. Todos querem progredir e obter resultados excepcionais, mas muitos esquecem um dos aspectos mais importantes do desempenho: a mente.

Baseado em estudos, mentores, testes e minha experiência como coach, palestrante, instrutor de Parkour, atleta de Crossfit, Tae-kwon-do e bodybuilding, gostaria de relatar através de alguns exemplos, a forma como os grandes atletas lidam com os seus pensamentos, emoções e comportamentos diante de um desafio, e como isso afeta o seu destino.

MENTALIDADE INVENCÍVEL

Em 1954 o inglês Roger Bannister (ao lado) rompe a barreira mental desmitificando a ideia de que era humanamente impossível correr uma milha em menos de quatro minutos. Pois o mesmo, cravou pontualmente em 3:59.4 e se tornou o primeiro ser humano a realizar esse feito. Quando foi proposto que correr uma milha em menos de quatro minutos era que não tinha possibilidade de acontecer, a mentalidade em torno do desafio mudou. Era preciso provar que era possível sim.

FOCO A LONGO PRAZO

Nascido em 1943, o lendário Bill Bradley, logo cedo se apaixonou pelo basquete, porém não tinha nenhum talento para o jogo. Era lento, desajeitado e não saltava alto. Diante desse grande desafio, ele teve a ideia de compensar todas essas deficiências por meio de pura prática. Com muita disciplina, ele se submeteu a uma das mais rigorosas e eficientes rotinas de treinamento na história dos esportes. Trabalhando dessa maneira durante anos, Bradley aos poucos transformou-se em um dos maiores astros do basquete.

DETERMINAÇÃO

O que se esconde por trás de grandes façanhas tem pouco a ver com genética ou potencial. Tudo se baseia de como você usa sua mente, e resume-se na capacidade de continuar trabalhando com determinação independente do desafio. Enquanto uns sucumbem facilmente nos primeiros obstáculos, outros determinam suas metas e seguem adiante, em busca daquilo que traçaram como um objetivo de extrema importância em suas vidas.

PLANEJAMENTO E VISÃO

Eu descobri que os maiores atletas da história, como Bannister, Bradley e tantos outros, inclusive os que eu mais admiro na atualidade: o maior velocista do mundo, Usain Bolt; Michael Phelps, maior nadador do mundo; e Rich Froning, o homem mais condicionado do mundo, aumentaram a performance para administrar com excelência os estados emocionais para obter resultados com excelência. Além de praticar de forma incansável e seguir um planejamento com definição de metas inteligentes, eles focam na solução e nunca no problema / obstáculo.


MOTIVAÇÃO

Os grandes atletas são intrinsecamente motivados. Esse “pequeno detalhe” faz toda diferença diante de um desafio. Eles desempenham um comportamento de gratidão, basicamente em realizar uma atividade para si mesmo ao invés de desejar alguma recompensa externa. Eles apreciam o treino pela oportunidade de ultrapassar seus limites. Sentem orgulho dos seus avanços porque faz sentirem-se mais fortes e confiantes. Estão satisfeitos com o domínio sobre os pensamentos, domínio sobre o cérebro e sobre o espírito. E o mais fantástico é que eles sabem que podem conseguir tal comando, em uma condição inacreditável.

AUTOCONFIANÇA

Certo dia, um amigo e eu marcamos para treinar Parkour. E, em um dos momentos do treino, resolvemos fazer um salto de precisão em um muro. Esse salto requer conhecimento técnico e habilidades de alto nível, porém, tanto eu como ele estávamos aptos e condicionados a executar tal movimento. O movimento consistia em saltar de um muro de 4,5 metros de altura para outro em uma distância de aproximadamente 2 metros na ponta dos pés. No meu caso não me senti desafiado, só fazia parte do treino. Já para o meu amigo foi um momento de extremo desafio, pois mesmo tendo praticamente o mesmo tempo de treino que eu e um nível de Parkour bem parecido, o meu parceiro de treino estava diante de um dilema.

Mas, como um atleta competente e determinado aceitou o desafio e executou a precisão com sucesso. Antes de saltar, ele me disse que o vento forte que soprava estava tirando a sua concentração. Eu perguntei: que vento? Ele deu uma risada e saltou.

PRÁTICA INTENSIVA

Eu acredito piamente que quando você se aprofunda na sua arte, e se aplica com tanta intensidade quanto possível a uma tarefa de cada vez, essa atividade se torna automática, você passa a ter espaço mental para observar a si mesmo e torna-se um mestre. Um mestre do seu estado emocional, na arte de dominar a si mesmo. E quanto maior o controle, maior será sua inteligência e maior será sua grandeza e vitória, gerando um considerável desenvolvimento de sua consciência. Não é o desafio, mas os pensamentos, as crenças e a mentalidade em torno do desafio que fazem toda a diferença. 


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

BEBIDA: Verdades e mitos sobre a cerveja

Cerveja engorda? A garrafa e a lata interferem na qualidade do sabor? O colarinho não serve para nada? Cervejas artesanais, especiais e mainstream: qual é a diferença? Dúvidas como essas são bem frequentes em grupos de amigos e tomadores de cerveja. Para tirar essas e outras dúvidas consultamos um beer sommelier e uma nutricionista para apontar o que realmente é verdade e o que é mito no meio do mundo cervejeiro. E aproveite o dia internacional da cerveja para brindar com.... cerveja!!

1. CERVEJA DEVE SER COLOCADA DEITADA NA GELADEIRA PARA GELAR MAIS RÁPIDO: MITO. De acordo com o beer sommelier Túlio Rodrigues, a melhor posição para armazenar e gelar cervejas é de pé, “para que a superfície de contato do líquido com o ar seja menor”. A cerveja deve ser resfriada gradualmente; colocá-la no congelador, só se for momentos antes de servi-la, ensina Túlio.

2. CERVEJA NÃO DEVE SER SERVIDA MUITO GELADA: VERDADE. Quando servida em baixíssima temperatura (“estupidamente gelada”, como costumamos dizer), a cerveja acaba anestesiando as papilas gustativas da língua, que fazem com que você perca a sensibilidade para degustar a bebida. “O calor pede cervejas geladas, mas sem exageros”, explica Túlio Rodrigues.

3. CHOPE É A MESMA COISA QUE CERVEJA: VERDADE. O chope e a cerveja são, sim, a mesma bebida. A única diferença é que a cerveja passa por pasteurização (um tratamento térmico que garante maior prazo de validade ao produto); o chope, por sua vez, não passa pelo mesmo processo, é mais calórico do que a cerveja e tem um prazo de validade menor.


4. CERVEJA DÁ BARRIGA: MITO. “Esse é o mito mais famoso que existe em torno da cerveja. A Ciência já comprovou que a cerveja, se consumida com moderação, não é a responsável pelo aumento de peso nem de gordura abdominal”, afirma Túlio Rodrigues. Estudos mostraram que o que engorda não é a cerveja, e sim os alimentos gordurosos (salgadinhos e outros tira-gostos calóricos) que são comumente associados ao consumo da bebida. 

5. CERVEJA NÃO PODE ESTAR INSERIDA EM UM ESTILO DE VIDA BALANCEADO: MITO. “Esse é outro pensamento bastante equivocado disseminado aqui no Brasil”, afirma Túlio. Assim como o vinho, a cerveja é feita de ingredientes naturais cujos benefícios são cientificamente comprovados. “Um bom exemplo disso é a cevada, que dá origem ao malte, e o lúpulo. Ambos são ricos em antioxidantes, vitaminas e minerais, que, além de ajudarem a dar corpo, aroma, sabor e textura à cerveja, fazem da bebida uma aliada na dieta balanceada”, afirma Túlio.

6. O COLARINHO TEM UMA FUNÇÃO ESPECÍFICA: VERDADE. A espuma protege a bebida da oxidação, ou seja, impede que ela entre em contato direto com o oxigênio, além de reduzir a perda de gás e ajudar a manter a temperatura. “Dois dedos de espessura é o ideal”, explica Túlio.



7. CERVEJA É UMA BEBIDA DE BAIXA CALORIA: VERDADE. A maioria dos brasileiros não sabe, mas a cerveja é uma bebida de baixa caloria, se comparada com outras bebidas, como o vinho e até o suco de laranja, explica Túlio. Uma taça de vinho tem 240 kcal, enquanto uma taça de cerveja tem pouco mais da metade disso (123 kcal). Além disso, a cerveja possui os mesmos compostos orgânicos benéficos à saúde que o vinho: antioxidantes, vitaminas e sais minerais.

8. CERVEJA DE GARRAFA É MAIS GOSTOSA QUE A DE LATA (OU VICE VERSA): VERDADE. O produto é o mesmo, não importa o recipiente, porém, o aroma e sabor podem ser influenciados pelo modo de conservar e resfriar a bebida. Os excessos são prejudiciais para a degustação da cerveja; o ideal é manter a temperatura constante, seja ela fria ou sem refrigeração. “Quando ocorre a mudança brusca de temperatura, o sabor da cerveja é prejudicado, sim”, ensina Túlio.

9. NÃO EXISTE COPO ESPECÍFICO PARA TOMAR CERVEJA: MITO. Para que os diferentes sabores e aromas sejam ressaltados, cada estilo de cerveja pede um tipo de copo adequado. A pilsen pode ser apreciada em uma tulipa ou caneca, a lambic pede taças do tipo flauta e já a weissbier, copos maiores. Se não tiver o copo ideal, utilize taças de vinho branco.

10. A CERVEJA É MAIS SAUDÁVEL QUE AS BEBIDAS DESTILADAS, COMO A CACHAÇA E O WHISKY: VERDADE. É consenso médico e científico que bebidas fermentadas, como a cerveja e o vinho, são mais saudáveis que as destiladas, como a cachaça, o whisky e a caipirinha. Isso porque a cerveja tem teor alcoólico menor que as outras bebidas e o álcool da cerveja é obtido a partir de um processo natural chamado de fermentação, mais saudável, portanto.

11. A CERVEJA NÃO TEM RITOS DE DEGUSTAÇÃO: MITO. Segundo o beer sommelier Túlio Rodrigues, apreciar e degustar uma cerveja pode ser uma verdadeira experiência sensorial. Para isso, é necessário ativar os cinco sentidos.  A bebida tem ritos próprios de degustação, assim como o vinho. “Uma dica é procurar sentir os aromas da cerveja, criando uma memória olfativa da bebida, assim como o tato bucal e até a análise visual de uma cerveja (cor, transparência, formação...)”, explica Túlio.

12. O LÚPULO (INGREDIENTE NATURAL QUE DÁ O AMARGOR À CERVEJA) É UM PODEROSO CONSERVANTE NATURAL: VERDADE. Para a Ciência e a Medicina, a função do lúpulo vai muito além de conferir o amargor característico de uma cerveja. Além de ser um poderoso conservante natural, que pode ser utilizado até na culinária, essa flor é a nova aposta da cosmetologia para clarear a pele e prevenir manchas e inflamações do tecido dérmico e está sendo usado na forma de peeling. É o que explica a farmacêutica Sara Bentler. “Para se ter uma ideia da qualidade do lúpulo como ativo contra manchas, ele é um dos mais utilizados no Japão, que é um país bastante exigente quando o assunto é manter a uniformidade da pigmentação da pele. Esse ativo promove o clareamento de forma segura e garante que as manchinhas não voltem”, explica.

13. CERVEJA E SAÚDE NÃO COMBINAM: MITO. “A cerveja é o novo vinho”, resume a nutricionista Andrea Zaccaro, presidente da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva que tem acompanhado estudos estrangeiros sobre a bebida. “Já existe um consenso médico-científico de que é possível obter os benefícios do consumo moderado da cerveja se esse consumo for moderado e responsável”, explica a nutricionista. De acordo com Andrea, os polifenóis (compostos orgânicos presentes na cerveja) desempenham importante função antioxidante no organismo.

14. INGREDIENTES NATURAIS DA CERVEJA TÊM POTENCIALIDADES QUE MERECEM SER EXPLORADAS: VERDADE. Segundo a nutricionista Andrea Zaccaro, os ingredientes naturais da cerveja fazem bem à saúde dentro e fora da garrafa. “A cevada, por exemplo, é considerada pelos especialistas como um ‘superalimento’, ou seja, um alimento bastante completo, nutricionalmente muito rico e que pode ser ‘coringa’ em qualquer dieta balanceada”, explica. O grão, segundo Andrea, pode ser consumido em substituição ao arroz, à farinha de trigo e na preparação de saladas, risotos e até chá.


15. CERVEJAS ARTESANAIS, ESPECIAIS E MAINSTREAM SÃO A MESMA COISA: MITO. Segundo o beer sommelier Túlio Rodrigues, podemos classificar as cervejas de acordo com a forma como elas são produzidas, mas todas têm seu público e o seu valor. “A diferença básica entre elas é que as cervejas chamadas de mainstream têm um processo de fabricação bastante elaborado, complexo, justamente para garantir a qualidade da reprodutibilidade da receita; ou seja, são cervejas com processos de fabricação exemplares que garantem o alto padrão de paladar”, explica Túlio. Ainda de acordo com o beer sommelier, as cervejas ditas artesanais têm foco na licença criativa: “São cervejas de produções pequenas e mais ousadas, principalmente em termos de ingredientes (castanhas, especiarias e outras receitas até mais inusitadas”, afrma Túlio. Já as cervejas ditas especiais são todas aquelas cujo preço é 20% maior do que as mainstream. “O que classifica uma cerveja como ‘especial’ é o valor puramente econômico”.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

ESTILO: Biotipo masculino, fique bem vestido tirando proveito do corpo que você tem‏

Alto, magro, gordo, barrigudo, perna curta, não importa, seja qual for o seu biotipo, há modelos e tamanhos de roupas que ao mesmo tempo que terão um bom caimento, ajudarão a disfarçar alguns “incômodos” que você possa sentir diante do espelho. O importante é não ter vergonha nem preguiça de provar roupas, ficar atento às dicas e ter paciência na busca pela numeração e tamanhos que muitas vezes não seguem um padrão ou mudam sem aviso prévio. Nesse quesito sair com uma boa amiga para as compras além de render bons conselhos e ótimas compras pode ser bem divertido.

OS TAMANHOS


Segundo a Associação Brasileira do Vestuário – Abravest, os tamanhos P, M e G, em breve deixarão de existir nas tags dos produtos, então caro leitor, acostume-se logo com isso. No lugar das letrinhas teremos medidas de acordo com os biotipos: normal, atlético e tamanho especial. Essas mudanças são fruto de uma longa pesquisa que buscou identificar os biotipos brasileiros e fazer ajustes para a elaboração de um padrão de tamanho para o setor de vestuário que respeite todos eles.

Todas as mudanças foram estudadas e estabelecidas através do envolvimento da Abravest e de vários representantes da indústria de confecção do país, mais de 2.500 empresas, incluindo os grandes magazines. Após 02 anos de implantação haverá fiscalização para que todos sigam as novas normas. Esse período se deve ao tempo necessário de ajustes para todos os envolvidos. O que você ganha com isso? A padronização permite que você compre sem erro caso não tenha tempo de experimentar por exemplo, evitando trocas e oferecendo mais conforto para quem veste. Hoje mesmo com as etiquetas marcando P, M ou G, ainda há diferenças de uma marca para outra, fazendo com que para uma peça você seja P e para outra G, por exemplo.

Essa mudança também permitirá aumento de vendas e satisfação nas transações via internet, afastando o fantasma da compra errada. O consumidor terá a traquilidade de saber que a roupa que está comprando lhe servirá bem, incluindo as compras em sites estrangeiros visto que um dos objetivos dessas reformulações é buscar melhor equivalência entre padrões de tamanhos também com outros mercados. Para que ninguém se perca na hora de fazer as compras, haverá campanhas de divulgação e esclarecimento para os consumidores finais e as lojas de departamento ou varejo multimarcas, deverão separar no PDV os produtos para cada um dos 3 biótipos.

NORMAL, ATLÉTICO OU TAMANHO ESPECIAL?


Como saber onde você se encaixa nessa nova padronização de modelagem?

Ainda seegundo a Abravest, será considerado normal o corpo masculino onde a medida do tórax e cintura são iguais ou muito próximas; já os atléticos são aqueles que apresentam a medida do tórax maior que a medida da cintura e os de tamanhos especiais possuem a medida da cintura  maior que a do tórax e as demais medidas em geral maiores que as medidas do corpo normal.

Com relação a estatura tem-se:


AS MÉTRICAS


Para chegar as novas normas e tags Normal, Atlético e Especial, as métricas usadas levaram em consideração várias tamanhos de diversas partes do corpo masculino.

- Para calças as medidas usadas para especificar os tamanhos serão: perímetro de cintura, comprimento entreperna e estatura.

- Os paletós e jaquetas usarão como referências, perímetro do tóra, perímetro da cintura, perímetro do quadril e estatura.

- Os ternos terão as medidas do perimetro do tórax, perímetro da cintura, comprimento interno da perna, perímetro do quadril e estatura.

- Já as camisas regatas usarão perimetro do tórax, perímetro do pescoço, comprimento do braço.



O CORPO E AS MEDIDAS
      
Bem, agora que você descobriu qual a medida do seu corpo e o equivalente a tag da roupa que você vai encontrar, seguem algumas dicas do que vestir para disfarçar ou exaltar o que você deseja, evitando calça pisada, jeans folgado na cintura e com espaço na perna para mais de uma pessoa.
 
FIT – é o caimento da roupa no seu corpo. Até todas as confecções estarem nas novas padronagens da Abravest vale a pena tirar um tempo para experimentar com calma as peças escolhidas, pois nada deve sobrar ou faltar pra que você possa ficar bem vestido;

Respeito ao biótipo – não se aprisione a moda, respeite o seu tipo físico e se vista de forma a valorizar o que você tem. Se a moda cair bem pra você, vai fundo, caso não, crie seu próprio estilo.

Com esses dois conselhos em mente, vamos às dicas:

ALTOS
Dificuldade: tamanho da camisa e da calça;

O que fazer: buscar a harmonia entre as partes dividindo o corpo em blocos.

O que usar no geral:
- Cores diferentes no mesmo look
- Sapatos mais "grossos" e com saltos altos - Dobrar a barra da calça pra fora (dependendo do local e ocasião)
- Gola careca
- Listras horizontais



BAIXOS
Dificuldade: sobra de pano; parecer ainda mais baixo.

O que fazer: alongar a silhueta através da monocromia (mesma cor ou da mesma cartela de cores)


O que usar no geral:- Listras verticais
- Usar o casaco ou cardigan aberto
- Calças mais justas (justas e não skinny)
- Sapatos com pontas
- Jaquetas curtas





TAMANHO ESPECIAL
Dificuldades: unir conforto, bom caimento e estilo.

O que fazer: Há lojas próprias para os tamanhos especiais com propostas muito além do preto que emagrece e claro, tirar o foco da barriga.

O que usar no geral:
- Listras verticais,
- Golas em V ou U
- Estampas neutras
- Combinar cores claras com escuras



Bem, seja você alto ou baixo, gordo ou magro, atlético ou não, o importante é você realçar suas qualidades físicas e andar bem vestido. Afinal, não precisa ser modelo de revista para ter um estilo adequado com seu físico. Saiba escolher o que melhor veste em você e faça sucesso.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

CAPA: Bruno Guedes, a nova revelação de "Malhação" é um dos destaques da temporada e promete mais


Toda temporada de “Malhação” tem revelado grandes jovens talentos. Isso é fato. E nessa temporada atual um carinha que chegou meio que discretamente tem atraído os olhares do público e da crítica, o ator Bruno Guedes. Aos 22 anos esse carioca tem mostrado que talento e dedicação são o segredo do seu sucesso. Junte a isso carisma e a popularidade nas redes sociais. O poder das redes sociais criam webcelebridades e os lançam nas demais mídias. E Bruno é um ótimo exemplo disso. Conheça um pouco mais desse cara que ainda vai dar muito o que falar.

Bruno, de repente veio Malhação e tudo mudou. Como foi tudo isso? Aconteceu muito rápido. Ainda é difícil acreditar que tudo isso está acontecendo e que eu estou vivendo esse sonho. Está sendo uma experiência incrível trabalhar com atores tão renomados como o Marcos Pasquim, Deborah Secco, Thiago Fragoso e Oscar Magrini. 

Você é apontado como “webcelebridade”, o que acha disso e como lida com redes sociais? Não foi algo que eu busquei para minha vida, mas aconteceu. Não teve uma fórmula... as coisas aconteceram de forma orgânica. De repente me vi influenciando mais de meio milhão de pessoas simplesmente sendo eu. Mostrando meu dia a dia e meu estilo de vida. Depois de “Malhação” isso se multiplicou. Gosto de estar presente nas redes sociais porque é um canal direto com o nosso público/fãs e eu gosto dessa troca. Eles me motivam. 


Como é para você aos 22 anos conseguir um espaço (e sucesso) na Globo? Como isso mexeu com você e como cuida disso? Tento controlar minha ansiedade. Sei que ainda tenho muito para trabalhar para de fato ter meu trabalho reconhecido. “Malhação” é uma escola e estou muito feliz de estar aqui. 

Estudante de publicidade você consegue levar algo desse meio para sua vida de ator? E a vida de ator te influencia em algo no curso? Sim! Acho que esse universo está integrado. Como estudante de publicidade consigo ter uma visão mais comercial do lado ator. Até pra trabalhar do lado de fora das telas. Acredito que as redes sociais estão aí para ajudar a trazer o público de volta pra TV. 

A exposição que a TV dá te incomoda em algo? Diferentemente do teatro, em que o público está ali, é "palpável", o público da TV é algo que a gente não tem controle. É tanta gente que os números se tornam números. Quando a gente sai na rua é que de fato vemos o quão grandioso é o público da TV aberta. Fico muito feliz em receber esse carinho. 

Com isso o assédio aumentou? Como lida com isso? Aumentou mais em redes sociais. Pessoalmente a galera fica com vergonha.

O que uma mulher precisa ter para chamar sua atenção e criar o interesse? E as mais velhas tem chance? Gosto de mulher com atitude. Que não depende de ninguém pra ser feliz. Que vai estar do meu lado pra ser minha parceira. Beleza não é tudo. Acho que a palavra chave é parceria. Também gosto de viajar, então ela vai ter que ser parceira: de ir junto comigo e embarcar nas aventuras ou de ser parceira e deixar eu viajar sem ela. Ciúmes também é algo que não combina comigo e com meus relacionamentos. Acho que quando você está com alguém é porque você quer estar com a pessoa. Confiança é tudo. 



Você é surfista e aventureiro. Como cuida do corpo e o que o esporte te traz? Pratico esportes desde pequeno. Já fui federado em natação. Já fiz diversas lutas (muai thai, capoeira e Jiu Jitsu), e hoje estou na onda do surf, skate e futebol com os amigos. Sempre fui um cara chato com academia. Puxar ferro nunca foi a minha praia. Gosto de esportes ao ar livre, me divirto mais e não sinto o tempo passar.

É muito vaidoso? A TV te deixou mais vaidoso? Até que ponto? Já fui mais... hoje me entreguei pelo personagem. Acredito que ser ator é se entregar de corpo e alma pela arte. Se tiver que deixar o cabelo/barba crescer ou raspar, estamos aí! (risos)


Qual seu estilo na hora de se vestir? O que faz sua cabeça? Não tenho muito um "estilo", mas gosto de roupas neutras. No meu guarda roupa predomina o preto e o branco. Daí não tem erro!!! 

Como se vê daqui a 10 anos? Consegue imaginar? Não consigo imaginar, mas eu sonho em continuar vivendo da arte. Ou na TV, ou no cinema ou no teatro.

Quando encerrar essa temporada de Malhação já tem planos para a carreira de ator? Quais os próximos passos? Ainda não tenho nada em mente. Pretendo continuar estudando e quem sabe produzir uma peça num futuro.


Fotos Binho Dutra 
Direção criativa Marco Antonio Ferraz
Beauty com produtos Alfapart

Look 1: terno Florwerhomme; Look 2: terno Florwerhomme, camisa Gap, sandálias Havaianas; Look 3: jaqueta Armani Vintage, calça Hugo Boss, gorro acervo pessoal; Look 4: terno Flowerhomme

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

BAR: Bons drinks - Duas receitas para as noites quentes de verão

Nada mais apropriado do que um bom drink para amenizar o calor do período mais quente do ano. E melhor ainda se for em grande estilo, utilizando um bom scotch com ingredientes de fácil acesso. Foi pensando nisso, que o whisky internacional Teacher’s produziu duas excelentes opções para apreciar a bebida com elegância e muita criatividade.

O mixologista Luciano Guimarães elaborou receitas práticas e marcantes e pensou em um jeito diferente de harmonizar os sabores do whisky. “Pensamos em opções práticas, saborosas e refrescantes. Perfeitas para nosso clima e as festividades carnavalescas. As opções foram criadas tendo como referência o jeito de beber de alguns países de clima quente”, explica.

A primeira opção é o drink Teacher’s Soul Spice, uma referência à cultura hawaiana de usar flores e especiarias. Nessa receita, foi utilizada a flor de hibiscus, produto ícone do Hawai, e a canela para dar um leve toque de complexidade e harmonizar muito bem com o sabor do whisky Teacher's.

Outra opção interessante é a degustação simultânea de whisky com cerveja, ideal para aqueles que apreciam bebidas mais fortes e com sabores marcantes. “Teacher’s combina perfeitamente com cerveja escura, por conta dos sabores defumado e maltado do scotch, quando harmonizados com os sabores de chocolate e torra de café da cerveja escura”, explica Luciano. Nesse caso, o mixologista recomenda degustar Teacher’s e, em seguida, beber a cerveja para que haja interação entre os sabores.

Confira a receita do Teacher's SOUL SPICE

50 ml de whisky Teacher's  
20 ml de sumo limão Tahiti (o tradicional limão verde que temos em casa)
20 ml de xarope de Hibiscus
100 ml de água com gás
1 pau de canela
Montado em copo highball ( long drink ) cheio de gelo em cubos.
Garnish - 1 pau de canela (para enfeite)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

ENSAIO: "Defining Moments", da Ermenegildo Zegna, reúne os atores Robert de Niro e McCaul Lombardi

A campanha de Spring Summer 2017 da Ermenegildo Zegna, "Defining Moments", reune os atores Robert de Niro - em sua primeira campanha para uma marca de moda - e McCaul Lombardi, em um clima intimista e cheio de estilo. As fotos foram feitas em Los Angeles, a campanha tem proposta narrar quais foram os momentos fundamentais e transformadores na vida de cada homem. Através de uma conversa entre os dois, a marca tem como objetivo conectar-se a homens de diferentes idades e perfis.


As fotos ficaram à cargo do fotógrafo Francesco Carrozzini. "Embora nascidos de duas gerações diferentes, ambos os homens têm uma afinidade que transcende a idade. Eles compartilham uma vocação, uma herança - ambos são italianos-americanos, bem como uma elegância natural de estilo e ousadia de caráter", comentou.






Confira ao vídeo da campanha:

BEM ESTAR: Paisagismo sem mistério


Seguindo a onda verde que cada vez se torna mais popular para em empresas como em residências, os jardins tem se tornado comum. Seja em terrenos em casa, telhados verdes em prédios ou mesmo paredes em terraços de apartamentos. Cada vez mais as pessoas optam por decorar suas casas com plantas e flores. Pensando em tirar algumas dúvidas e colher dicas de paisagismo a MENSCH conversou com o paisagista e botânico, formado em Engenharia Agronômica pela Universidade de Brasília e mestre em Botânica pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Thiago Meneguzzo. “O paisagismo cumpre tanto papel prático e funcional, quanto de lazer, como oportunidade e meio de arborizar, trazer a natureza para mais perto das pessoas e melhorar a qualidade de vida”. Afinal verde sempre é muito bem-vindo, traz harmonia e bem estar em qualquer ambiente.

No caso de uma pessoa que mora sozinha, gosta de plantas, mas não sabe como cuidá-las e cultivá-las, Thiago comentou conosco que antes de começar a cultivar plantas é importante pesquisar um pouco sobre o assunto, como quando se decide criar um animal de estimação. Afinal cada tipo de planta tem exigências específicas, mas algumas práticas são comuns. A frequência de regar é ligada ao tipo de planta, temperatura, circulação e umidade do ar e exposição ao sol. Quanto mais quente, ensolarado, com ar mais seco e ventos fortes, mais regas são necessárias. “Plantas com caules e folhas mais finos e moles costumam exigir mais água e menor quantidade e intensidade de luz do que plantas grossas e firmes. Não é raro ouvir que uma planta foi comprada com flores e nunca mais floriu. A planta florirá novamente se receber água e luz corretamente. Além disso, adubação é essencial para crescimento e floração”, explica Thiago. 

Para algumas pessoas a rotina de viagens e de trabalho terminam não permitindo o cultivo de plantas. Porém uma boa saída são os cactos e suculentas, que são ótimas plantas porque exigem menos cuidados e toleram maiores períodos sem atenção. Na natureza elas costumam crescer lentamente e em locais secos, mas não necessariamente quentes e desérticos. Por isso, a frequência de regas e adubação é menor quando comparadas a outras plantas. Segundo Thiago, “elas costumam exigir luz mais intensa e por mais horas. Em ambientes internos, como apartamentos, eu recomendo que as plantas sejam colocadas bem próximas de uma janela”.




Sempre muito vistosas, as flores são um atrativo a mais no cultivo de plantas. Mas como mantê-las por mais tempo é uma questão importante. Tipos diferentes de flores tem durações também diferentes. Ao comprá-las em arranjos ou em vasos é desejável que a maioria dos botões estejam pouco abertos para prolongar a vida útil. Plantas floridas em vasos exigem mais regas. Uma dica de Thiago vai para os arranjos, “precisam ter a base dos ramos cortadas em diagonal e a água trocada todos os dias, mas as folhas e flores nunca não devem ser molhadas. Além disso, plantas floridas e arranjos não podem ser expostos diretamente ao sol, somente a luz indireta, e também devem ser mantidos em ambientes sem aparelhos de ar-condicionado para evitar desidratação e mudanças drásticas de temperatura”.

Para entender como funciona um projeto de paisagismo Thiago nos explica, “tenho sempre em mente que, diferente de um estudo de arquitetura e decoração, o paisagismo envolve outras questões e dinâmicas especialmente ligadas a frequência de uso e manutenção das áreas pela família, visitantes, empregados e crianças. Clima, solo, relevo, animais de estimação e demais plantas também são considerados. O projeto integra com as edificações, paisagem e com as pessoas de maneira harmoniosa e funcional. Geralmente o paisagismo é concebido para áreas externas, e por isso os materiais, objetos, organização e plantas devem ser apropriados e adaptados ao clima local. A escolha das plantas é sempre o ponto em que estou mais atento — cada espécie cresce em ritmo particular com demandas próprias de cultivo. Assim, posso projetar um jardim que exija mais ou menos manutenção de acordo com as plantas escolhidas.”



Para moradores de áreas grandes (casas com jardim ou mesmo terraços), a manutenção é algo importante para se manter o que foi criado. O trabalho de manutenção faz parte da rotina, para que com o tempo o projeto não perca a essência planejada. “Costumo criar listas e cronogramas de tarefas para jardineiros e proprietários quando gostam e tem disponibilidade de cuidar, além de supervisionar tudo pessoalmente pelo período acordado”, comentou Thiago.

Perguntamos a Thiago onde ele gostaria de criar um projeto e para nossa surpresa sua resposta foi em sua própria casa. “Por incrível que pareça seria minha própria casa. Atualmente moro no Rio de Janeiro, cidade com verões muito quentes e meu apartamento recebe poucas horas de sol por dia, o que limita bastante os tipos de plantas que eu posso cultivar. Eu basicamente tenho folhagens, já que flores exigem muita luz e clima mais ameno. É bem diferente fazer um projeto para eu mesmo do para um cliente. Por conta da minha vivência, ter visto muitos jardins e cultivado plantas, acabo sendo o cliente mais exigente. Por vezes me pego divagando sobre as possibilidades de um jardim projetado para uma futura casa. Gostaria de retomar o que tinha antes de me mudar para um apartamento: terreno grande, levemente inclinado com área para jardim na frente da casa, horta, pomar, canil e uma estufa para plantas mais exigentes e delicadas como orquídeas e bromélias.”