segunda-feira, 31 de outubro de 2016

SAÚDE: 4 Dicas para perder peso com saúde e disposição

Emagrecer. Esta palavra tem se tornado cada vez mais frequente em nosso cotidiano. Tem sido a meta, o desejo e quase, porque não, a obsessão da vida de grande parte da população. Sejam por razões estéticas ou pela necessidade, devido as doenças que o elevado percentual de gordura traz, o emagrecimento, mais do que nunca, está na moda. Contudo, antes que adentremos no que seria, de fato, emagrecer, vamos explicar o que ele NÃO REPRESENTA. 

Uma confusão muito recorrente é feita entre PERDER PESO e EMAGRECER. Temos que te em mente que esta relação da mesma maneira que não é excludente, também não se inclui. Oi? Como assim?  Fácil. Você pode: Perder peso e emagrecer, manter o peso e emagrecer, aumentar de peso e emagrecer, e a pior de todas, perder peso e NÃO emagrecer. Para entender um pouco mais sobre este processo, é importante que estejamos prontos e com as mentes abertas para quebrarmos paradigmas, afinal de contas, eles só servem para isto, SEREM QUEBRADOS. Aqui vão os mais famosos, e logo em seguida daremos as devidas explicações:

Para emagrecer temos que:

1 – Realizar exercícios aeróbios de longa duração
2 – Ingerir menos calorias do que gastamos
3 – Manter o exercício dentro da zona de queima de gordura
4 – Suar 
Analisemos de maneira, levemente, mais aprofundada cada um dos mitos citados.

1 “PARA EMAGRECER PRECISAMOS REALIZAR EXERCÍCIOS AERÓBIOS DE LONGA DURAÇÃO.” 

Arrisco a dizer que todos que estão, neste momento, lendo esta matéria já ouviram essa frase... Pois vos digo, esta é uma das maiores mentiras já contadas. Apesar do que muita gente crê o fato de se ter um bom condicionamento aeróbio em nada ajuda o seu metabolismo, pois o condicionamento aeróbio em si nada tem a ver com o gasto de energia no metabolismo de repouso. Pode-se correr na esteira a vida inteira e até mesmo se tornar um maratonista que o metabolismo permanecerá igual, a menos que se ganhe massa muscular. Ressaltando, a maioria das evidências sugere que o metabolismo basal está relacionado à quantidade de massa magra. Aqui reside uma inigualável vantagem do treino com sobrecargas, a capacidade de reduzir a gordura corporal e simultaneamente manter ou até mesmo aumentar a massa muscular, o que evita ganhos futuros de peso, melhora a estética e parâmetros funcionais, principalmente na força, coisas que os exercícios aeróbios não fazem.

2  DIETAS: Qualidade X Qualidade

Segundo o nutricionista Cleydson Sobral; “Dietas hipocalóricas promovem uma desaceleração do seu metabolismo, propiciando um possível catabolismo proteico. Exercícios físicos geram desequilíbrios em seu organismo, quebrando a homeostase (equilíbrio), consequentemente gerando uma nova adaptação. Logo ambos devem estar em perfeita harmonia, para que possuam efeitos satisfatórios para seu objetivo. Estratégias de aumentar o volume de exercícios e reduzir a ingestão de calorias não são uma boa opção para o emagrecimento. Qualidade é diferente de quantidade.”

3  Antes de tudo, não existe zona alvo de frequência cardíaca para depleção da gordura corporal. 


O processo de emagrecimento é bem mais complexo e com muito mais variáveis do que apenas uma fórmula matemática, onde contamos quanto comemos, subtraímos do quanto gastamos e se der negativo, estamos emagrecendo. Isso de fato, auxilia no principio, mas é uma maneira muito limitada de se conseguir emagrecer. Os mecanismos fisiológicos do emagrecimento são muito mais complexos e não respondem de forma tão linear como propõe esta abordagem. Por exemplo, Schmidt et al. (2001) não encontraram diferenças significativas na perda de peso entre treinamentos aeróbicos de 30 minutos feitos de forma contínua ou divididos em três sessões de 10 minutos, pondo em questão a hipótese de que, para reduzir a gordura corporal, o exercício deva ser continuo e duradouro.

“O fato de pessoas que realizam atividades intensas apresentarem menor percentual de gordura, mesmo gastando menos energia e trabalhando em intensidade fora da zona de queima de gordura, demonstra que outros fatores, além do substrato utilizado e as calorias gastas, são determinantes para os resultados de um programa de emagrecimento, contrariando o modelo metabólico de emagrecimento.” (Paulo Gentil, 2000).

4  Suar nada mais é do que a tentativa do organismo de se resfriar, perdendo calor para o ambiente.  Aprendemos isso na oitava série, na aula de física.


De acordo com o princípio da Conservação da Energia, a energia não pode ser criada nem destruída, mas somente transformada de uma espécie em outra. O primeiro princípio da Termodinâmica estabelece uma equivalência entre o trabalho e o calor trocados entre um sistema e seu meio exterior. Consideremos um sistema recebendo certa quantidade de calor Q. Parte desse calor foi utilizado para realizar um trabalho W e o restante provocou um aumento na sua energia interna U. Representa analiticamente o primeiro princípio da termodinâmica cujo enunciado pode ser: “A variação da energia interna de um sistema é igual à diferença entre o calor e o trabalho trocados pelo sistema com o meio exterior.” Logo, você apenas está com excesso de calor, nada que um bom ventilador não resolva.

“O mais importante é que entendamos que o processo do tratamento da obesidade, bem como o processo de emagrecimento, dar-se-á na forma de uma pirâmide; onde na base encontram-se a somação de duas fases; Prática regular de atividades física + reeducação alimentar. Se nesta fase, o resultado esperado não for obtido, seguimos para segunda fase, o meio da pirâmide onde encontra-se; Intervenção medicamentosa.  Se ainda assim, os resultados não foram alcançados, entraremos no ápice da pirâmide, onde encontraremos a; Intervenção cirúrgica.” (Nutricionista Rafael Sá)

O problema é que as pessoas querem o ontem, para agora, e com o menor esforço possível. ISSO É UTOPIA. O processo de reeducação é árduo, lento e exige dedicação e abdicação. Não tem como mudar um corpo que é o resultado de anos de descuido, em dias. Seria como dizer, um profissional de educação física e nutrição dizer para os clientes, que o nome dele é Harry Potter. O profissional é mero facilitador. Onde a função é mostrar o caminho mais curto, mas quem determina a velocidade que o percurso será realizado, são os pacientes/alunos. Pense, reveja e MUDE seus conceitos... Até a próxima...


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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

CAPA: Gabriel Godoy colhe os sucessos de seu "Leozinho" em "Haja Coração"

Mesmo tendo um vilão nas mãos o ator Gabriel Godoy tinha o desafio de conquistar o público com um vilão divertido e romântico. Esse era o desafio de Gabriel no início de “Haja Coração” e que soube fazer com maestria. A trajetória do seu Leozinho chega na reta final com a popularidade em alta e Gabriel com a sensação de missão cumprida. O grande público perdeu um jornalista esportivo mas ganhou um ator sensível, responsável com sua função de ator e muito talentoso. Das campanhas publicitárias para o teatro e depois a TV. Desafio após desafio, Gabriel segue trilhando um caminho de sucessos e que guarda ainda muitas surpresas. Como esse belo ensaio cheio de atitude e classe (e um pouco de romantismo).

Gabriel, encerrando mais um trabalho, e dessa vez com mais sucesso ainda. Que avaliação você faz? Leozinho vai deixar saudades? Fazer uma avaliação sobre um trabalho é algo muito difícil, então eu prefiro fazer uma reflexão sobre o que foi essa jornada com essa personagem. Saio me sentindo muito mais maduro – tanto como homem, tanto quanto artista – porque eu ainda estou aprendendo muito sobre como fazer TV. Eu tenho mais experiência no cinema, em séries e no teatro, que é muito diferente de fazer novela. Desde a velocidade do trabalho, passando pela popularidade que uma emissora desse porte traz e que mexe muito com o nosso interior. Então, posso dizer que saio muito feliz por ter feito essa personagem tão rica! Porque é muito difícil fazer comédia nesse lugar mais "over acting", mas me ajudou bastante estar cercado de grandes artistas. Tive momentos difíceis nessa adaptação, mas nunca desisti. Usei essa dor como combustível pra tentar melhorar. E isso é uma vantagem que a televisão tem, porque você pode no dia seguinte melhorar e ir nesse crescente... Então sempre busquei usar tudo que a TV podia me dar a favor para que eu pudesse crescer. 


Mesmo sendo um pouco vilão, digamos assim, não tinha como não gostar do Leozinho. A que você atribui isso? Aprendeu algo com ele? Tornar o Leozinho uma personagem querida pelo público foi um trabalho sutil, sempre bem amparado pela direção do Fred Mayrink e pelo texto do Daniel Ortiz. Porque é difícil fazer uma personagem com frases formadas por um vocabulário pesado, como "vou matar" e "vou derrubar aquela inútil", por exemplo. Como tornar isso leve e engraçado?! É bem complexo, né?! Foi um trabalho com o Fred trazer a sutileza pra personagem e deixar o carisma do Gabriel à frente, também. Então, sempre que podia, fiz algo um pouco "loser", a fim de trazer essa leveza, essa coisa meio atrapalhada. E quando havia alguma cena com mais romantismo ou drama, era a hora de conquistar o público, porque era a hora da verdade, né?! Sempre que se consegue humanizar, facilita o processo do público "comprar". Essa parceria que o Leozinho tinha com a Fedora era algo bem louco, né?! O cara queria aplicar um golpe, e até mesmo matar a vítima... Logo, como ele vai ser querido? Essa pergunta eu me fiz desde o começo. Às vezes eu percebia que ele era bem odiado, mas depois rolava uma dúvida tipo "Ah, mas ele gosta dela de verdade". Então eu tive várias nuances na personagem, e acredito que isso o deixou ainda mais rico. 

Você é um ator que se formou no teatro e essa é praticamente sua 2ª novela de destaque (antes veio Afeganistão em "Alto Astral"). E aí cada vez mais está envolvido com TV? Pra você é um desafio muito diferente de teatro? São áreas muito diferentes. Eu me considero um profissional que ainda está aprendendo muito com a televisão. Por muitos anos eu fiz publicidade pra TV e isso me ajudou a ter uma experiência com set de filmagem, onde existem muitas pessoas trabalhando. É muito diferente do ritual de concentração do teatro ou mesmo do cinema, onde o processo é mais artesanal. A adaptação a um novo território sempre requer um tempo, um estudo e atenção para ir aprendendo. Foi bom ter feito um personagem mais coadjuvante antes, como o Afeganistão em "Alto Astral", para que pudesse ir entendendo essa estrutura e, agora, poder pegar outro um pouco maior. Eu sou muito grato a essa trajetória um tanto inesperada que estou tendo, porque dá tempo de ir entendendo as coisas – tanto a parte técnica, quanto essa parte de ser uma pessoa pública. Esse, aliás, é um outro desafio que temos que equalizar internamente, psicologicamente, para sempre deixar os pés no chão e não se deslumbrar. Considero uma sorte entrar na TV após os 30 anos. Acho que isso ajuda bastante nesse processo de autoconhecimento.  


No início da sua trajetória você pensou em ser jornalista e terminou nos palcos. Como foi essa mudança? Quando despertou que queria ser ator? Como eu estudei na escola alemã Waldorf Rudolf Steinert eu tive contato com a arte desde pequeno. Lá tive aula de argila, crochê, desenho com carvão, aquarela, macramê, marcenaria, jardinagem, música, coral, teatro... Essa escola trabalhava muito com o lúdico. Quando fiz teatro na escola, me apaixonei. Só que eu mesmo tinha um receio com isso de "ser ator". Pensava "Ah, eu vou ser ator?! Imagina!". A única certeza é que eu gostava de me comunicar e queria fazer algo de comunicação. Então fui fazer Jornalismo, que é outra coisa da qual eu gosto bastante. Mas durante aquele um ano e meio de estudos eu percebi que não aguentava ficar parado numa sala de aula com tanta teoria. E, ao mesmo tempo, eu estava fazendo um curso de teatro amador na Oficina dos Menestréis, com o Deto Montenegro (irmão do Oswaldo Montenegro) e o Candé Brandão. E era um curso muito legal, ficávamos em cartaz, era uma moçada boa. E eu pensava "Como eu gosto de palco! Como eu gosto disso!". Nessa época ainda trabalhava num escritório de marketing, então fazia essas três coisas em paralelo. Pensei muito e resolvi, então, sair do Jornalismo e ir atrás do meu sonho. Fui para a Oficina de Atores Nilton Travesso e lá tive o privilégio (ou a sorte, não sei como definir isso) de já conseguir trabalho. Entrei no teatro infantil, as coisas foram acontecendo aos poucos e não parei mais. E também nunca fiquei parado porque nunca deixei de ir atrás, sempre insisti e persisti muito. 

E o que o jornalismo te despertou que te levaria a seguir a carreira? Como você vê o jornalismo hoje? O que me levou ao jornalismo foi a paixão que eu tenho por esportes e, sobretudo, pelo futebol. Naquele momento eu me via muito como jornalista esportivo, e ainda tenho essa vontade de fazer as duas coisas – de seguir como ator e ter um programa nesses moldes. Até pretendo seguir com o Canal dos Fominhas, um projeto sobre futebol, gastronomia e humor que criei com mais três amigos – Marcos Dadi, Fabiano Tatu e o Vinícius de Oliveira (o ator que protagonizou o filme "Central do Brasil"). Só ainda não sei em qual plataforma, se internet, TV ou rádio. Hoje, com as redes sociais, sinto que somos bombardeados por muita informação, e isso é muito delicado. O lado bom é que podemos entrar em debate e provocar reflexões de uma forma mais ampla. Ao mesmo tempo é difícil, porque as pessoas não te leem sempre da maneira como você escreveu. Existe também uma mídia muito sensacionalista que eu não considero bacana pra sociedade, com tanta notícia de violência. Precisamos mesclar a informação factual com mais cultura, música, viagens... Acredito que estejamos numa transição, onde temos que tomar muito cuidado com o que falamos e com o que escrevemos. O que é uma pena, porque acabamos perdendo um pouco a espontaneidade. Existe quase uma censura, o que é um absurdo em 2016. 


Você acha que o poder da internet e redes sociais meio que banalizaram o jornalismo (de modo geral)? Como você vê essa revolução na comunicação de hoje? A chegada das redes sociais fez com que as pessoas fizessem uma leitura mais rápida e já emitissem opinião, o que pode ser complicado quando não se aprofunda no tema. E isso acaba indo para a leitura de modo geral. Antes dessa tendência, eu mesmo lia quatro, cinco livros por ano. Agora tenho lido uns dois ao ano, o que considero uma média muito baixa. A gente se vicia no formato das mídias sociais e acaba se contentando com uma informação muito superficial. Acho muito delicado ver as pessoas preocupadas em mostrar um lado seu que não existe. Já ouvi de um amigo uma frase que resume bem isso: "Meu sonho é ser o que pareço ser no Instagram". Esse é o modo como as pessoas estão se colocando no mundo. Observando pelo viés das críticas da novela em espaços como o Twitter, existe uma legião de pessoas "corajosas", que falam tudo o que querem, porque estão protegidas dentro das suas casas, e às vezes pelo anonimato, também. Isso é diferente de uma crítica autoral, assumida, mais embasada e menos pessoal. Então acho esse movimento bem delicado...

Você acha que sua função como ator é só entreter ou vai além disso? Jamais pensei que a minha função fosse só entreter. A partir do momento em que me torno uma pessoa pública, acredito que eu tenho uma responsabilidade social, também. Esses dias, inclusive, eu pensava sobre qual causa eu quero abraçar, com qual tema quero me aprofundar. Hoje vemos muitos artistas se envolvendo com a defesa do meio ambiente. Vi um documentário super forte do Leonardo di Caprio falando sobre o efeito estufa. Então já que estamos vivendo essa coisa de ter seguidores virtuais, sempre que faço uma postagem busco provocar alguma coisa e ir além do "estou feliz, sou alegre, etc". Tento propor uma reflexão, seja lá qual for, porque acredito que temos uma responsabilidade, sim, e devemos estar atentos a isso. Ser artista vai muito além de entreter. 



O humor faz parte do seu jeito? A comédia tem um espaço grande no seu DNA como ator? O humor faz parte de gerações da minha família! Meu pai e meu avô paternos são muito engraçados, assim como alguns tios nos dois lados da família. Então acho que isso fez parte da minha criação e eu sempre gostei, sempre levei a vida muito leve. Acho que com humor você consegue fazer uma crítica bem interessante. Essa capacidade dos comediantes de provocar é muito boa. E é muito difícil fazer humor, é preciso sempre trabalhar para não perder isso. É sempre um jogo entre texto e direção para que o ator não fique cristalizado, duro. Eu sou um apaixonado por comédia, levo minha vida com muita alegria e leveza. Acho que a comédia pode transformar positivamente as coisas, além de provocar e alegrar as pessoas. 

Voltando ao Leozinho... Ele terminou virando um "galã" e toda mulher agora quer ser sua "Fedora". O assédio aumentou? Como tem lidado com isso? Eu estou sabendo agora que o Leozinho terminou como galã (risos)! Estou me divertindo muito com esse momento. Por estar fazendo comédia, o assédio é mais divertido, alegre. Agora quando estou no ar com "O Negócio", a série que faço na HBO, o assédio é mais sexual. Então percebo que o assédio vem de acordo com o personagem que faço no momento. Mas tudo bem, eu acho isso engraçado e bem gostoso. 

O que uma mulher precisa ter e ser para chamar sua atenção? Não existe uma regra, mas um dia quero encontrar alguém que me faça bem e me traga tranquilidade e paz, além de alegrias e boas risadas. Mas tem que ter assunto, porque isso é importante! Li um texto do Rubem Alves que falava sobre isso, que quando você se interessar afetivamente por alguém, deve se perguntar "Eu terei assunto com essa pessoa?". Porque a atração pelo físico é algo passageiro, e na velhice o que fica é o seu parceiro. Esse costuma ser um bom parâmetro quando conheço alguém. Porque é muito comum a gente buscar sempre o par ideal, mas é preciso aprender a trabalhar com o real. Ouvi isso na terapia, e entendi que temos que lidar com o concreto, com quem está na nossa frente. Isso, por si só, já é um grande desafio.


Aliás a química entre você e Tatá Werneck foi explosiva não é? Dá pra explicar isso? Química não se explica, ela acontece. Eu e a Tatá conseguimos nos entender muito bem porque desde a preparação tivemos muito respeito e cuidado um com o outro, algo como "Com licença, posso entrar na sua vida?!". Isso foi fundamental. Depois foi rolando a afinidade, como temos com amigos e pessoas do dia a dia com as quais nos identificamos. Tivemos o humor, que divertia a ambos, assim como a admiração, que é algo que sempre ajuda muito. Então, mesmo quando a gente brigava, a química aparecia. Acho isso muito bom, né?!

Seu personagem vivia todo alinhado e era bem vaidoso. Você também é? Como lida com vaidade e espelho? Eu me considero um "falso vaidoso". Eu tenho alguma vaidade, mas não a exponho muito. Não sou um cara que anda super arrumado, com o cabelo sempre ajeitado... Mas sou atento, gosto de um bom perfume, reparo se meu cabelo está bom, me preocupo com a boa e velha barriguinha da cerveja, observo se ela está aparecendo... Acho que possuo uma vaidade normal, gosto de me sentir bem e estar bem. 
  
Qual sua maior vaidade como ator e sua maior vaidade como homem? Minha vaidade como ator é que eu gosto de me assistir, seja na novela, no comercial, na série, no filme, enfim, no que eu estiver fazendo. E quando eu vejo uma cena que eu não gosto, eu sofro! Mas não sofro para ver, como alguns artistas que nunca se assistem. Eu gosto de ver minhas cenas! Acho que tenho essa vaidade. E como homem eu gosto de estar perfumado, gosto dessa vaidade com o cheiro. 

Com o fim desse trabalho pretende relaxar como? Eu preciso muito ficar em silêncio, porque novela gera muita informação. Vou voltar pra minha casa, em SP, e me recolher um pouco, estar com a família e meus amigos mais próximos. Depois vou viajar pra Disney, que eu ainda não conheço, e volto a Nova Iorque com amigos. E como o ano já está terminando, vou começar a preparar meu ano de 2017, que espero que seja um ano muito bom pra mim.  

Depois do furacão Leozinho quais os próximos passos? O que vem por aí? Agora que eu me despeço do Leozinho e volto a gravar "O Negócio", da HBO, onde faremos a quarta temporada dessa série pela qual eu tenho um carinho imenso. Em se tratando de séries do Brasil, considero isso um privilégio... É algo muito rico pro audiovisual esse crescimento das séries no mercado. Além de ser um ambiente onde me sinto muito em casa. Devo gravar essa temporada até Abril, aproximadamente, e pretendo estar bem focado nisso até lá. 



Fotografo Thiago Dias
Styling/ Produção de Moda Wesley Madson
Make-up/ Hair Vivian Genari
Assistente produção Sil Alves
Modelo Iannelly Machado
Motorista Sérgio (JC Leal transportes)

Agradecimentos: Daniel Diones (garçom), Madrepérola Restaurante (Douglas), Marques e Souza (gerente)

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

BALADA: Deserto em chamas - Burning Man reúne arte, tecno e gente em busca de liberdade

O que leva mais de 70 mil pessoas a passar quase dez dias no meio do deserto em um grande festival que vai muito além da música? Construída em pleno deserto de Nevada (EUA), a cidade batizada de Black Rock City é o local onde tudo acontece. Visualmente, o lugar é incrível! Pessoas nuas com os corpos pintados, carros decorados, barracas enfeitadas, instalações gigantescas, sol forte, isto é o Burning Man, um festival anual que acontece no deserto de Nevada todos os anos. Esse ano a abertura foi dia 27 de agosto e durou até o dia 4 de setembro. E, assim como acontece todos os anos desde os anos 80, arte, música, tecnologia, sustentabilidade, espiritualidade e muita liberdade se misturam em meio às tempestades de areia no deserto e atraindo cada vez mais gente de toda a parte do mundo.

INÍCIO DE TUDO

O primeiro Burning Man aconteceu em 1986 em Baker’s Beach, em plena cidade de São Francisco, onde os amigos Larry Harvey e Jerry James construíram um homem de madeira para queimá-lo em um evento que reuniu cerda de 20 pessoas. Após esse start, ano após ano cada vez aumentava mais o número de participantes até que, em 1990, a polícia local proibiu a queima da estátua e o grupo teve que procurar outro local. Então, em 1991 chegaram ao Black Rock Desert, 120 milhas ao norte de Reno, no estado de Nevada, EUA, perto das cidades Empire e Gerlach, onde estão até hoje. Atualmente, uma das grandes diferenças é que o boneco também cresceu, assim como o evento, hoje ele tem mais de 15 metros e reúne 70 mil pessoas.

Ao longo dos anos, o Burning Man se tornou em um fenômeno populista propagado pela Internet. Considerado por muitos como um experimento social, o Burning Man quer ser uma alternativa para a cultura de massa e a sociedade consumista em busca de algo mais libertador em todos os sentidos. Lá nada é comercializado, com exceção de gelo e café, não se pode comprar nada no festival. Vender qualquer coisa para as pessoas é rigorosamente proibido. Tudo é na base da troca. Assim como também nenhuma marca ou patrocinador pode entrar no festival. Os Burners (como são chamados os participantes) são generosos com todos os participantes. A ideia é: o que é seu é meu. De comida ao banho, de bebida à beijos. 

INFRA-ESTRUTURA

A Playa, local onde ocorre o evento, é uma grande planície no deserto, uma enorme área vazia sem árvores, grama, colinas, nada. Apenas areia. É desenhada em um formato de nove semicírculos que representam os planetas do sistema solar. Bem organizado, o evento possui áreas separadas para os acampamentos e para as atividades, performances e work shops que rolam durante o festival. Até mesmo um aeroporto é montado na planície deserta com controle de tráfego aéreo e tudo. Porém, é estritamente proibido carros na área do festival. Toda a locomoção é feita à pé ou de bicicleta. O evento possui um pronto socorro médico para pequenos problemas, que funciona 24 horas por dia. Para Steven, um californiano de São Francisco, andar de bicicleta pelado pelo acampamento é uma das coisas mais interessantes do evento. "É uma sensação de liberdade que só existe lá", diz ele. 





LIBERDADE, LIBERDADE

Esse é um dos lemas propostos no Burning Man e levado à risca por todos os participantes. Ninguém vai ao festival para julgar ou parecer melhor que os outros. Sejam milionários excêntricos, gente famosa, ou simplesmente alguém em busca de uma experiência espiritual. Se você usa fantasia ou roupa alguma ninguém está ali para julgar, e sim sentir o prazer de passar dias no deserto curtindo a vida e os prazeres de ser livre.

Um grande templo acolhe mensagens e orações dos frequentadores, enquanto uma “Igreja” construída serve de muro das lamentações. Por outro lado, assim como essas instalações, muitas outras obras de arte servem para expor a criatividade de artistas de todas as partes do mundo. Quando a noite chega, essas instalações se transformam em grandes espaços para dançar e confraternizar entre as pessoas. O fogo sempre presente, assim como luzes e o som alto, dão o tom meio “Mad Max” do local. Algo meio futurista com clima apocalíptico.


No centro de tudo está o grande homem de madeira (que fica no Center Camp) com 50 pés de altura, que será queimado na última noite do evento. Detalhe importante, no dia seguinte à queima das instalações, todas as cinzas e lixo produzido devem ser recolhidos e levado embora, deixando o deserto da mesma forma que foi encontrado pelos participantes do evento. Segue assim para mais um ano de muita música, liberdade e diversão, levando seus participantes a pensar sobre as responsabilidades de cada um com o planeta e as pessoas.

QUANTO CUSTA

O ingresso sai, em média, por 200 dólares. Via Internet no site oficial do evento (www.burningman.com), por telefone (+1 415 8655263) ou através do correio (Burning Man, P.O. Box 884688, San Francisco, CA 94188-4688).

O QUE LEVAR

Como não se tem infraestrutura local, é importante levar tudo que for necessário para sobreviver no deserto por alguns dias. Itens básicos como água (é aconselhado beber quatro litros de água por dia no deserto), comida, filtro solar, óculos e lenços ou máscaras para proteger o rosto das tempestades de areia.

Ficou curioso? Veja esse vídeo e tenha noção do que é isso tudo:

terça-feira, 25 de outubro de 2016

CARRO: X-Class Concept- a primeira pick-up da Mercedes-Benz


A Mercedes-Benz apresentou nesta terça-feira (25) o seu conceito da picape média que será produzida na Argentina e vendida no Brasil até 2020. Chamada de Classe X, a novidade tornará a marca alemã a primeira entre as consideradas "premium" a entrar no segmento. Uma parceria com a Renault-Nissan que tem como base a plataforma da nova geração da Nissan Frontier (NP300).

A picape da Mercedes-Benz recebeu engenharia e desenho alemães, segundo a fabricante. A produção, em parceria com a Renault-Nissan, começa no final de 2017 na Espanha, para abastecer o mercado europeu, australiano e sul-africano. O modelo para o Brasil será feito na fábrica da Renault em Córdoba, na Argentina, com previsão de chegada ao mercado só em 2018.








A apresentação mundial ocorreu na Suécia, com a presença do presidente da Daimler, Dieter Zetsche, que lembrou a curiosa história de uma picape da Mercedes, a 220 D, fabricada na Argentina em um curto período nos anos 1970.
Foram apresentadas duas versões da X-Class. A "stylish performer" na cor branca tem o visual mais requintado e clássico, com rodas de 22 polegadas e toques de madeira no interior. E o modelo "powerful adventurer", em amarelo, vem com 1,90 metro de altura, grande distância do solo e pneus para todos os terrenos. Ideal para quem quer abusar da capacidade fora de estrada. 








Segundo a Mercedes-Benz, a versão top de linha da futura picape terá motor V6 a diesel com tração permanente nas 4 rodas. Essa combinação terá capacidade de carregar 1,1 tonelada na caçamba ou de puxar até 3,5 toneladas.

Veja vídeo:

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

ESTRELA: Sabrina Petraglia, que sorriso... Haja coração!!


Não tem como negar que parte do sucesso da personagem Shirlei, na novela “Haja Coração”, é por conta do carisma e da verdade transmitida por sua intérprete Sabrina Petraglia. Muito pé no chão, ciente do seu papel como atriz na sociedade (não só para o entretenimento), Sabrina segue sua trajetória conquistando e emocionando cada vez mais o público. Diante disso fomos atrás de conhecer o que essa garota tem de tão especial e o resultado está aqui nessa entrevista. De quebra um belo ensaio que conquista de cara com esse sorriso largo de Sabrina.

Depois de alguns trabalhos na TV parece que a Shirlei será seu grande destaque na carreira (até agora). Como tem sido para você encarar esse personagem? Algo de Sabrina em Shirlei? Todo trabalho é especial, toda personagem tem o seu destaque. Mas não dá pra negar que a Shirlei é quem está projetando meu trabalho para o grande público. Na TV, com certeza é a minha primeira personagem marcante, um dos papéis da vida, algo que marcará a minha carreira pra sempre. Devo isso ao Daniel Ortiz que acreditou em mim e me deu esse presente depois de muito me assistir nos palcos da Escola de Arte Dramática da USP. Sou muito grata por essa oportunidade. Toda essa preparação que fiz me colocou diante da realidade de tantas meninas que convivem com problemas semelhantes ao da Shirlei, e essa troca me beneficiou demais, como profissional e como ser humano. Além da composição, é uma personagem que tem me ensinado muito. Recebo muitas mensagens e me emociono demais, sinto uma responsabilidade enorme ser porta voz de tantas "Shirleis" da vida real. A Sabrina é tão batalhadora como a Shirlei. Isso posso te garantir!  

A personagem levanta a questão sobre preconceito contra quem tem algum tipo de deficiência física. Como foi sua preparação e como está sendo a repercussão disso? Foi muito intensa. Posso dizer que um longo e dedicado processo de preparação. Observei muito as pessoas com esse tipo de deficiência, sempre buscando um olhar delicado e atento. Conversei com pelos menos quatro meninas que estão na mesma situação física – e também emocional – da Shirlei. Mas o mancar da personagem começou quando realizei por quase dois meses um trabalho de improviso, movimento e consciência corporal com a Tica Lemos. Eu já havia feito aula com ela antes na EAD (Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo). Além disso, pesquisei e tive acesso a algumas cenas da Aracy Balabanian na novela "Nino, o italianinho", onde sua personagem também mancava, e assisti alguns filmes onde os atores também tiveram que desenvolver esse trabalho corporal – como a Audrey Tautou em "Eterno Amor" e o Dustin Hoffman no clássico "Perdidos na Noite". Cheguei a encontrar com o Ari Barroso num restaurante em São Paulo para mostrar meu movimento pra ele e observar o que ele tinha criado para o coxo que havia feito no longa "Se Deus Vier Que Venha Armado". Fazer um personagem com uma deficiência física é árduo, exige muita consciência corporal para o intérprete não se machucar. 

O movimento, por menor que seja, desalinha todo o meu corpo. Não sinto cansaço no final do dia, mas me cuido alongando sempre, fazendo fisioterapia e massagens. Na parte técnica, estudei sobre o que seria essa má formação do osso do quadril, que do lado displásico não consegue segurar a cabeça do fêmur, causando esse movimento diferenciado que a personagem tem. Optei em fazer a perna da Shirlei um pouco torta pra dentro, por exemplo, porque isso pode ser uma das consequências dessa má formação – além de signo de uma certa introspecção. Então consegui definir o movimento, fiz uma bota ortopédica e treinei andando pelas ruas de São Paulo pra sentir na pele o que essas meninas passam. Através dos olhares e comentários que ouvia fui percebendo o que isso me causava por dentro, transitando por diferentes impulsos e sentimentos por ser "diferente". Nascia, assim, o coração da minha Shirlei.


Como despertou para ser atriz? Como foi no início? Aos sete anos subi pela primeira vez num palco. Isso aconteceu no Colégio Santa Marcelina, em São Paulo, onde estudei. Era uma grande brincadeira, um passatempo muito gostoso que me fazia feliz. Por ser uma carreira muito difícil, sobretudo no Brasil, passei muito tempo tentando fugir, tentando não ser atriz. Tive medo de assumir pra mim mesma que era isso que eu queria dá vida aos 17 anos, quando estava pra prestar vestibular. Me formei em Comunicação em Multimeios, depois fiz mais três anos e me formei jornalista pela PUC-SP. Então tentei ser jornalista e trabalhei na redação de três emissoras de rádio em SP. Mas quando me vi falando sobre cultura, mas sem subir no palco, me bateu um vazio muito grande. Ao perceber que poderia virar uma crítica frustrada, pedi o apoio dos meus pais, joguei tudo para o alto e resolvi arriscar. Foi mais forte do que eu. Aos 24 anos entrei pra Escola de Arte Dramática da USP. Mesmo sendo muito difícil no começo, sinto que foi a melhor coisa que fiz. Lá encontrei minha turma, minha casa... me curei! Não demorou muito e comecei a trabalhar no Teatro Popular do SESI Paulista, a participar no grupo de estudos do Tapa e, graças a Deus, não parei mais.

Quem conhece você mais de perto sempre elogia sua simpatia e sorriso fácil. Esse é seu “segredo” que tanto conquista as pessoas? Eu sou muito intensa, gosto de sentir, de me deixar atravessar pelas emoções. Isso me faz viva. Me emociono quase todos os dias quando chego das gravações e tento responder os recados que me mandam nas redes sociais. Recebo histórias lindíssimas de superação, outras tristes de preconceito... E fico extremamente tocada quando sinto nessas mensagens que, de alguma forma, a Shirlei representa e “grita” a voz de muitas pessoas. Mas não sei dizer qual é o meu segredo pra conquistar as pessoas, não. Nunca pensei nisso. Tento ser sempre gentil, valorizar as pessoas ao meu redor, ouvir de verdade o outro, olhar nos olhos... E não economizo mesmo no sorriso, porque acho que contamina. Sorrir deixa tudo mais leve, né?!  

Acha que esse carisma tem atraído bons personagens e com isso a simpatia do público? Sorriso atrai sorriso. Gentileza atrai gentileza, e assim vai... É só isso que eu sei. Não consigo me autojulgar carismática. A personagem, que foi criada por Silvio de Abreu em "Torre de Babel", por si só já é dona de um carisma particular. Naquela época já foi sucesso! Acho que o meu sorriso e o brilho nos olhos pela alegria e gratidão em conceber essa linda princesa de conto de fadas contribuem e abrem caminhos dentro e fora de cena. É isso.  

Qual a maior função do ator? Ser um porta voz crítico visando denunciar, mostrar, prospectar, melhorar as relações sociais e humanas de seu tempo. 

O que te desafia mais nessa profissão? Existem barreiras ou tabus para você? Ser ator é se expor, é se despir, escancarar a alma, se doar para o outro, ser canal para ser outro e representar muita gente. E para que isso aconteça de maneira profunda e tocante passamos por um processo dolorido e às vezes confuso de se autoconhecer. É um ofício de doação e entrega infinita.

O que mais admira em você e o que você gostaria de mudar? Difícil falar de si mesma. Admiro a minha vontade e disposição pra fazer os outros felizes, de arrancar um sorriso de alguém, de valorizar, dar importância ao que o outro tem de bom. Gostaria de ser menos exigente comigo mesma, porque me cobro demais e me perdoo de menos. Sofro com isso. 



A vaidade pode ser uma “armadilha” para o ator em sua trajetória. Já pensou nisso? Como driblar? Pode, sim. Já pensei muito sobre isso. O equilíbrio e a consciência são as saídas pra essa questão. Cuidar da saúde, da alimentação, fazer exercícios físicos, cuidar da beleza... tudo isso vale. Nosso corpo é o nosso templo, nosso instrumento precioso de trabalho. Mas é preciso ter limite para não perder a humanidade. A vaidade não pode ser mais importante, estar à frente do nosso ofício.

Sabemos que você é noiva. Mas o que um cara precisa ser ou ter para atrair sua atenção? Sim, sou noiva do Ramón, um homem que é cheio de qualidades – e uma das coisas que mais admiro nele é a segurança que ele tem e me transmite. Acredito em encontros de pessoas imperfeitas que se aceitam e se respeitam numa linda parceria plena de carinho, respeito, admiração e amizade. Já estamos juntos há cinco anos. Homem tem que ser autêntico, gentil, bem educado e humorado. Ramon é tudo isso! 

Quando quer ser sexy e sedutora que “armas” usa? A sinceridade dos meus sentimentos, dos meus desejos e vontades espontâneas, escancaradas com relação ao outro, são as minhas principais armas.

Na hora de relaxar qual seu programa preferido? Eu tenho gravado muito, uma média de seis dias por semana! Então o tempo que fico livre preciso ainda me dividir em muitas funções, como estudar os textos das próximas cenas, estar com a minha família e meu noivo, responder entrevistas (risos)... Mas, de modo geral, gosto muito de ler, assistir filmes e peças, ir a uma boa exposição, cantar, estudar, receber amigos em casa, andar de bicicleta, cuidar das minhas plantas, da minha casa... Também amo conhecer restaurantes. Sou caseira e diurna. 

O que os homens precisam saber sobre as mulheres urgente? E o que as mulheres precisam aprender com os homens? Acho que homens e mulheres devem se escutar, se observar, se colocar no lugar do outro. Nós, mulheres, somos muito diferente dos homens – e vice e versa. Os hormônios são diferentes, as forças são diferentes, e tudo só se torna complementar e potente quando existe escuta e respeito pela particularidade do outro, sem julgamento.

Para conquistar Sabrina basta... A pessoa se aceitar e se amar como se é. Ser autêntico, verdadeiro, com todas as diferenças sem tentar se esconder em padrões.


Fotos Rodrigo Lopes
Styling Camila Amadei
Make up Vivi Gonzo
Tratamento de imagem Isabela Lira

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

EDITORIAL: Solstício - O modelo Diego Fragoso traz no corpo e no seu estilo o clássico e o moderno de maneira sofisticada


Um dos modelos brasileiros mais hypados no exterior, Diego Fragoso traz no corpo e no seu estilo o clássico e o moderno de maneira sofisticada e cheio de personalidade. Ele já desfilou para grifes internacionais como Emporio Armani, Carlo Pignatelli, Ermanno Scervino e Vivienne Westwood, estrelou campanhas publicitárias como Ricardo Almeida e Giorgio Armani. Mas sua trajetória deu start em Alagoas, na época um surfista que jamais imaginaria ganhar o mundo. Diego Fragoso já morou em Nova York, já passou por Milão, Paris e Tibet, só para citar alguns lugares. Hoje além da carreira de modelos internacional, se dedica à música. Desde criança, o top era apaixonado pelas batidas do som eletrônico, e foi assim que se tornou cantor de rap e DJ. Ano passado lançou o clipe 'Five Star Hotel', gravado em Los Angeles, e segue com as pick-ups agitando. A seguir, um pouco mais do top Diego Fragoso e suas batidas. Nesse editorial ele um estilo próprio, moderno e descolado de ser elegante. Aproveitamos e conversamos com ele sobre carreira, viagens, música..., e claro, moda.








Diego, você foi descoberto surfando em uma praia de Maceió... E de lá para o mundo da moda foi um salto muito grande. Como se deu essa transição? Esta transição foi de uma importância fundamental na minha vida. Da praia pro mundo, os sonhos eram diferentes. Tudo baseado na rotina que tinha. De um instante a outro já estava em lugares do mundo onde jamais sonharia conhecer. O choque cultural intenso, me "obrigou" de uma maneira positiva a abrir minha mente para novos horizontes. Era tudo novo.

Antes de ser modelo se imaginava em que profissão? E que a vida de modelo te ajudou na sua realização profissional? Eu sempre tive o sonho de viver do surf, como profissional ou de outras formas relacionadas. Cursava faculdade de Direito porém, sempre amei a psicologia. (risos). A moda me proporcionou uma variedade de opções por onde seguir e direcionar minha carreira. Fui me apegando as coisas que eram mais meu estilo. Hoje tenho uma produtora chamada Maceyork (Maceyork.com) onde realizamos vídeo clipes de música e produção executiva em geral. Isso graças ao "fashion business" que me proporcionou o capital, network e knowhow para seguir.

Quando sentiu que a coisa era para valer e você estava no lugar certo? Deu um certo medo ou insegurança? Sempre fui desapegado, sempre adorei o novo. Quando vi que ia dar certo... Já estava jogando.

Antes de ser modelo você era um cara vaidoso e ligado em moda e tendências? Sempre fui um pouco do "underground" nunca vaidoso. Sempre tive tattos, cabelos pintados, roupas diferentes. Sempre gostei do fashion porém não sabia. Art is Art. Eu visto realmente o que vivo.

Pelas cidades que morou no exterior onde você se sentiu mais em casa e onde não faz questão de voltar? Brooklyn NYC, Paris e Tibet me sinto realizado não voltaria a Malásia onde estive por dois dias em um shooting. 

Dá para citar um trabalho ou experiência inesquecível ao longo desses anos de carreira como modelo? Uau, hell yeah. Acho que escreverei um livro. (risos) Teve diversas vezes onde me deparava em um local do mundo, onde simplesmente o que é comum para nós, era algo extremamente novo e moderno. E o que antes não fazia sentido tomou força e significado, exemplo Tibet. E também houveram acontecimentos muito engraçados. Acabei sem querer tocando um alarme de incêndio em Londres as 3h da manhã, e 230 pessoas evacuaram o local. (risos)... E muuuuitas outras.

Vivendo entre viagens e trabalhos dá para manter uma rotina saudável? Como cuida do corpo e da alimentação para ficar com o “shape” e dia? Genética e alimentação. Porém hoje em dia sempre fico em hotéis com academia, e sempre que possível estou pegando onda. Isso já é o suficiente.

A experiência como DJ é um “plano B”? Como isso te envolve e o que mais curte em ser DJ? Na real é um “plano A” também. Sempre toquei instrumentos e sempre tive um relacionamento com a música muito íntimo. Já discotecava antes e simplesmente quero voltar a sentir a sensação do público novamente. Sendo como DJ ou com meu projeto de HipHop. Canal youtube Maceyork.

Esse seu projeto musical, que inclui a composição “Five Star Hotel”, é o início de algo maior? O que seria o ideal de realização nesse sentido? Bem, como produtor tenho um relacionamento bem direto com os músicos e clipes o que facilita as produções. Meu foco principal neste projeto que inclui “Five Star”, “Black Everthing”, “Bem chilling”, entre outras é simplesmente compor e gravar sempre com qualidade e esperar a agenda bombar. Digamos que é meu porto seguro.

O surf ainda tem espaço na sua vida? Que boas lembranças ainda te traz? O surf é ainda super presente na minha vida. Continuo fazendo trips sempre que posso.

Nesse meio da moda a paquera ficou mais fácil? O clima de sedução abre mais as portas? Sou uma pessoa pública isso já é um diferencial. Porém sou casado e vivo low profile (risos).

Ao longo desse tempo qual o melhor conselho que você recebeu e qual você daria? Você vai receber mais não do que sim. Então se apegue as suas conquistas e esqueça as expectativas.



Beleza Eduardo Hyde com produtos Mac Cosmetics
Assistente de beleza Augusto Abreu e Melissa Marilac
Produção de moda Carol Donato e Sabrina Leal
Assistente de produção Matheus Rocha

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

VAIDADE: Dê um trato no visual logo no início da semana

Falar de homem metrossexual hoje em dia já é coisa ultrapassada. Da mesma forma que dizer que os homens hoje estão se cuidando mais é chover no molhado. O homem que é esperto e seguro de si hoje em dia têm aumentado cada vez mais esse perfil de homem, sabe que precisa e deve sim se cuidar. Dar um trato no visual sempre faz bem, afinal ao se olhar no espelho todos querem parecer bem. Independente de idade, o homem deve se cuidar, e logo. O tempo passa para todos e os efeitos da vida agitada do dia-a-dia com compromissos com trabalho, família, amigos, eventos sociais e farras vão nos desgastando ao longo do tempo. Muito mais vaidosos, os homens assumiram que gostam de se cuidar (e elas adoram!). Por isso meu caro amigo, cuide-se enquanto é tempo!


A indústria percebeu essa mudança de pensamento e comportamento do homem e a cada mês novos produtos estão chegando ao mercado. Se olharmos matérias de meses atrás veremos que muita coisa já foi ultrapassada diante de tantas novidades nas prateleiras. A marca Brut, por exemplo, reconhecida mundialmente, investe em uma linha própria para eles no Brasil desde 1960. “O homem moderno busca alternativas de cuidados e higiene que imprimam elegância e personalidade. Além disso, notamos que eles são mais fiéis a uma determinada marca quando gostam de seus produtos, diferentemente de nós mulheres, que temos muito mais opções e nos permitimos experimentar mais”, comenta Cristina Pappalardo, gerente de marketing da Perfumes Dana do Brasil. Uma pesquisa de saúde, beleza e cuidados pessoais, realizada pela Nielsen, em abril de 2007 aponta que mais de quatro em cada cinco entrevistados concordaram que, hoje em dia, os homens são mais interessados em cuidados pessoais do que costumavam ser.

E as diferenças entre homens e mulheres diferenciam também que tipo de produto é mais adequado para os homens. Um bom exemplo dessa diferença, por exemplo, é que os homens têm muito mais glândulas sebáceas do que as mulheres por isso suaram tanto. Sendo assim, a pele do homem é mais oleosa na face, costas e tórax. Os hormônios masculinos deixam a pele 25% mais espessa, com mais colágeno e elastina, neste quesito ficamos em vantagem em relação a elas pois isso nos faz retardar mais o envelhecimento. Mas vamos dar uma mãozinha à natureza e cuidar do nosso patrimônio que é nosso corpo. Até por que, que não gosta de ficar mais atraente, bonito e bem cuidado?

Outra característica masculina é que homem é prático e adora um produto “milagroso”, capaz de fornecer todos os benefícios que ele precisa. Ciente que precisa dar um jeito na aparência, porém sem muito tempo e paciência, o homem quer produtos práticos e que não encham a nécessaire com um monte de potes e bisnagas. Para auxiliar e facilitar a escolha fizemos uma seleção de produtos para o rosto, pele, cabelo e corpo, ideal para usar em cada momento do dia.

É bom começar o dia bem tratado, então após um bom banho com o shampoo adequado, a dica é passar o hidratante na pele com ela ainda úmida, assim o produto forma um filme protetor sobre as gotas de água aumentando assim a hidratação. Um bom momento para um gel energizante para suavizar olheiras e inchaços na região dos olhos. Por fim, um bom perfume. Mas lembre-se o ideal para o dia, especialmente no verão, são os de notas cítricas (limão, laranja, bergamota...).

Durante à tarde, o sol ainda está forte. Não dê trégua! Mesmo que esteja no ambiente de trabalho é necessário proteção contra os raios solares. Os cuidados com a pele e cabelo continuam com protetores e bronzeadores. De acordo com dermatologistas 10 minutos são o suficiente para esperar depois de aplicado o protetor solar. Mais calor, mais probabilidade de aparecer espinhas. Nesses casos use cremes ressecantes que reduzem o inchaço das espinhas em 8 horas. O perfume continua cítrico, bem verão e mais suave.


A noite é indicada para dois cuidados, ou para relaxar e cuidar para o próximo dia, no caso usando um esfoliante para a pele descansar; ou caprichar e cair na noite com um visual apresentável. É hora de usar gel, cera, pomada... tudo que dê um visual diferente (mas sempre natural) ao cabelo. O perfume ideal para a noite devem ser os mais densos, como amadeirados e âmbar, que tem maior fixação e evaporação mais lenta.



Bem, ficam as dicas. Não precisa usar tudo e nem viver neurótico de que não usou isso e aquilo, mas ficar atento e lutar contra os agentes do tempo em prol de um visual mais atraente e bem cuidado. Elas (e você) agradecem!

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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

CAPA: Márcio Kieling encara novos desafios em sua volta à Globo com "Sol Nascente"

Quem vê o ator Márcio Kieling atualmente na novela “Sol Nascente”, na Globo, pela primeira vez não imagina a bagagem que esse cara traz. Não é a primeira novela dele na casa e muito menos e um estreante. Afinal Márcio é cria da casa, em 1999 ele começou na TV, em Malhação, e de lá até cá foi muitos trabalhos dentro e fora da TV, dentro e fora da Globo. No cinema quem não lembra do grande sucesso “Os 2 Filhos de Francisco”? Foi como Zezé di Camargo no cinema que Márciou viu sua carreira ir para as alturas. Mas nada disso tirou seus pés do chão e a cada novo trabalho é um recomeço, claro, trazendo sua experiência adquirida ao longo do tempo. Experiência essa que o faz não ter medo de ousar e sempre se arriscar a cada novo personagem, a cada novo trabalho. Como o atual desafio.

Depois de mais de dez anos fora da Globo você está de volta. Como surgiu o convite para atuar em “Sol Nascente” e como está sendo essa sua volta à emissora? Sou um workaholic. Gosto de trabalhar. Estou atento a tudo. Sempre fico ligado a novas produções sejam elas no teatro, cinema ou TV. Gosto de fazer testes, não vejo problema nisso. Sempre fiz. E nesse não foi diferente. Enviei um e-mail para o autor Walther Negrão que prontamente me respondeu e me encaminhou para a produtora de elenco, a querida Frida (que eu conheço há mais de 15 anos) para marcar para eu fazer um teste. Eu fiz e acho que eles gostaram. Claro que também contei com a sorte de ter um personagem com o meu perfil. Já estava com saudades. Retornar a empresa onde comecei a minha carreira, onde tive oportunidade de bons trabalhos, personagens marcantes, onde aprendi bastante, está sendo muito gratificante e emocionante. Ainda mais quando eu reencontro pessoas com que eu trabalhei. É bom saber que deixei as portas abertas.


Você começou na TV praticamente em Malhação (1999) e depois de várias novelas, filmes e peças que resumo faz da sua trajetória? E no atual momento, como se ver como ator? Já estou nessa carreira a 25 anos. Tenho 11 novelas, 9 filmes e quatro peças de teatro. De todos os personagens os que ficaram mais marcados foi o Perereca e o Zezé di Camargo. E acredito que o ator é feito dos personagens que fez/faz durante a carreira. No momento precisava de um bom personagem que me desse um destaque nessa minha volta a TV Globo. Acho que o personagem Bernardo da novela “Sol Nascente” foi muito bem vindo, por se tratar de um personagem um pouco complexo.   
O que você pretende quando encara um novo trabalho? Qual a maior função do ator? Sempre que encaramos novos desafios precisamos estar aberto para o novo, precisamos estar disponíveis. A principal função do ator é passar verdade e estar absoluto em cena. 

No cinema você participou do filme “Gatão de Meia Idade” (2006), hoje aos 38 anos já se sente meio assim ou ainda está longe disso? Os tempos mudaram. Por mais que hoje a gente sinta que o tempo está passando mais rápido, os trintões estão com cara de 20 os quarentões estão com cara de 30. Hoje existem muitos métodos para cuidar da saúde e retardar o envelhecimento, hoje as pessoas se cuidam bem mais. Acredito que quando eu estiver com 50 eu estarei me sentindo o "Gatão da meia idade". 



Falando em cinema, um momento marcante na sua carreira foi quando você participou de “2 Filhos de Francisco”, quando interpretou Zezé di Camargo. Esse trabalho continua marcante até hoje? Que lembranças guarda dele? Sim, dois personagens caminham comigo até hoje na minha carreira. Um deles é o Zezé di Camargo. Tive a sorte e a competência de ser escolhido para interpretar um ídolo brasileiro que ainda está muito vivo e marcado na lembrança de todos. Foi uma das maiores experiências e mais marcantes na minha vida. A simplicidade a humildade e a garra de uma família foi o que mais me marcou nesse trabalho. Foi um dos trabalhos que mais me exigiu como artista. 

Em breve você volta às telonas em dois novos filmes, ”O Último Virgem” e “Maverick”. Ou seja, uma boa fase de trabalho com novela e filmes. O que podemos esperar desses longas? Sou formado em cinema. Já me aventurei por de trás das câmeras. Já escrevi e dirigi alguns curta-metragem. Tenho essa vontade. De dirigir. Esses dois filmes tem uma curiosidade, ambos foram produzidos por amigos. Eu pedi para fazer. Nos dois filmes eu fiz uma participação. No "Maverick" tive a oportunidade de fazer um traficante com diálogos em inglês, o que foi um desafio para mim. Já no "Último Virgem" faço um delegado engraçado. São dois filmes de baixo orçamento, mas que não devem em nada para um BlockBuster. 

O que te desafia mais nessa profissão? Existe barreiras ou tabus para você? Eu busco na minha profissão, desafios. É o que me motiva. Personagens que me tiram da minha zona de conforto. Ainda não fiquei nu em cena, por exemplo. Ainda não fiz cenas de sexo. Acho que isso é ainda é um desafio para mim.  



O que mais admira em você e o que você gostaria de mudar? Essa pergunta é meio complicada de responder. Pois tenho que citar minhas qualidades e revelar meus defeitos. (risos). Acho que minha determinação, dedicação, disciplina e comprometimento com meu trabalho são armas ao meu favor. Nessa profissão o que mais ganhamos são rótulos. O que eu mudaria seria um rotulo que me colocaram. Como galã. Porque, o galã fica restrito a fazer outros tipos de papéis, ele te limita. Eu já deixei de fazer muitos trabalhos por ser "bonito". Esses tempos fiz um teste para ser um taxista. Meu empresário me ligou perguntando como eu tinha me saído no teste. Eu disse que tinha ido bem, mas fiz outra pergunta para ele. Perguntei se eu tinha cara de taxista, ele me respondeu que não. Claro que eu não peguei o personagem. Eu poderia até ficar com cara de taxista com uma caracterização ou com uma preparação, mas hoje em dia não tem esse "tempo". 

A vaidade pode ser uma “armadilha” para o ator em sua trajetória. Já pensou nisso? Como driblar isso? Pode ser não, a VAIDADE é uma armadilha para nós atores. Eu costumo pensar sempre nisso, e não deixar que isso aflore. A vaidade pode não só estragar um personagem como pode levar o ator ao fundo do poço. Para driblar isso, devemos sempre colocar o personagem a frente de qualquer coisa. Já fiz um personagem em que tive que raspar a cabeça com gilete e ficar de barba. No caso do Bernardo que estou fazendo na novela “Sol Nascente”, ele é gay, e eu Márcio não sou. Não posso nunca criticar as atitudes do personagem, tenho que acreditar naquilo que estou fazendo por mais distante que o personagem seja de mim. 


Falando sobre outro tipo de vaidade, a idade te deixou mais ligado na aparência? Como cuida do corpo? A principal ferramenta do ator é o seu corpo. Cuido de mim não por vaidade mas por uma questão de saúde. Sempre me cuidei. Fui e sou um atleta amador. Por isso o meu principal cuidado é com a alimentação. Procuro beber muita água e me alimentar de uma forma saudável. Não gostaria de voltar no tempo, acho que ele me fez bem, e eu me sinto melhor do que quando tinha 20 anos.  

Com novo visual... Que cuidados tem com barba e bigode? Gosta de ter ou foi só para o personagem? Já estava deixando a barba crescer para dar como uma opção a algum personagem que pudesse surgir. Quando me chamaram para fazer o Marchand Bernardo, já estava com essa barba que coube direitinho no personagem. Meu cuidado é manter ela aparada e com uma cera para deixar os fios no lugar certo. 

Após sete anos casado você está solteiro. Como tem curtido essa nova fase? Ainda mais com exposição na TV e cinema. As possibilidades de permanecer solteiro ficam balançadas. (risos) Eu tenho um sonho de construir uma família, quero ter filhos. E eu achei que era a hora. Mas a vida fez com que eu mudasse os planos. Agora solteiro estou focado no trabalho. Claro que com a exposição as "ofertas" aumentam, mais sou um cara seletivo e não saio atirando para tudo que é lado. Costumo economizar minha "munição". 

As mulheres estão mais afoitas? De certa forma “assustam” alguns homens? Com as mulheres "brigando" pelos direitos iguais elas também saíram de baixo de suas saias, isso fez com que elas saíssem para o ataque. Claro que de certa forma dependendo da sua abordagem acaba assustando. Os homens ainda não estão acostumados com essa "nova" mulher.


O que as mulheres precisam saber sobre os homens urgente? E o que os homens precisam aprender sobre elas? Ahhh se eu soubesse dessa formula eu estaria rico! (risos) Mas acho que as mulheres precisam entender que todos nós homens temos nossas particularidades, e as mulheres tem as delas. Mas acho que elas pecam nisso. Elas nunca vão entender uma simples "pelada" que no caso é nosso FUTEBOL com os amigos. É quase que uma terapia em grupo. Isso elas não tem. E o que os homens precisam aprender sobre elas?  Confesso que estou sempre em busca desse conhecimento!

Já recebeu contata de mulher que deu certo? E já levou um “não” ?! Como administra isso tudo? Hoje com as redes sociais o que mais recebo são cantadas. Acho que as mais criativas são as que funcionam mais. Quem já não recebeu um não?! O negócio é não se abalar e bola para frente. Porque opção é o que não falta.

Na hora de relaxar qual seu programa preferido? Quando estou em casa sozinho, leio, assisto a séries. Gosto também de fazer a jardinagem aqui de casa. Gosto de estar com os amigos e jogar conversa fora. Ir ao cinema ou ao teatro. E é claro que um bom futebol, churrasco e cerveja não faz mal a ninguém!