quarta-feira, 26 de julho de 2017

HOMEM NA COZINHA: A cozinha é para todos!

Antes de qualquer coisa, acho importante me apresentar: meu nome é Raphael, tenho 32 anos e sou de São Paulo. Minha formação é como publicitário e até pouco tempo atrás era responsável pela área de marketing de uma grande marca multinacional e apenas mais um apaixonado pela gastronomia. Para mim sempre pareceu muito distante fazer a transição da publicidade para a gastronomia, até que um dia levei a sério a sugestão feita por dezenas de amigos de me inscrever no reality Masterchef com o pensamento de "vamos ver no que vai dar". 

Deu que fui evoluindo etapa a etapa até eventualmente ser eliminado. Mas o mais importante foi que finalmente vi um motivo para largar tudo e ir em busca dessa paixão que me perseguia há tanto tempo. Sim, larguei a estabilidade de um emprego em uma grande multinacional para me arriscar na cozinha. E se agora você está pensando "esse cara é louco", fiquei tranquilo, já ouvi isso bastante, inclusive do trio de chefs mais famoso do Brasil.

Já faz um tempo que levo um estilo de vida bastante saudável desde a prática diária de CrossFit até uma alimentação balanceada, buscando sempre manter o equilíbrio que inclui aquelas jacadas esporádicas em meio a rotina da dieta, afinal ninguém é de ferro. 

Uma coisa que sempre me chamou atenção nesse universo de ser "saudável" foi o sofrimento e o alto índice de desistência dos que se aventuram nesse mundo. Não culpo ninguém pela dificuldade em seguir uma dieta, afinal elas sempre estão relacionadas a comidas sem graça, sem gosto, que parecem comida de hospital. 

Mas nessa minha nova jornada de cozinheiro amador quero mostrar a todos que é possível ser saudável e ainda assim ter um comida cheia de sabor, descomplicada e sem sofrimento. E a parte do "descomplicada" acho que talvez seja a mais importante aqui, porque já perdi a conta das inúmeras vezes que deixei de tentar cozinhar algo por olhar para a receita e já sentir aquela preguiça de tantos processos e ingredientes envolvidos. Quero compartilhar minhas experiências e dificuldades na cozinha que tenho certeza que são as mesmas de qualquer outro que se atreve a entrar cozinha, e acredite, por mais assustador que pareça, raramente é um bicho de sete cabeças.

Minha ideia aqui é poder mostrar receitas e dicas que tragam enraizadas na comida esses 3 pilares: descomplicada, saudável e saborosa. De modo que seja delicioso levar um estilo de vida saudável e que prove que qualquer um pode cozinhar! 


FILET CHATEAUBRIAND 

COM REDUÇÃO DE BALSÂMICO, CEBOLAS CARAMELIZADAS E PURÊ DE COUVE FLOR COM AVELAS. VAMOS PRECISAR DE:

Rendimento: 4 porções
Tempo de preparo:  40 minutos

PARA A CARNE
4 files chateaubriand (se preferir pode usar 8 medalhões de file mignon, o chateaubriand nada mais é que um medalhão bem alto)
Fio de azeite para untar a frigideira
Sal e pimenta do reino a gosto

PARA O MOLHO
100ml de aceto balsâmico  
1 colher de sopa de mel

PARA AS CEBOLAS
4 cebolas aperitivos ou 2 cebolas normais
2 colheres de chá de manteiga ghee (pode usar a normal também)
Sal a gosto

PARA O PURÊ 
1 couve flor (cerca de 300g)
1 dente de alho
1 colher de sopa de manteiga ghee
Sal e pimenta a gosto
40g de avelas grosseiramente trituradas
Salsinha picada para temperar

Para facilitar vou dividir o processo em 4 passos, mas fique a vontade para fazer mais de um passo ao mesmo tempo.

PASSO 1 - PURÊ DE COUVE FLOR
Remova o talo do miolo e as folhas da couve flor quebrando o resto em pequenos floretes. Coloque-os numa panela junto com o dente de alho e cubra com água. Ferva por cerca de 8-10 minutos até que os floretes estejam macios ao espetar um garfo. Escoe a água, reservando um pouco para caso seja necessário deixar o purê mais liquido. Coloque no processador (liquidificador ou mixer também utilizados) a couve flor com o alho, a manteiga, sal e pimenta, e bata até obter a consistências de purê, se achar muito espesso bata mais com um pouco da água reservada até obter a consistências desejada.

PASSO 2 - REDUÇÃO DE BALSÂMICO COM MEL
Misture o balsâmico com o mel e leve a fogo médio numa frigideira. O liquido vai levantar fervura formando bolhas, mas fique tranquilo que não irá queimar. Aqueça até que o liquido tenha seu volume reduzido pela metade. Para checar o quanto já reduziu retire a frigideira do fogo, quando as bolhas fica fácil ver o quanto do liquido já evaporou. Coloque num recipiente e reserva na geladeira.

PASSO 3 - CEBOLAS CARAMELIZADAS
Corte as cebolas ao meio no sentido da raiz até a ponta. Derreta a manteiga numa panela e acrescente as cebolas com a parte interna voltada para baixo até que as cebolas absorvam parte da manteiga. Acrescente água a panela até quase cobrir as cebolas. Aqueça em fogo médio até que a água evapore completamente, quando isso acontecer mantenha a panela no fogo até que as cebolas estejam levemente queimadas e coradas em baixo. 

PASSO 4 - FILÉ CHATEUBRIAND OU MEDALHÃO DE FILÉ MIGNON 
Aqueça a frigideira em fogo alto. Unte com um fio de azeite e adicione a carne. Deixe a carne dourar cerca de 3 a 4 minutos de cada lado e depois doure as laterais da carne. Importante, tente mexer o mínimo possível na carne enquanto ela estiver assando para que ela mantenha sua suculências e não fique soltando sangue, o ideal é vira-la apenas uma vez. Retire a carne da frigideira e coloque-a num prato para descansar por cerca de 5 minutos. Depois do tempo de descanso tempero com sal e pimenta do reino a gosto (o processo de temperar a carne após a cocção faz com que a carne mantenha sua suculência)

SUGESTÃO DE FINALIZAÇÃO
Posicione o purê quase no centro do prato colocando a carne por cima dele na borda que estiver mais próxima ao centro. Acrescente as avelas e a salsinha por cima do purê. Separe as laminas das cebolas de modo que elas fiquem parecendo uma canoa e posicione algumas delas próximas a carne e ao purê. Despeje a redução de balsâmico dentro das cebola e por cima da carne, ela irá escorrer formando uma base de molho ao redor da carne.

Voilá! Você tem um prato saudável prático e super saboroso, de fazer qualquer um passar vontade.

terça-feira, 25 de julho de 2017

DESTINO: Conheça a Escócia de carro, desbravando a terra do whisky

Nosso roteiro começou na capital Edimburgo, onde visitamos o mais importante dentre uma dezena de castelos medievais que cruzariam nosso caminho pelas estradas da Escócia. A vista do castelo, que foi construído no topo de uma colina, é impressionante, é possível avistá-lo de qualquer ponto da cidade.  Do castelo sai à famosa Royal Mile, rua que concentra os principais prédios antigos e monumentos da cidade, ligando o castelo ao palácio da família real Britânica e ao parlamento Escocês. Quem quiser conhecer mais a fundo a história da capital, além de visitar o castelo deve conhecer o Mary King’s Close – encontrado durante uma reforma no prédio da bolsa de valores, o Mary King’s Close é um antigo beco da Edimburgo medieval que ficou preservado e fechado durante anos sob as construções da nova cidade. Uma visita guiada pelos becos escuros revela as condições terríveis que vivia grande parte da população no século XVII quando a cidade foi assolada pela peste negra. Outra atração pitoresca é a Rosslyn Chapel, capela enigmática com supostos segredos templários. Situada a poucos quilômetros de Edimburgo em uma zona rural, foi lá que Tom Hanks e Audrey Tautou gravaram uma das últimas cenas do filme "O Código da Vinci". Programe ao menos quatro dias para curtir Edimburgo. Ficamos no novo Grand Sheraton hotel que tem localização perfeita para explorar o centro a pé. Com quartos modernos e confortáveis e um belo SPA, o hotel tem bom custo benefício e um excelente restaurante.



Em Edimburgo alugamos um carro e partimos para o norte rumo aos Highlands. Explorar as estradas secundárias da Escócia é a melhor forma de conhecer suas vilas, castelos e lagos. Nossa primeira parada foi Sterling onde fica o segundo mais importante castelo escocês com um belo museu que conta a história de reis e guerras frequentes no passado. Do topo do castelo já se pode admirar belas paisagens rurais e as montanhas dos Highlands. Partimos de Sterling rumo aos lagos glaciais de Glen Coe. No primeiro dia de estrada a dificuldade maior é adaptar-se à mão inglesa pilotando um carro mecânico com tudo invertido. A adaptação é rápida mais vale alugar o carro com cobertura total de seguros para garantir as rodas raspadas ou algum erro de cálculo na baliza inversa. O desafio de dirigir ao contrário é compensador. Dirigir pelas estradas da Escócia foi um dos pontos altos da viagem. No caminho de Glen Coe avistamos as primeiras paisagens totalmente rurais as margens do lago Lockmond. São milhas de fazendas de carneiro e antigas vilas com casas de granito. No caminho já avistamos uma Hamish, a vaca dos Highlands. Com seus chifres enormes e rosto coberto de pelo, esse animal dócil e acostumado ao clima frio do norte é um dos sinais de que estamos entrando na região dos Highlands. Em Glen Coe a paisagem muda de forma drástica.  Ficam para trás os pastos verdes cheios de carneiro e predomina um cenário árido maravilhoso, montanhas altas de terra vermelha e roxa cercam lagos glaciais e refletem o céu azul. A região tem ótimas estações de ski, mas suas estradas podem ficar intransitáveis no inverno. Na primavera o visual da neve no topo das montanhas, as várias trilhas que se abrem para caminhada e passeios de bicicleta fazem do local um paraíso para um dia relaxante. O charmoso vilarejo de Glen Coe tem pequenas pousadas no estilo Bed & Breakfast com clima de total tranquilidade. 





Seguimos viagem rumo ao litoral parando no vilarejo pesqueiro de Mallaig. Daqui saem balsas e barcos para a Ilha de Skye, um dos lugares mais disputados na Escócia no verão, mas que fora de temporada guarda paisagens maravilhosas e vilarejos remotos com rica história dos antigos Clãs. Dormimos em Mallaig e curtimos um belo jantar de frutos do mar com vista para o porto. Na manhã seguinte atravessamos de balsa com o carro até a ilha principal do arquipélago.  Do desembarque seguimos por pequenas estradas regionais até a vila de Elgol em um dos pontos mais remotos da ilha. Esse foi sem dúvida o dia mais bonito de estrada que fizemos. A sensação de estar atravessando um local remoto que parou no tempo combinada com paisagens maravilhosas em um belo dia de primavera, fez desse um daqueles dias perfeitos de viagem. Com apenas um pista a pequena estrada cruzou fazendas, ruínas e belos lagos até avistarmos o mar. De vez em quando um carro vinha na contra mão nos obrigando a sair da estrada já que só passava um veículo por vez. O cuidado maior tinha que ser tomado com os carneiros na pista.  

Chegamos ao ponto mais remoto da ilha e retornamos pela mesma estrada, ainda entusiasmados com cada detalhe da paisagem. Cruzamos a única ponte que liga a ilha ao continente e fomos almoçar no vilarejo de Plockton. Nessa bela vila a beira mar com arquitetura típica dos highlands  curtimos um maravilhoso prato de frutos do mar com pescados locais. À tarde seguimos rumo a Inverness e o famoso Lago Ness. No caminho paramos para visitar um dos principais cartões postais da Escócia – o Castelo de Eilean Donan. Construído em uma pequena ilha no encontro de mar com um lago, e ligada ao continente por uma ponte, o castelo que foi totalmente restaurado pela família proprietária nos anos 30 vale uma visita de algumas horas.  Chegamos ao Lago Ness no final da tarde a tempo de ver o por do sol em suas águas negras, sem sinal do famoso monstro Nessie que hoje deu nome a pubs, hotéis e restaurantes da região. Próximo ao lago está Inverness, a capital dos highlands. Com bons hotéis e restaurantes, muita gente usa a cidade como base para passeios de um dia pela região. Em um roteiro de carro vale programar pelo menos um dia e uma noite em Inverness e jantar em um dos excelentes restaurantes da cidade. Nós estávamos lá no dia do meu aniversário e aproveitamos para almoçar no disputadíssimo Rocpool, que faz jus à fama de melhor restaurante da cidade.  


Partindo de Inverness seguimos rumo à região produtora de whiskey que tem como centro Dufftown, uma vila com construções de pedra cercada por doze destilarias. Fizemos uma visita a tradicional Glenfiddich que ainda permanece sob administração da família que a fundou em 1886. A visita guiada mostra todo o processo produtivo e termina com uma degustação das variedades 12, 15 e 18 anos. O whiskey é degustado da maneira tradicional escocesa, puro ou com um pouco de água. Após a degustação você pode comprar uma garrafa e cumprir o ritual completo de sacar a bebida do barril, etiqueta-la, colar o rótulo, lacrar e levar para casa uma garrafa com o sue nome. Além das destilarias, as cidades da região valem a visita pela arquitetura, tranquilidade e hospitalidade. Escolhemos como base para passar à noite a cidade de Huntley. Aproveitando a data do meu aniversário ficamos em um hotel castelo da para comemorar em grande estilo. Localizado em uma mansão do século XVII o Huntley Castle Hotel tem quartos amplos e charmosos, com a hospitalidade da família de proprietários que administra o hotel. A uma caminhada de 30 minutos pelo belo jardim pode-se visitar a cidade e as ruínas de um impressionante castelo medieval.  O hotel conta também com um simpático pub com uma carta invejável de single malts da região. 



Na manhã seguinte iniciamos nossa descida ao sul rumo a Edimburgo, passando pela região de Perthshire, com parada especial na vila de Dunkeld. Aqui a paisagem dos highlands dá lugar a bosques verdes impressionantes.  Continuamos nosso roteiro por estradas secundárias descobrindo belos vilarejos e fazendas. Antes de chegar a Edimburgo decidimos visitar nosso último castelo da viagem por recomendação do dono de um dos Bed & Breakfasts que ficamos. O Glamis Castle acabou sendo um dos mais interessantes que visitamos.  Propriedade de descendentes da família real Britânica, o Glamis conserva sua arquitetura original e grande parte das salas decoradas da maneira que fora utilizada pelos proprietários. O castelo é hoje conhecido como o edifício mais mal assombrado da Escócia, e uma visita guiada revela histórias surpreendentes sobre as muitas gerações que o ocuparam. 

Uma semana depois que partimos de Edimburgo voltávamos para a capital, maravilhados com a Escócia. Reserve de 10 a 15 dias para visitar o país. O roteiro fica ainda mais especial se você estiver bem acompanhado. A tranquilidade e beleza do roteiro rende uma bela lua de mel. Se for com amigos programe de estar aos fins de semana em Edimburgo e Glasgow para curtir a vida noturna. A segunda é a capital dos pubs e Rock da Escócia. Ambas ficam próximas concentradas na região sul do país. No norte, mesmo em cidades maiores como Inverness o clima é bem pacato e só se dão bem os carneiros que fogem da panela.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

CUIDADOS PESSOAIS: Dê um tapa no visual com ceras e finalizadores

Os homens estão cada vez mais vaidosos, mas não é de hoje que a maioria tem uma preocupação maior quando se trata dos cabelos. A verdade é que eles vivem passando gel, pomada, cera, secam e tingem os fios, modelam, cortam de vez em quando e, às vezes, até arriscam passar um creminho. Portanto, quando você ler nas matérias sobre cabelos o termo “finalização”, saiba que se trata do “algo mais” que se usa para dar um diferencial na hora de ir pra balada. Nessa modalidade temos os grupos das pomadas, ceras, gel, mousse e cremes modeladores, dentre outros. 

As pomadas e ceras vão ajudar a definir mechas, penteados e a domar os cabelos mais rebeldes. As ceras tem um brilho suave, enquanto as pomadas já são mais opacas. Se você tem pouco cabelo, use um mouse, vai deixar um aspecto mais arrumado e disfarçar o couro cabeludo. Porém, é importante saber que tipo de finalização e produto é mais adequado para você, para evitar ficar com o cabelo com uma aparência bem diferente daquela que buscava. Entenda quais são esses produtos e para que serve cada um. 

CERA OU POMADA?

POMADA - Ajuda a definir o penteado sem marcar completamente o desenho e é responsável por deixar os fios suavemente no lugar, com aparência brilhante e sem o efeito “melado”, sujo-chique. Uma pequena quantidade do produto na palma da mão já basta, não é necessário enxaguar.

CERA - Versátil, é a maneira correta de deixar seu cabelo desarrumado “de propósito”, ou espetado irregular com elegância, ou até realmente estruturar seu cabelo conservadoramente para todo o dia.  Simples de usar, basta passar na palma da mão, passar pelo cabelo e desenhar o corte.

GEL - Talvez o mais popular e familiar para a maioria dos homens, o gel deve ser usado apenas para quem tem cabelo muito volumoso. Sua finalidade é simples, segurar seu cabelo no lugar e ficar aquela aparência molhada e brilhante. Para quem tem o cabelo ralo, é o fim. Pois irá deixá-lo ainda mais ralo.

MOUSSE - Ajuda a modelar, fixar e avolumar os fios, sem o efeito pesado do gel. Deixa o cabelo com uma aparência suave e natural. Mesmo não sendo muito usado pelos homens, o mousse libera polímeros, que acaba “engrossando” e preenchendo o visual do cabelo, ideal para quem tem fios muito finos.

CREME MODELADOR - Esse tem ação parecida com a do gel, só que não endurece tanto o cabelo.


DICAS PARA NÃO ERRAR A MÃO
- Quando for usar ceras ou pastas lembre sempre de aplicar no cabelo seco. Assim você consegue o efeito desejado, evitando um visual pesado. Para isso, pegue uma pequena quantidade com os dedos, esfregue na palmas das mãos e aplique no cabelo. Vá modelando, passando os dedos até conseguir o visual desejado. 

- Se optar pelo spray, procure usar os secos que deixam o penteado no lugar por mais tempo dando um visual mais arrumadinho. Agora se você deseja um visual mais desarrumado, aplique o salt spray sobre o cabelo e bagunce com os dedos.

- Preste atenção em seu tipo de cabelo para escolher o finalizador adequado. Cabelos mais grossos o ideal é ceras e pomadas, cabelos mais finos o spray seco é o mais indicado.

- Uma dica importante, independentemente de qual finalizador você vai usar, não esqueça de lavar o cabelo antes de aplicar o produto. Se seu cabelo estiver sujo ou oleoso, o efeito pode ser desastroso, dando um aspecto pesado. E lembre-se, espere o cabelo secar. Se estiver com pressa, use o secador.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

CAPA: Gabriel Stauffer conquista o público enfrentando o preconceito em "A Força do Querer"


Talvez, para o grande público, o ator Gabriel Stauffer, que atualmente está interpretando o personagem Claudio em “A Força do Querer”, esteja no início de carreira, mas o que muita gente não sabe é que ele traz uma grande bagagem que vai muito além de interpretar um personagem. A escola de Gabriel foi o circo, que além de trazer uma grande experiência, ainda acrescenta uma desenvoltura extra. Para se ter ideia, ele faz malabares, piruetas e ainda anda na corda bamba. Aliás, "andar na corda bamba" é algo bem presente na vida dos atores que, a cada personagem, enfrentam e superam um novo desafio. Apesar disso, Gabriel parece estar tirando de letra a trama de seu personagem Claudio e a relação com Ivana (Carol Duarte) na novela das 21h. Enquanto eles seguem com sua história, confira um pouco da trajetória de Gabriel Stauffer.

Do “Grande Circo Místico” para a novela das 9h na Globo. Um salto sem rede de proteção! Como foi isso? Conta pra gente. Sim, nosso trabalho é estar sempre na beira do precipício, prontos pra pular. Na verdade, do Grande Circo, em 2014, para a novela, em 2017, muita coisa aconteceu. Foram mais de 6 musicais, 2 peças e um longa-metragem. Todos saltos difíceis e desafiadores. Em cada um, aprendi algo novo. Os desafios de cada trabalho, cada equipe e cada veículo me instigam a continuar. Isso que é incrível na nossa profissão, sempre irá ter algo novo e um frio na barriga diferente.

Aliás, você veio do circo...tem experiência com malabares, piruetas, corda bamba... Como entrou no circo e que importância tem para você? Sim, entrei para as aulas de circo ainda quando morava em Curitiba. Participava de um grupo de arte de rua chamado Oxigênio. Ele existe até hoje e continua fazendo um trabalho muito bonito. Foi ali, no Oxigênio, que tive o primeiro contato com Circo, Pirofagia, Teatro, Stomp (fazer sons com objetos comuns como vassoura, lixo, etc). Foi de extrema importância pra mim. O material do ator é o corpo. Com o circo entendo e trabalho o meu corpo. Ele me ajuda na capacidade motora, na respiração, na força, agilidade e prontidão.



Isso te deixou mais maleável para encarar as câmeras de TV? O que aprendeu lá que coloca em prática hoje em dia? Meu corpo carrega tudo o que aprendi. O mais importante que levo até hoje do teatro e do circo é estar disponível para o jogo. Saber jogar e ouvir tudo o que está acontecendo em cena: os companheiros, o espaço, a câmera... A ansiedade, por exemplo, pode até atrapalhar essa prontidão para o ouvir, mas, ao meu ver, é de fundamental importância para que a cena aconteça.

Você chegou a cursar Publicidade & Propaganda e largou para ser ator. Quando percebeu que era hora de mudar? Acho que a vontade estava sempre presente. Às vezes, me pegava pensando: “Será que não era outra coisa que eu tinha que fazer”? (Risos) Não que eu fosse infeliz no curso de Publicidade, mas achava que tinha outros dons que estavam adormecidos e com vontade de acordar. Em certo momento, tudo confluiu para que a mudança acontecesse. Foi aí que tranquei a faculdade, peguei minha trouxinha de roupa e me mudei para o Rio. É preciso coragem para grandes mudanças que, em alguns momentos, podem ser doídas, mas as recompensas são maravilhosas.

Antes de encarar o personagem Claudio em “A Força do Querer” você já tinha feito participações na TV. Como foi essa trajetória até o Claudio e como surgiu o convite? Sim. Acho que foi em 2012 que fiz minha primeira participação na TV Globo. Foi coisa de um capítulo, um dia. Apesar de ter sido tudo muito rápido, considero que foi uma baita experiência na época. Depois, já em 2016, fiz uma participação um pouco maior na minissérie “Nada Será Como Antes” onde participava mais, tinha mais cenas e relações. Meu personagem interferia na trama. Foi muito importante também. Não demorou muito e veio o Cláudio, um personagem de uma novela das 21h. Nesse meio tempo, volta e meia, fazia testes para novelas da casa e, na maioria das vezes, o "sim" não vinha. Nessa profissão convivemos muito com o "não" e temos que saber lidar com ele. O ator é testado o tempo todo. Importante é perseverar, continuar estudando e acreditando. Em “A Força do Querer”, por exemplo, recebi convite para fazer o teste de outro personagem, o Ruy. De uma certa forma, foi um "não" que acabou se transformando em “sim”. Não peguei o Ruy, mas veio o Cláudio. Um presente!



É um personagem com uma certa complexidade pois ele se apaixona por uma garota que não se identifica com seu gênero e passará por uma transição ao descobrir que, na verdade, é um homem no corpo de mulher. Teve algum preparo especial para o personagem? Como encarou isso? Está preparado para possíveis “críticas” do público em geral? Encarei com muita alegria. Acho que o papel do ator e, nesse caso, também o da novela é, além de entreter e divertir, o de levantar questionamentos e mostrar à sociedade suas diversas faces. A trama da Ivana é excelente por esse motivo e fiquei muito feliz quando soube que faria parte dela. A Glória é uma autora audaciosa, no melhor sentido da palavra, e tem criado a história de uma maneira muito inteligente, de um modo que as pessoas entendam toda a trajetória de quem vive isso na vida real e, de certo modo, de quem se identifica com ela. Pra fazer o personagem, pesquisei muito, vi muitas coisas, séries, filmes e depoimentos. Como todo o papel que faço, acho importante conhecer a atmosfera que ronda o personagem.

Um ator é movido a desafios. Quais os seus maiores desafios. Ainda possui algum tabu que precisa ser quebrado internamente? Com certeza. Se falasse que não tenho nenhum, estaria mentindo, mas, pensando agora, não me vem nenhum à cabeça. Todos nós somos cheios de tabus e medos e eles aparecem quando menos esperamos. O importante é sabermos lidar com eles, com coragem e respeito aos nossos próprios limites.

Um curitibano no Rio de Janeiro. Como foi a adaptação e o que levou de suas raízes para o Rio? Sou de lá, mas meus pais são cariocas. Sempre tive família aqui, avós, tios... Meu pai e minha mãe se casaram e foram construir a vida juntos em Curitiba, mas sempre vinham passar as férias aqui no Rio. Quando vinha, tinha casa pra ficar, já conhecia o clima da cidade e já gostava. Todos da família me ajudaram na adaptação.



Você fez muitos musicais no teatro...que peso a música tem em sua vida? O que curte ouvir? A música é fundamental na minha vida. Desde pequeno que via meus pais ouvirem muita música em casa e, sempre que estamos juntos, cantamos. A música tem um poder muito grande, de agregar, de tocar as pessoas. Eu gosto de muita coisa, de Bach à Radiohead, de Cartola à Tropkillaz, de Gorillaz à Dona Onete (risos). Acho que depende da fase da vida e da ocasião. Ultimamente tenho escutado muito MPB, Chico, Milton, Elis e Caetano.

Quando está de folga o que curte fazer? Que programas fazem sua cabeça? Sou uma pessoa que gosto de estar com outras pessoas. O que mais curto é juntar pessoas que gosto de conversar e ficarmos juntos para dividirmos a mesa, a bebida, a comida, os dramas e as risadas.

Como a vaidade se revela em você? Talvez no fato de gostar de me vestir bem, de ser reconhecido pelo meu trabalho e de, volta e meia, quando passo por um espelho, dar uma olhadinha para ver se o cabelo está no lugar. (risos)

O que te atrai nas mulheres? Gosto de mulheres fortes, que sabem o que são, que tem opinião, que eu possa conversar por horas, com senso de humor e com iniciativa.

Como se vê daqui há 20 anos? Me vejo sendo desafiado ainda mais no meu trabalho. Sendo reconhecido pelo o que eu faço e cercado por aqueles que eu amo. 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

MÚSICA: Ney Matogrosso - Um prêmio para a música brasileira

Nessa quarta, 19 de julho, a 28a edição do Prêmio da Música Brasileira homenageou o cantor Ney Matogrosso. Que com seu talento e carisma conquistou a todos. Em homenagem a esse grande artista vamos rever sua entrevista para a MENSCH em 2015. Foi um belo papo sobre cultura, evolução humana, sinais e claro, música brasileira.

Ney Matogrosso não se define, não se encerra em uma ou outra característica já impressa em um dicionário, nem mesmo o Aurélio. Ney é Ney é vida e movimento incessante, criatividade que pulsa em ritmo acelerado, é performance e metamorfose. É arte, música, som, ar... É Ney Matogrosso. Ao completar 40 anos de carreira, Ney lançou novo show, “Atento aos Sinais”, ganhou Grammy Latino e está em eterna evolução como homem e artista. A MENSCH conversou com esse admirável artista e o resultado você confere aqui nessas páginas. 

Como estar atento aos sinais e entendê-los? Olha, eu considero que se estar atento é não ser uma pessoa que viva no mundo da fantasia nem da ilusão. Estou vivo no mundo da realidade, prestando atenção a tudo que acontece no mundo, o que acontece no nosso país. Prestar atenção a todos os movimentos de todos os lados.


Em seu novo show, “Atento aos Sinais”, você aos 73 anos, parece estar mais elétrico que nunca. À que você atribui essa força toda? Realização do que ama fazer? Sim! Na verdade quem criou tudo isso fui eu. Houve um momento que eu vi que era uma coisa muito pesada, mas aí eu pensei: “ué, mas foi você quem inventou então você vai fazer!”, e faço. Todos os meus shows foram criados por mim, eu inventei e eu faço.

Você foi eleito pela revista Rolling Stone como a terceira maior voz brasileira de todos os tempos...Como se sente e o que acha disso? Nada dessas coisas, desses prêmios, dessas citações, nada disso sobe na minha cabeça. Eu não tenho mais tempo pra isso, sabe? Eu acho que se isso tivesse chegado durante os meus 30 anos, talvez isso tivesse subido de alguma maneira. Fico feliz com o reconhecimento, mas isso não me vira à cabeça, nem quero ter a ilusão de nada.

Final do ano passado você recebeu o prêmio pelo conjunto da obra do Grammy Latino e em seu discurso falou que jamais pensou que isso pudesse acontecer. Por que não? O que esse prêmio significou para você? É um reconhecimento ao meu trabalho, que me deixa feliz, mas que também não muda nada na minha vida. Quando eu disse que não imaginava isso, é porque não imaginava que eles estivessem prestando atenção porque a coisa é lá. Então, eu nunca imaginei que eles estivessem prestando atenção no que eu estivesse fazendo aqui no Brasil, tão longe daquilo e tão sem contato com eles. Houve uma época, quando eu fui indicado outra vezes, por discos, em que eles tentaram que eu me envolvesse, que eu fosse uma das pessoas que votasse, porque eles têm artistas da América Latina toda, mas eu nunca quis me envolver com isso. Então eu achava também por essa razão que pelo fato de não ter me envolvido quando eles tentaram se aproximar de mim que eles não iam me buscar de novo. E fiquei surpreso, realmente.

Ao longo de 40 anos da carreira algum arrependimento? Não tenho nenhum arrependimento de nada. Eu fui pelo caminho mais difícil, porque eu não me submeti às gravadoras quando elas eram poderosas, opinavam e decidiam. Eu nunca permiti isso. Para não permitir isso eu passei por 6, porque quando elas chegavam querendo impor eu dizia: "Não, tô saindo!". Eu faria de novo, da mesma maneira, porque eu precisava da minha independência artística, e eu tenho essa independência artística. Eu estaria fazendo o que muita gente faz, isso nunca me interessou. Se eu ainda mantenho interesse 41 anos depois é porque eu faço alguma coisa original. 


E quais as glórias são mais lembradas (além desse Grammy)? Uma glória é ter atravessado 41 anos com uma carreira estável, num país considerado de memória muito descartável e que se esquece rapidamente das pessoas e eu tenho atravessado, estou aqui 41 anos depois ainda reconhecido, trabalhando. No começo eu era um hippie, eu era contra o sistema e eu não queria ser aplaudido. Quando as pessoas me aplaudiam eu me fechava todo, porque eu não estava ali para ser aplaudido, eu estava ali para desacatar as autoridades. Então quando as pessoas batiam palmas pra mim eu me fechava todo, eu não aceitava, eu não recebia. E hoje em dia eu entendo isso de outra maneira, eu entendo que é uma retribuição ao que estou fazendo e me abro totalmente, para receber os aplausos.

O que há em Ney Matogrosso hoje do Ney dos tempos do “Secos e Molhados”? Ainda sou idealista! Ainda tenho um grande impulso para realizar meu trabalho, ainda acredito nos mesmos princípios, eu não me desviei deles.

Qual sua maior fonte de inspiração? Não é que seja a maior fonte de inspiração, mas eu necessito de um contato regular com a natureza. Necessito, porque isso me fortalece, qualquer natureza!

O que a música brasileira tem de melhor atualmente? Como você a vê? Eu ouço falar que há uma crise de criação e eu não concordo. Não há uma crise de criação, há uma dificuldade da criação chegar ao gosto popular. Porque agora é muito mais difícil você tocar em rádio, porque agora depende de pagar. Antigamente não, você gravava um disco, você ia a todas as estações de rádios do Brasil por onde você viajasse para fazer seu show em cada estado, em cada cidade para falar do seu trabalho. Hoje em dia isso acabou todo mundo sabe que você precisa pagar para tocar. Esse é o grande obstáculo porque ficou mais fácil de gravar, a divulgação e a distribuição é que ficaram complicadas. O que ocupou lugar foi a música de menor qualidade, esses modismos cada vez vão descendo o mais o nível é muito estranho.


Ideologia, a gente precisa sempre ter uma pra viver? Sim. A gente tem que acreditar em alguma coisa, mesmo que seja no que não está aí. Que é possível  outro mundo, uma outra coisa, porque nós vivemos numa "democracia", mas a loucura está em um grau muito grande. É uma democracia camuflada e cada dia você tem notícia das atitudes do Governo que te deixam mais cabreiro, pra onde vamos?

Quais suas crenças religiosas e como mantém mente e corpo são? Eu não tenho nenhuma religião formal. Eu creio em muitas coisas que a maioria das pessoal talvez nem acredite. Eu acredito em vida em outros planetas, porque eu não posso acreditar que nós sejamos o ápice da criação. Se nós somos o ápice da criação, quem criou, errou! Eu acho que existem pessoas mais evoluídas que nós nesses universos e até mais atrasadas que nós também. Acredito que chegaremos ao momento em que teremos essa consciência, infelizmente eu penso que isso acontecerá na hora do grande cataclismo e abrir-se-á essa consciência para nós.

terça-feira, 18 de julho de 2017

AVENTURA: Aprendendo kung fu na Tailândia


Antes de janeiro, minha única experiência com artes marciais tinha sido boxe na adolescência. Uma tentativa, na época, de tentar a sorte em algum esporte que não envolvesse uma bola e me ajudasse a perder alguns quilos. Já a minha esposa, Anaisa, tinha alguns anos de balé e um curso básico de Yôga. Foi assim que chegamos a um retiro de Kung Fu de um mês nas montanhas do Norte da Tailândia. Nossa intenção era fazer um detox, colocar nossos corpos para trabalhar e deixar nossas mentes descansar. 

Chegamos a cidade de Pai em um teco-teco de 10 passageiros vindos de Chiang Mai. Apesar do Kung Fu Shaolin ter suas origens nos templos da China, mestre Iain Armstrong escolheu Pai para montar uma filial do clube do Kung Fu Nam Yang, que tem sede em Cingapura. Pai fica no final da cadeia dos Himalaias e por isso recebe o ar puro vindo das montanhas, que é a base da energia do Kung Fu. A proposta do retiro é receber alunos de todos os níveis que queiram passar por um treinamento intensivo de Kung Fu e conhecer a filosofia de vida que sustenta tal arte marcial. Diferente de outras artes marciais que tem suas regras adaptadas ao esporte, o Kung Fu no formato tradicional é usado somente como último recurso. 

Logo pela manhã nosso dia começava com o Chi Kung, uma técnica chinesa milenar para recarregar o corpo com a energia universal conhecida como Chi. Misto de alongamento com meditação, o Chi Kung era feito diariamente ao nascer do sol, com uma vista espetacular das montanhas. Na sequência, treinávamos as rotinas do Shuang Yang, semelhante ao Tai Chi Chuan, que tem o objetivo de ajudar os alunos a incorporar os movimentos básicos do Kung Fu de forma relaxada e em flow. No intervalo da manhã tomávamos chá com o mestre e entrávamos a fundo na filosofia do Kung Fu. À tarde o treino ia se intensificando para técnicas de combate com armas e treinos físicos acompanhados de muito alongamento. Nas refeições, comíamos uma dieta balanceada de alimentos orgânicos com ervas medicinais chinesas. 

Como um bom amador, cheguei ansioso para aprender a chutar, já que achava que nos chutes e socos eu já conseguia me virar com a minha base do boxe. Logo descobri que antes de chegar nos chutes eu teria que reaprender a andar, respirar e, principalmente, relaxar. Os anos de musculação e tensão no trabalho tinham me deixado com os ombros duros, e no Kung Fu a flexibilidade e relaxamento total da musculatura são essenciais para se defender e atacar com rapidez e força. A primeira e grande lição que tivemos sobre Kung Fu é que sem relaxar não conseguimos lutar. No ocidente temos a crença de que estarmos sempre super ocupados faz parte da rotina de trabalho e o estresse pode ser aliviado em nossos horários livres. Na realidade, assim como no Kung Fu, o estresse bloqueia nossa capacidade de atacar nossos problemas com rapidez e criatividade. Acho que ouvi a palavra “relax” centenas de vezes dos instrutores sempre que eu me atrapalhava em alguma rotina. 

Outro desafio foi entrar no flow do Kung Fu. Diferente da minha experiência com boxe e da forma como apreendemos no ocidente, não existe uma receita precisa a ser seguida de como se defender ou atacar no Kung Fu. O lutador eficiente entra na luta com a mente aberta e consegue responder aos golpes usando a força do oponente contra ele próprio. No Kung Fu, a força dos músculos não é importante e pode atrapalhar a flexibilidade de ligamentos e tendões usados de forma rápida e precisa para iniciar sequências de golpes que dependem exclusivamente de como se movimenta o adversário. O lutador que planeja sua sequência de golpes não consegue se defender com rapidez e eficiência. Toda a filosofia do Kung Fu deriva dos princípios do Tao de que não conseguimos controlar o ambiente e temos que nos adaptar à ordem natural das coisas, reagindo aos desafios que encontramos no caminho. O objetivo é entender o flow e usá-lo a nosso favor. 


Após a primeira semana de dores musculares, fomos nos adaptando ao treino e evoluindo com uma rapidez impressionante. Ajuda muito a filosofia do Kung Fu de não competição entre membros do clube. A ideia é que cada aluno se concentre em ser melhor hoje do que era ontem, canalizando a competição para um processo de evolução própria, respeitando o tempo de cada um. No Kung Fu não há faixa preta e objetivo final a ser alcançado. O que se espera do aluno é que ele comece e não desista. A evolução virá ao longo de toda a vida. Desde de criança aprendemos a competir com os outros e o resultado muitas vezes é frustrante. Queremos ser melhores que nossos colegas e um dia tão bons quanto o mestre. No Kung Fu aprendemos a desenvolver nosso próprio estilo, melhorando a cada dia. 

Partimos de Pai após um mês de Kung Fu com alguns quilos a menos e nos sentindo renovados pelos treinos e lições de vida. Decidimos tornar o Kung Fu parte da nossa rotina e incorporar o que aprendemos além da arte marcial. Mesmo com tantos países na lista de destinos a visitar, o plano é voltar para a Tailândia no ano que vem, quem sabe da próxima vez mais relaxado.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

ESTILO: Tudo o que você gostaria de saber sobre terno

O terno está para o homem assim como o vestido de gala está para a mulher. Uma gravata faz um homem se sentir tão poderoso quanto uma mulher em salto 15. Não importa se é gordo, magro, alto ou baixo, um terno imprime elegância, status, masculinidade e atrai os olhares femininos. Mas para fazer bonito mesmo dentro de um terno há várias considerações a serem feitas para que a peça caia como uma luva para o homem que usar. Por mais que se fale sobre o assunto sempre existem dúvidas, e pensando nisso a MENSCH resolveu fazer esse guia completo sobre ternos. Para isso fomos atrás de solucionar as dúvidas mais comuns dos homens. 


OS MAIORES ERROS NA HORA DE USAR UM TERNO
Começando pelos erros... O maior e mais notável erro é no tecido e no tamanho. A dica é a lã, desde que a trama do frio seja adequada ao clima do lugar. Quanto as medida, o caimento tem de ser perfeito, por isso tem de estar atento na altura do punho, bainha, encaixe de colarinho e de ombros. A meia é outro item que não deve ser esquecido. É preciso lembrar que ela deve ser uma extensão da calça ou da camisa e não deve contrastar com a cor da calça. Seguindo estas regras você estará sempre bem vestido independente da label que esta usando.

NA HORA DA COMPRA
São três itens que devem pesar na hora da compra: o corte, sempre pensando no caimento; a composição do tecido, e aí vale a dica de que quanto mais sintético for o tecido, menor qualidade, conforto, durabilidade e impacto visual e claro, o acabamento. A diferença de acabamento fica por conta do forro na parte interna frontal das pernas, esse detalhe proporciona conforto e proteção. Quanto ao acabamento é fundamental observarmos detalhes visíveis que fazem a diferença no decorrer do uso. Forro na parte interna, frontal das pernas, proporciona conforto ao caminhar e protege a pele da fricção direta com o tecido.

Combinações que dão certo
- Eventos sóbrios pedem cores discretas, eventos informais, cores mais alegres;
- Modelo de corte slin sem gravata se torna chic e despojado.
- Terno com uma malha básica de manga curta ou até mesmo longa e um mocassim.

Combinações que são um desastre
- Cores fortes em todas as peças
- Diferenças nos fios
- Evento formal com proposta de look casual
- Modelo apertado que marca a barriga ou comprometa o caimento e o movimento dos braços;
- Modelo para um tamanho diferente de quem tá vestindo


A GRAVATA
Na hora de escolher a gravata fique atento à harmonia do conjunto e a sua própria personalidade, não use gravatas divertidas se esse não for seu estilo. A gravata pode combinar com a camisa, se o look for mais clássico e com o terno se a ideia for se sentir mais seguro e não chamar atenção. Os mais descolados podem fazer sobreposições e contrastes de cores. No verão e quanto mais informal for a ocasião. A melhor a pedida sem gravata é um modelo de corte slim, se torna chic e despojado. Já em ocasiões onde a mesma não é exigida, viagens, passeios, festas... Podemos usar um terno com uma malha básica de manga curta ou até mesmo longa e um mocassim. Em casos de trabalho o mesmo define a necessidade.





OS BOTÕES

Se você tem dúvidas quanto ao número "certo" de botões de um terno a dica é simples, quem dita a quantidade é a moda da época. Atualmente a pedida é o terno de dois botões.

Um botão fica mais moderno, porém tem prazo de validade e pode não cair bem para os mais gordinhos; três botões são para um visual mais clássico e quatro em modelo transpassado, fica muito bem porém extremamente clássico, neste caso tem a opção de um corte slin propondo um visual clássico renovado.

O MODELO QUE SE DEVE TER NO ARMÁRIO
A tendência atual nos apresenta ternos de dois botões com o paletó mais curto que os habituais e lapelas mais finas. As calças estão sem pregas, mais justas e a bainha mais curta. O resultado é uma silhueta mais slim, tornando o homem mais alto e magro consequentemente mais elegante. Para os mais práticos e objetivos, um cinza médio ou grafite de lã em 2 botões já é uma boa garantia de sucesso.




TERNO DE TRABALHO
A dica básica para quem precisa usar terno no trabalho é: escolha sempre algo que combine com sua personalidade, com o posto ocupado na empresa e como são as regras da empresa que você trabalha. Respeitar o que exige o traje da profissão é essencial e vai garantir o emprego. Algo que é fundamental em qualquer caso é saber as medidas corretas. Sem isso, não há combinação de cores certa que sustente um look adequado. Além disso é estar adequado ao tipo de profissão e ao que ela exige, arriscar em cores, cortes ou tendências ultra modernas, por exemplo, cabe apenas aos profissionais da moda ou do "red carpet". A informação esta aí para todos, temos muitas opções, muitas revistas com editoriais que ensinam as combinações melhores para cada um e cada ocasião. Mas basicamente a coordenação de cores e padrões, além da medida adequada para o seu biotipo, pois são detalhes que conferem bom gosto, sofisticação, informação e elegância. Fica a dica: Escolha sempre algo que combine com sua personalidade, com o posto ocupado na empresa e como são as regras da empresa que você trabalha.

O "PRETINHO BÁSICO" MASCULINO
O terno preto, mesmo parecendo básico, também tem suas peculiaridades. Por ser básico pode ser usado em qualquer estação, contudo deve-se levar em consideração o tipo de tecido. No Brasil, por exemplo, não faz sentido ternos com a tradicional lã européia, que apesar do caimento perfeito, não se adéqua ao clima dos trópicos.

Para os latinos o ideia é a lã fresca, e a gabardine,chiques e funcionais. Falando em lapelas No terno preto,  são detalhes que ajudam a mudar o estilo facilmente. As lapelas pontudas sugerem ao mesmo tempo nobreza e modernidade já as médias são aceitas em todo lugar e as estreitas melhor evitar pois farão parecer que  você está usando um smoking antiquado. Quanto a camisa, o par perfeito ainda é a de cor branca, mas você pode variar com outras cores desde que sejam suaves.

Bem, basicamente o que podemos dizer é que para não ter erro, a dica é adequar o seu estilo e biotipo ao que a moda do clássico pede. Com essas dicas e sugestões não tem erro. E caso tenha, é só nos escrever: revistamensch@gmail.com.br

sábado, 15 de julho de 2017

ESTRELA: Larissa Maciel está de volta em uma bela aventura


Nem o gênio forte da inesquecível Maysa (Globo) e nem a independência da Miriã, de “Os Dez Mandamentos”, a bela atriz Larissa Maciel, que interpretou ambas as personagens, sabe bem que o equilíbrio entre os dois lados é a receita ideal para, digamos chegar ao sucesso em uma relação. Agora a atriz se prepara para outro papel marcante em sua carreira, a Lucy, em “Belaventura” (Record), que estreia esse mês. A cada novo personagem Larissa se transforma e nos envolve de uma forma que fica difícil não se encantar por ela. Larissa abdica de qualquer vaidade para se jogar de corpo e alma ao personagem. Talvez venha daí o seu sucesso com tantas personagens marcantes. Confira o que nossa querida estrela nos confidenciou...

Larissa, mesmo depois de tantos outros papéis, muita gente ainda te reconhece como Maysa? Isso de alguma forma te incomoda? Atualmente sou muito mais reconhecida pela Miriã de Os Dez Mandamentos, novela que foi um sucesso enorme tanto no Brasil como fora dele. Mas às vezes alguém vem falar sobre Maysa, mesmo depois de 8 anos. Isso me deixa muito feliz! Foi um trabalho intenso, me dediquei integralmente a ele durante praticamente um ano. E o resultado foi uma minissérie linda, impecável. Se ninguém mais lembrasse me sentiria frustrada...

Não tem como conversar com você sem citar esse trabalho tão marcante. Depois de tanto tempo como você guarda esse trabalho? O que ele representou? Foi minha estreia em rede nacional, já como protagonista. Uma personagem maravilhosa que exigiu de mim tudo que eu poderia sonhar! Cada cena foi um desafio, construir a Maysa sendo eu tão diferente dela era uma enorme responsabilidade. Eu tenho o maior amor do mundo por esse trabalho! Representou uma mudança radical na minha vida, e me colocou no lugar que eu sonhava estar como atriz.

Como foi para você dar vida a Miriã, na novela “Os Dez Mandamentos”? E como lidou com o sucesso da novela? Foi muito bom! A história da personagem era muito interessante, interpretei a Miriã de jovem até ficar bem velhinha. Uma curva dramática de personagem maravilhosa. No início uma mulher forte, diferente das demais mulheres da época, idealista, independente, que não queria casar. Depois uma mulher sofrida, castigada, cansada de ver tanto sofrimento diariamente, mas ao mesmo tempo com uma fé enorme em Deus e em seus desígnios. Mais além, se torna amargurada, percebe que é muito solitária, que nunca teve um amor, chega ao ponto de duvidar de Deus e recebe lepra como castigo. Essa sequência, inclusive, foi muito desafiadora. Até ela se reconciliar com Deus, com sua família, e finalmente viver um grande amor, morrendo bem velhinha ao lado dele. Foi lindo! Fiquei muito feliz com o sucesso da novela, pois foi um trabalho de extrema entrega, e todo o sucesso que tivemos no Brasil e fora dele é a melhor recompensa.

A novela é exibida em outros países e na Argentina é um grande sucesso. Qual a sua relação com o país? Tem interesse em realizar algum trabalho internacional? Eu amo a Argentina. Já foi meu destino de viagem diversas vezes. E como sou gaúcha, há uma proximidade cultural grande com os argentinos. Em Porto Alegre sempre houve troca com o cinema de lá. Muitos filmes eram exibidos na Casa de Cultura Mario Quintana, e era meu programa certo. Os roteiros sempre me agradaram em cheio. Tenho muita vontade de fazer um filme argentino pois admiro de verdade o cinema que eles fazem lá.

Agora você está voltando em Belaventura com a personagem Lucy. O que ela tem de diferente das outras personagens? Como está sendo para você dar vida a ela? A Lucy tem uma aura de mistério que é o seu diferencial. Não se sabe muito sobre ela, e ao longo da trama sua história vai sendo revelada. A força motriz dela é o amor que sente pela filha, o que provocou em mim uma identificação imediata.  Acredito muito na relação de mãe e filha, e gosto do desafio de interpretar ser mãe de uma jovem mulher, quando na vida real tenho uma filha de apenas três anos. Fico pensando como será quando a Milena tiver essa idade, na mãe que eu serei. Construo uma relação com ela de confiança desde a barriga, e espero que quando ela crescer continue confiando em mim tanto quanto agora. Sei que chegaremos no momento em que ela me questionará bastante, e espero que sempre tenhamos o canal do diálogo aberto.

Depois de fazer tantas novelas de muito sucesso, o que espera de Belaventura? Que seja mais um sucesso, (risos)! Espero que encante as pessoas, que leve um pouco de sonho, e que faça as pessoas refletirem também. Que emocione e faça rir. Que a hora de assistir a novela seja um momento do dia aguardado com ansiedade, e que quando o capitulo terminar todos queiram que chegue logo o dia seguinte para saber o que vai acontecer na história. Será que é querer muito?



O grande público talvez não saiba, mas você tem uma carreira ainda maior fora da telinha com filmes e peças de teatro. Como avalia isso? Foi uma condução sua ou foi surgindo? Comecei como atriz de teatro, minha formação acadêmica é de Atriz. E como toda atriz bem jovem e de teatro, por um período eu neguei a televisão. Julgava uma arte menor, (risos). Depois, fui me encantando com essa outra forma de atuar, com as novas possibilidades que se apresentavam, e eu me apaixonei. Antes de ir para a TV Globo eu comecei fazendo TV na RBS TV, no Rio Grande do Sul. Hoje em dia eu realmente amo fazer novela. Gosto da possibilidade de viver a personagem por um longo período, de experimentar a personagem em situações diferentes, ser surpreendida com o que vai acontecer com ela ao longo da trama. Cada bloco de capítulos que chega, sinto uma curiosidade louca para saber o que vai acontecer. Adoro!

Onde se sente mais confortável e desafiada, no cinema, teatro ou TV? Olha, eu tenho a sorte de ser escolhida para interpretar personagens muito boas. Que sempre me desafiam. Isso já aconteceu no teatro e na televisão. Em ambos existem momentos que me sinto muito confortável também. No cinema ainda não aconteceu. Não tive a oportunidade de fazer uma personagem realmente desafiadora. Quero muito que a oportunidade apareça.

A TV é imprescindível para o ator? E como você avalia as produções hoje em dia? Sente alguma mudança por conta da TV fechada? Não é imprescindível, de forma alguma. Tantos atores no mundo vivem sem fazer TV. Mas é o veículo que permite maior visibilidade e maior estabilidade ao ator. Pelo menos era assim. Agora as coisas estão mudando tanto e tão rápido, que acredito que a forma como entendemos a TV está com os dias contados. As produções estão cada vez melhores, dá pra competir com muito do que se vê de outros países. A forma de assistir TV já mudou muito, e vai mudar ainda mais. Não só pela TV fechada, mas pela possibilidade de você escolher o que quer ver, na hora que quer ver, onde quer ver, seja no celular, no tablet ou na TV.  Penso que a demanda por produções diferentes vai aumentar cada vez mais, pois ninguém mais vai ser obrigado a ver algo que não queira, só porque está na grade da emissora X. Mas ainda é tudo muito novo, estamos apenas no começo dessa mudança.


O que Larissa expectadora gosta de assistir quando está de folga? O que te atrai na TV e fora dela? Atualmente estou muito viciada em séries. Como estou fazendo Belaventura, uma novela medieval, tenho visto muitas séries que se passam nesse período ou próximo a ele. Assisto muito desenho animado também por causa da Milena. Ela não vê muita TV, apenas um pouco depois da janta antes de dormir. E fico impressionada com a qualidade dos desenhos de hoje. E como mudou perto do que assistíamos quando éramos crianças... Não vemos um personagem tentando sabotar o outro, tentando ganhar do outro, como antigamente. Os desenhos de hoje são cooperativos, os personagens se ajudam para resolver conflitos e encontrar soluções para problemas. Além dos que abordam conceitos de matemática, física, biologia, de uma forma que encanta e fascina crianças de 1, 2, 3 anos! E são lindos!!! Fora da TV, amo ir ao teatro e a shows, mas desde que a Milena nasceu reduzi muito a quantidade em relação ao que costumava assistir antes de ser mãe. Troco tudo pra ficar com ela! Acompanhá-la de perto, estar presente o máximo possível é muito importante pra mim.

Você vê a TV hoje em dia mais como um meio de entretenimento ou informação também? As duas coisas, até porque muitas vezes andam juntas. Mas cada vez procuro mais a informação em outros meios. A internet oferece muitos pontos de vista diferentes. Procuro checar bem a fonte, pois ao mesmo tempo tem muita informação equivocada ou imprecisa.

É mais difícil fazer arte na TV do que algo meramente comercial do teatro? Pra mim muito mais difícil fazer algo meramente comercial no teatro. 

Como você avalia o cinema brasileiro hoje em dia? Quem está se destacando e o que chamou sua atenção? Estamos num movimento muito interessante. Com obras que tem atraído um público surpreendente, e uma diversidade temática maior que em outras épocas. Espero que cada vez mais as pessoas optem pelos filmes nacionais. Eu amo o trabalho que o Caio Soh vem fazendo. Sou muito fã do artista que ele é. 

Você tem um perfil mais clássico e delicado. As personagens te permitem ousar e fazer loucuras que Larissa não faria? (risos), sim tenho o perfil mais clássico e delicado, mas essa é só uma faceta. A que eu prefiro mostrar publicamente com certeza! Mas felizmente já vivi uma bela dose de loucura na minha vida. Quanto às personagens, dar vida a outras pessoas me permite experimentar muita coisa que eu não faria. Coisas boas, e coisas ruins. Essa é uma das delícias da profissão.  

Falando em vaidade, qual a maior vaidade para o ator (que pode resultar em coisa boa e que pode arruinar uma carreira)? Não sei exatamente qual a maior vaidade...Penso que a vaidade não pode cristalizar o artista. Quando o ator não se permite ousar pois tem "uma imagem", fica estagnado, e acaba se repetindo. A minha maior vaidade acho que é justamente abrir mão da vaidade para as personagens. Ou seja, não me importo em ter que engordar (Maysa), raspar o cabelo (Sati), aparecer envelhecida com maquiagem que simulava rugas e cabelos brancos (Miriã). 

Como encara a chegada ao 40 anos?  Com grandes expectativas! A chegada aos trinta foi uma mudança tão grande na minha vida. Deixou a expectativa para os quarenta grande, (risos). O amadurecimento só me fez bem. Hoje tenho uma tranquilidade para enfrentar os acontecimentos do dia a dia que não tinha antes. Sinto que minha perspectiva, minhas prioridades mudaram. Hoje acredito que sei melhor colocar as coisas numa escala de importância, evitando desperdiçar minha energia e o meu tempo com o que é supérfluo. Quando penso na mulher que eu queria ser, vejo que estou no caminho certo. Tenho muito a aprender ainda, muito a aperfeiçoar, mas já não tenho tanta ansiedade. E estar chegando aos 40 dessa forma, me deixa feliz. Falando da parte física, hoje tenho mais consciência sobre a forma que me alimento, dando preferência a consumir tudo orgânico na minha casa, e que exercício físico é responsabilidade diária. Com 20, me exercitava muito pouco, era uma obrigação, um sacrifício. Com 30 comecei a ter uma rotina mais estruturada de exercício, e agora chegando aos 40 faz parte do meu dia a dia e tenho prazer em me exercitar. 

Essa Larissa mais clássica e refinada condiz com o que realmente existe? Como você se vê e consegue ser você mesma em que momentos? Condiz comigo mesmo. Mas é claro que tenho muitas outras facetas. Meus amigos brincam que sou elegante até comendo bergamota (mexerica) sentada no chão, (risos). Entretanto isso não é um objetivo pra mim, ser sempre elegante. Só não sou eu mesma quando estou atuando.

Qual é a sua ligação com a moda e como cuida da saúde da mente e do corpo? Sempre gostei de moda, e acho que tenho um estilo bem definido. Sou clássica e feminina. Gosto de peças românticas. Me cuido bastante, faço acompanhamento com uma endocrinologista para ir prevenindo os sinais do tempo. Com minha dermatologista, Dra. Aline Vieira também fazemos assim, um trabalho de prevenção, identificando as áreas que merecem mais atenção. Cuido muito do meu rosto, pois tenho a pele muito branquinha e tenho tendência a flacidez. Também vou na Dra. Jaqueline Silveira que trabalha com Odontologia Sistêmica, e cuida do corpo todo pelo alinhamento dos dentes. Quanto a mente, não faço nada específico, mas procuro ser positiva, priorizando os bons pensamentos, e a gratidão. 

Se sente realizada ou realizando? Realizando. 

O que te diverte e te provoca? Me diverte estar em família, com meus amigos, comendo bem, bebendo bem e ouvindo boa música. Meu trabalho me diverte também. Me provocam os desafios do dia a dia, da maternidade, conseguir dar conta de tudo que tenho preciso diariamente. Me sinto provocada a dar meu melhor todos os dias. E quando o dia acaba, durmo quase sempre feliz por ter conseguido. Me sinto uma super mulher! 


quinta-feira, 13 de julho de 2017

EDITORIAL: Total Black - O preto alonga a silhueta trazendo inspiração e muito estilo para o inverno

Com sofisticação e sem medo de errar, o preto alonga a silhueta trazendo inspiração e muito estilo para o inverno. O look total black não tem moda e está sempre em alta. Para esse editorial fizemos uma seleção de peças com corte mais sofisticado, texturas e tecidos mais modernos. Ideal para um programa à noite, o “pretinho básico” é um coringa em qualquer guarda-roupa.











Assista o making of:




Fotos Marcelo Auge e Anderson Spinosa
Realização Ju Hirschmann (BF Visual Content) 
Edição de moda Celso Ieiri
Beleza Gil Darf
Assistente geral Paula Regina
Agradecimento especial 
Galeria Aecio Sarti e Daniel Sarti 
Modelos Dante Tozetto, 
Romulo Souza (Ford Models) e Francielly Costa

A Lot Off Brasil (11) 3068-8891 / Camila Klein (11) 3884-4503 / Minha Avó Tinha (11) 3865-1759 / Forum (11) 3085-6269 / Osklen (11) 3083-7977 / Ellus (11) 3032-9581 / Tropical Wear (11) 99010-3109 / Fruit de La Passion (11) 3064-3334 / Amaro www.amaro.com / Calvin Klein (11) 3062-4191 / Dudalina (11) 2308-0595 / Ricardo Almeida (11) 3887-4114 / Damyller 0800 484 700 / Ratier 3068-0627 / Vila Romana (11) 3288-8088 / Chilli Beans (11) 3063-5575 / Morfema Zero (11) 98338-4599 / The Craft (11) 3021-2657 / Guess (11) 3198- 9346 / Noir Le Lis (11) 3061-5658 / Democrata 0800 341 500 / Mormai (47) 3247-3000 / Vibe (11) 2589-4926 / Seu Zé contato@seuzeformem.com.br / Quicksilver (11) 3816-1259 / Das Haus (11) 3081-7911