sábado, 30 de setembro de 2017

ESTRELA: O tempo passa e Cláudia Ohana continua linda

Em entrevista à MENSCH, Cláudia Ohana, abriu o jogo sobre sua trajetória de vida pessoal e profissional, revelando mais sobre sua história e posicionamentos sobre temas polêmicos. Talentosa por natureza, nos revelou que quando criança era meiga e medrosa, que é tímida, porém disfarça bem. Relatou que às vezes, se fecha demais em seu mundo, “não sei se essa última é uma falha, mas tem gente que reclama (risos).” Se considera uma pessoa feliz, segundo a atriz ela é “daquelas que gosta de rir mesmo quando está deprê.” Afirma ter orgulho de ser uma pessoa honesta, trabalhadora, esforçada, independente, que adora desafios. Para encanta-la três atitudes são fundamentais: “verdade no olhar, a generosidade e o bom humor.”

Com mais de 30 anos de carreira, 20 filmes, 16 novelas, 9 peças de teatro, músicas gravadas, atualmente prepara-se para escrever seu primeiro curta como diretora chamado “Um Dia Vermelho na Vida de Uma Dama de Alma Vermelha”, que irá inscrever em vários festivais pelo Brasil e mundo a fora. Transitando com fluidez pelo universo das artes transformou-se em uma mulher multimidiática, dona de uma beleza brasileiríssima, de personalidade forte e determinada, ela segue se reinventando a cada novo projeto, a cada nova atitude, imprimindo em suas produções uma assinatura autoral. 

Recentemente você postou em suas redes sociais uma imagem desejando bom dia de lingerie que “quebrou” a internet, os comentários positivos a sua sensualidade se multiplicaram rapidamente, a que atribui a repercussão da imagem? Aos 54 anos, como faz para se manter tão sexy? Acho que o fato de me sentir bem comigo mesma sempre ajudou. Agora, ser sexy, ao meu ver, independe da idade. Ninguém aprende a ser sexy. É algo que está dentro de cada um. Ou você é, ou não é.



Por que suas atitudes estão dando tanta repercussão nas redes sociais e como se relaciona com o público neste novo ambiente? As redes sociais viraram um grande reality show. As pessoas, pelo menos a grande maioria, têm interesse em saber o que as outras fazem. Isso é fato! É quase um voyeurismo em relação ao que é privado ou íntimo. Agora, a decisão do que será mostrado, o limite, cabe a cada um. É uma ferramenta poderosa onde devemos saber que estamos sendo monitorados e vigiados o tempo todo. Quem decide ter, não pode reclamar. Tudo é uma questão de conteúdo. Eu, por exemplo, adoro Instagram! Acho as outras mídias meio chatas... Não sei se tenho tanta repercussão assim, mas meus posts costumam ser bem recebidos por aqueles que me seguem. Adoro fotos e gosto de me comunicar com o público através de imagens que mostrem um pouco da minha rotina profissional e pessoal. É como se fosse uma revista sobre lifestyle onde eu sou a editora e decido tudo o que vai ser publicado. Acho que, por isso, me sinto super à vontade. Adoro!

Qual sua percepção sobre as mudanças no mercado das artes cênicas atualmente no Brasil e no mundo após a internet? Nossa, mudou muito! Na realidade, acho que ainda estou me adaptando a esse “novo mercado”.  Muitos não precisam mais da TV para serem vistos por milhões de pessoas. A internet proporciona isso. Se alguém quer mostrar seu trabalho, basta criar um canal no Youtube, por exemplo. E isso é muito bom! Abre portas e permite que muitos talentos escondidos sejam revelados.

No filme Zoom, de 2016, você contracena com Mariana Ximenes, as cenas de sexo mexeram com o imaginário masculino e fez a internet ferver, como avalia a repercussão das cenas? Foi lindo fazer o filme. A Mari é muito parceira e profissional. Não tenho problema com cena de nudez e sabia que o Pedro Morelli, diretor, tem muito bom gosto. Apesar disso, como foi a primeira vez que eu fazia cena de sexo com uma mulher, fiquei um pouco sem graça. Não por ser como uma mulher, mas por não saber o que fazer mesmo. Mas, como eu disse, o Pedro, além do bom gosto, é um excelente diretor e conduziu a cena de forma brilhante.


Como você se define? Como eu me defino, é uma pergunta difícil porque estamos sempre mudando e em constante transformação. Normalmente, as pessoas me veem como uma mulher calma, "natureba", que faz yoga e não se depila. O que não é verdade! Sou ansiosa, como carne e já me depilo há muito tempo. Como sou difícil de brigar, muitos me acham calma. Mas, por dentro, sou um vulcão. Talvez, por isso, me escalem para tantos personagens fortes, apesar de me verem como uma pessoa mais delicada. Independente de tantos adjetivos que possam definir a minha personalidade, a minha essência é e sempre será de paz e amor.

Quando e como Maria Claudia Silva Carneiro, filha da montadora de cinema Nazareth Ohana Silva, se transformou em Claudia Ohana? Engraçado que minha irmã sempre brinca comigo dizendo que eu tenho as duas dentro de mim; a Maria Claudia e a Claudia Ohana. Eu fui Maria Claudia até os 15 anos e, depois que minha mãe morreu, tive que ir à luta, trabalhar e cuidar de mim. Foi quando virei a Claudia Ohana!

Como a vivência no ambiente das artes cênicas influenciou nesta transformação? Claro que o meio em que vivemos pode influenciar nas nossas escolhas, mas acho que a gente já nasce artista. Quando eu era pequena, mesmo antes de morar com minha mãe, eu já me fantasiava, fazia concurso de dublagem, contava e dançava. Isso nasceu comigo. Com 12 anos já me chamavam para fazer fotos e vídeos, mas foi através do inspetor da minha escola (Carlos Wilson, o Daminhão) que fui parar no Tablado. 


Sempre demonstrando personalidade forte, sem medo de se expor e das consequentes polemicas, casou aos 18 anos com o diretor Ruy Guerra, na época com 54 anos fale um pouco desse encontro. Foi o encontro entre duas pessoas, independente da diferença de idade, que gostavam das mesmas coisas. O Ruy sempre foi muito jovem e eu era bem madura para minha idade. Já me sustentava desde os 15 anos.

Em sua trajetória pessoal e profissional você sempre se posiciona firmemente a respeito dos mais variados assuntos, na sua opinião, o Brasil está preparado para descriminalização das drogas? Acho a proibição uma violação do direito à individualidade quando falamos do respeito à intimidade ou da vida particular. Sinto-me um pouco dividida nessa questão. A descriminalização pode ser vista como uma concorrência ao tráfico que será diminuído e, consequentemente, toda essa violência em torno dele. Isso, ao meu ver, é um ponto positivo. Sem contar, no caso da maconha, os inúmeros benefícios medicinais a serem explorados. É difícil falar de descriminalização das drogas no Brasil quando estamos muito aquém de países como EUA, Canadá e Holanda, nações desenvolvidas e que sabem lidar muito bem com essa questão. No caso do Brasil, será que conseguiríamos? Seria preciso uma legislação mais rígida, onde o estado tivesse o total controle do plantio, produção e venda, de um sistema de saúde que dessa assistência integral aos usuários, etc. Não sei se nosso país, que já tem enormes problemas com a falta educação, saúde e saneamento básico, conseguiria lidar, de forma madura e justa, com tudo o que esse processo envolve.

Quando estreou profissionalmente e qual produção foi a oportunidade de trabalho que você considera como start da sua carreira? Aos 15 anos, na época, eu já conhecia muita gente de cinema e fazia a lista de todos os filmes que estavam para ser rodados. Depois disso, telefonava para os produtores, diretores e pedia para fazer um teste. Fiz figuração e muitos curtas-metragens até ter a minha primeira grande oportunidade com o longa "A Pele do Bixo", de Pedro Camargo. Apesar disso, o filme que me lançou de verdade foi "Menino do Rio".



Em 1983 você protagonizou ERENDIRA, filme com indicações em várias premiações. Entre elas, a Palma de Ouro em Cannes. É correto afirmar que esse foi o marco para sua projeção internacional? Com certeza, foi um filme que mudou minha vida, mas, na época, eu não tinha muita noção disso. Pra mim, era só mais um filme e todos eram importantes. O Ruy me chamou para fazer o filme e eu disse que não porque estava indo para Roma fazer um outro longa, com Lina Wetmuller, onde eu ia fazer a Sophia Loren jovem. Fui para Itália, mas o filme parou porque, por incrível que pareça, a Sophia foi presa e o produtor sumiu! Depois disso, corri atrás do Ruy para ver se ainda dava para fazer "Erendira". Ele já tinha escolhido outra atriz alemã, mas depois recebi um recado em Paris, dizendo que ele me queria. Foi incrível! Acho que, quando uma personagem é para ser sua, ela será! E foi uma personagem que começou ingênua, mas que se transformou a ponto de tramar a morte da própria avó. O filme foi um sucesso e me lançou no exterior. Foi um daqueles casos raros onde tudo dá certo: direção, roteiro, atores... A Irene Pappás estava maravilhosa. Depois que o filme foi lançado, fui chamada para vários testes, participei de uma produção francesa e, até hoje, ele me abre portas lá fora.

Você participou dos principais desafios lançados pela Globo às suas estrelas como a “Dança no Gelo”, “Dança dos Famosos” e da última edição do “Superchef”. Qual deles você mais gostou, e qual lhe trouxe as maiores transformações? Sem dúvida, pra mim, a “Dança dos Famosos” foi o que mais gostei pois sempre tive facilidade para a dança. Na realidade, eu amei!  Às vezes, quando acho que não sou capaz de algo, assisto trechos da minha participação para me dar força. Sinto-me poderosa quando me vejo dançando samba e o passo doble. (risos). Aprende-se muito com esse tipo de reality. Hoje também consigo “tirar uma onda” patinando e não me sinto mais tão perdida na cozinha.

Na opinião da ativista Claudia Horrana, a cultura está atravessando uma das piores crises registradas até então no Brasil? Fale um pouco sobre a campanha #TeatroSim. Infelizmente, acho que a cultura no Brasil sempre esteve em crise e nunca foi prioridade.  Essa é a verdade! Em abril tivemos 43% da verba bloqueada pelo governo. E isso é quase a metade do que estava destinado. Se falarmos de saúde e educação então, a coisa fica ainda pior. O #TeatroSim é uma campanha de apoio, de incentivo, aos artistas e ao teatro. É preciso que as pessoas saibam o momento difícil que as artes cênicas atravessam. No Rio de Janeiro, não tivemos a quitação do Fomento às Artes 2016 e os teatros estão sendo fechados a cada dia. É uma realidade extremamente triste, mas que pode ser mudada através de movimentos como esse.

Você estreou, em São Paulo, agora no mês de setembro, o musical VAMP, depois de um enorme sucesso da temporada carioca. Como é reviver uma personagem tão emblemática depois de 26 anos? É um grande privilégio poder reviver uma personagem que ainda é tão amada pelo público. A Natasha é atemporal! Até hoje sinto como se fizéssemos parte uma da outra. Não conheço nenhuma atriz que, depois de 26 anos, voltou a viver a mesma personagem. É mágico, uma alegria imensa!



FOTOS SERGIO BAIA
STYLING CARLA GARAH
MAKE EWERTON PACHECO
HAIR MARCELO MATOS

CLÁUDIA OHANA USA JOIAS MÁRCIA ELPERN, BODY DOURADO ABRAND
XALE PATRÍCIA VIEIRA, CAFTAN MIXED, BLUSA BRANCA ANIMALE

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

CAPA: À moda do Fogaça - Muito rock n´roll, estilo e sabor na sua cozinha


ogaça não se define. Talvez ninguém se defina. Mas ele, com certeza, menos ainda. Roqueiro por conceito, esportista por prazer, chef por destino, talento e vontade, ele arrasa na culinária e como jurado no Masterchef. É pai dedicado e amoroso e se inspira no Brasil de muitos sabores para nos presentear com as melhores delícias gastronômicas em seus restaurantes e pub. Seriedade é ingrediente principal em tudo o que Fogaça faz, talvez daí sair tudo tão bem feito. Bom apetite com essa entrevista de dar água na boca.

Talvez pelo visual e para os participantes do Masterchef você tenha fama de bravo, mas quem o conhece de verdade sabe que você é um cara gentil, atencioso e muito amigável. É importante manter a fama de “mau” e surpreender com a “doçura”? Eu vejo como ser “sério”, temos que ter seriedade e disciplina no trabalho e o meu jeito acaba passando que eu sou “mau”, mas na verdade é seriedade. Quando estou em momentos de lazer, sou essa pessoa que descreveu, sou verdadeiro, faço com amor tudo que eu gosto e sempre com verdade.

Chef badalado, jurado do Masterchef, cantor em banda de rock, empreendedor, skatista.... Você sempre foi assim multitarefas? Sim, sempre fui.

Foi uma criança hiperativa? Sim. Jogava bola, bicicleta, fazia esportes, sempre fui hiperativo.

Com tantos predicados, como se definiria? Como tenho muitos predicados, fica difícil me definir em uma palavra, mas como disse acima, sou multitarefas. 


O que te dá mais prazer? Sinto prazer em várias coisas. Cozinhar, skate, fazer show, participar do MC, participar das ações sociais com os chefs especiais. Amo andar de moto, sou embaixador da Triumph e, estar com meus filhos sempre é um imenso prazer.

Você começou sua vida profissional como bancário e em um “erro de percurso” virou chef renomado. Faria algo diferente? Acho que tudo acontece da forma que tem que acontecer, não faria nada diferente, pois tive aprendizado em tudo que eu fiz. 

O que contribuiu para você ter essa mudança? Mudei quando eu vi que realmente gostava de cozinhar e fui atrás do meu sonho.

E como começou a descobrir que tinha intimidade com as panelas? Morava com minha irmã, mas ela estava quase se casando com um cara que ela conheceu, então não ficava muito em casa. Eu tinha que comer, sempre gostei de comer bem, mas comida congelada uma hora enjoa. Então, comecei a cozinhar. Ligava pra minha avó pra pedir dicas de cozinha, como fazer um bife, como fazer uma massa. Um dia minha mãe me ligou. Sabendo que eu costumava ligar pra minha avó ela me disse: “até quando você vai ficar trabalhando no banco e sendo infeliz”? Eu parei pra pensar um pouco nisso. No começo eu meio que relutei. Nessa fase eu já havia trancado a matrícula em Comércio Exterior. Descobri um curso novo de Chef de cozinha na FMU e resolvi fazer.

Ser chef de cozinha foi uma meta ou uma consequência? Os dois, e com muito suor.

Hoje em dia você é um dos chefs mais cool no Brasil. Como você vê isso e como avalia sua trajetória até aqui? Acho bacana, e minha trajetória até aqui, foi de muita ralação, muita disciplina, seriedade e aprendizado.



Atualmente você está com três restaurantes, Jamille, Admiral´s Place e Sal, e um pub, Cão Veio. Cada um mostra uma inspiração sua na gastronomia? Sim, cada um é de uma forma diferente. Todos os negócios possuem suas identidades muito bem definidas. O Sal é onde eu coloco meus pratos, faço mais experiências. É um espaço acolhedor, com meia luz. Ideal para um almoço de negócios, um encontro a dois. Quando tem fila de espera, vão para o Admiral´s enquanto a mesa não está pronta. No Admiral´s temos uma extensa carta de whiskys, vinhos, drinks. O Cão Véio é um bar mais descolado, é um pub. É uma pegada mais de rock, com decorações de cães. No Cão Véio a gente oferece porções, lanches, uma carta com aproximadamente 40 cervejas. É um espaço mais para happy hour, encontro de amigos. Jamile tem uma pegada mais contemporânea, mais moderna, seguindo a mesma linha de prato autoral que tem no Sal.

Seria cada um para tipos de públicos diferentes? Não acho que para públicos e sim para paladares diferentes.

Restaurante bom no Brasil ainda é muito caro? Como você (cliente, chef e empresário) observa isso? Eu acredito na comida de qualidade como um direito de todos. Comida não pode ser considerada um artigo de luxo. É uma necessidade. Nascemos comendo e morremos comendo. Comer é fundamental. Elaboramos e levamos diferentes tipos de comida e bebida. Comida de qualidade é algo que todos devem ter acesso.



A crítica gastronômica no Brasil é boa e justa? Acho justa.

Que regiões do Brasil e que ingredientes te inspiram mais na gastronomia? A culinária brasileira é muito rica em sabores. Temos um território imenso, são diferentes culturas dentro de um país. É como se fossem vários países dentro de um só. Costumo dizer que não estamos atrás de culinários. Tem muita coisa na Amazônia que ainda não conhecemos. Tenho uma sobremesa no Sal que é o pudim de Cumaru, uma semente da Amazônia. Esse é um bom exemplo. O que me mantém vidrado na cozinha é a possibilidade de se misturar diferentes ingredientes para se obter novos sabores. O Brasil, por seu tamanho, torna isso possível. Aí vai da criatividade do cozinheiro viajar no desenvolvimento do prato.

Falando em Masterchef... depois de algumas temporadas como você avalia os participantes amadores e profissionais? O nível está melhorando? O nível vem crescendo a cada temporada e isso é muito bacana de ver.

Ao longo dessas temporadas você já deve ter se surpreendido positiva e negativamente. Dá para citar alguns momentos marcantes dentro do programa? Tiveram vários momentos que marcaram. Quando temos que eliminar alguém que é um talento, isso é algo que marca, e as finais são emocionantes, pois fazem uma retrospectiva dos momentos e é bacana de ver. Uma que me lembro, foi na final da primeira temporada com a Elisa, que ela não conseguia abrir uma lata de algum ingrediente e o pai dela foi ajudar e a família junta assistindo, foi bem emocionante, bem legal.




Durante sua trajetória já “sentou na graxa” muitas vezes? Sim, inúmeras vezes. E o quanto isso foi importante para você? Isso tudo traz um grande aprendizado para tudo na vida.

Um lado seu que pouca gente (que acompanha pela TV) não conhece é o roqueiro. Como surgiu essa paixão e que peso tem para você hoje em dia? Meu lifestyle, minha personalidade, minha forma de pensar são totalmente influenciados pelo rock. Tudo que eu faço.

Você é um cara de muito estilo. Como se definiria? Sou rockeiro, motociclista e I...esse é meu estilo. 

É ligado em moda? Gosto de me vestir bem de acordo com o meu estilo.
Prova da vaidade masculina hoje em dia é o número de barbearias que surgiram nos últimos anos. Esse é um universo que você também conhece bem. Acha que é moda ou uma tendência que veio pra ficar? Acho que uma tendência que veio para ficar, sou sócio da The Skull, onde temos a parte de barbearia dentro da loja.

O que te tira do sério? Falta de respeito.

Que significado a tatuagem tem para você? Como começou e o que busca através delas? Cada uma delas tem uma história para contar. Algumas representam fatos fraternos, como o coração, que traz o nome da minha filha mais velha, Olívia, de oito anos. Outras falam muito sobre o homem que sou, um logotipo do In’Omertà 9.15 MC, motoclube do qual participo com ações sociais de gastronomia. A primeira foi um escorpião. Acho natural registrar na pele o que acontece de importante em minha vida e acredito que os desenhos refletem um pouco da minha personalidade. Tudo remete a algo que vivi ou a um período, é por isso que tenho muita coisa relacionada à cozinha, como o fogão que simboliza a abertura do meu primeiro restaurante, o Sal, em 2005.

Uma vez durante o Masterchef você comentou emocionado que gostaria que sua filha sentisse o sabor da sua comida. Como aprendeu a lidar com isso e o que você diria para pais que passam por situação semelhante? Com amor. Tendo amor e dedicação fica menos complicado.





Como é o Fogaça como pai? Ternura e disciplina na dose certa? Sou um pai que educa e dá amor, que mostra e explica, procuro estar sempre presente e fazer diferença na vida deles. Hoje em dia o mundo está complicado, temos informações muito rápidas de tudo, mas tento alertá-los e mostrar o que eu aprendi.

Dentro da cozinha qual o estilo Fogaça de ser? Sou sério, gosto de disciplina, dentro da cozinha não tem brincadeira.

Como agradar seu paladar e os seus ouvidos? Um bom sabor e uma boa música. Comer bem e escutar um som bom.

O que as mulheres não sabem sobre os homens e precisam saber urgente? Não tem essa regra, cada pessoa é de uma forma.

Por fim, o que te encanta nelas? A mulher me encanta por si só.




Fotos Angelo Pastorello
Produção e Estilo Ju Hirschmann e Celso Ieiri
Beleza André Florindo

Agradecimentos: The Skull Concept House (locação) - Rua Mello Alves, 417, (11) 2589-3016 / Ricardo Almeida 11 3887-4114 / Dudalina 11 3064- 3410 / Calvin Klein 11 3062-4191 / Dom Shoes 11 3595- 2552 / Riachuelo 11 2739-1960 / Podepa www.lojapodepa.com.br / The skull  11 2589-3016 / Cavalera 11 3063-5700 / Panerai 11 3152- 6620

CARREIRA: "Ví, vim e venci" - Três histórias de superação e sucesso

Histórias de superação em momentos de crise são sempre inspiradoras e sempre instigantes. Foi o que nos levou a conhecer esses três personagens da vida real, três homens vencedores, daqueles que lutam sem desistir diante das adversidades da vida. Independente de idade, circunstância ou lugar, estes homens são exemplo de garra e determinação. Conheça a história de Leandro Souza, Plínio Marcos e Paulo Victor e veja como eles conseguiram realizar seus sonhos!

O HOMEM QUE ELITIZOU O CHURRASQUINHO DE RUA



Leandro Souza (34), que sonhava em ser piloto de avião, mas após de muitos percalços, virou dono de uma rede de restaurantes e bares, cuja especialidade é o tão famoso, “Churrasquinho de rua”. Filho de um porteiro e de uma faxineira, desde 13 anos de idade trabalhava para ajudar no orçamento da família. Aos 17, entrou para faculdade onde pretendia cursar comunicação social e aos 19 anos teve a oportunidade de ir para os EUA. Com apenas US$ 1.000,00 no bolso e sem falar inglês, chegando lá trabalhou como garçom, guardador de carro, faxineiro e barman. E dividiu um quarto e sala com oito colegas. Tudo isso porque ele precisava juntar dinheiro. 



Com passar do tempo ele conseguiu fazer um curso de inglês e logo em seguida ingressar para o curso de aviação, pois sonhava ser piloto de avião. Foi chamado para trabalhar em uma grande companhia aérea, mas a crise que assolou o mundo em 2009 fez com que Leandro perdesse o emprego. Voltando para o Brasil começou a trabalhar na TAM e com as economias guardadas ele tinha intenção de abrir um restaurante mexicano, com um amigo americano que conheceu nos EUA, mas o amigo não veio para o Brasil conforme combinado.

Nessa época Leandro tinha um amigo que vendia espetos e daí teve a ideia em dar um toque gourmet ao tão famoso churrasquinho de rua, com 50 variedades de espetos. E foi assim que em 2011 ao invés de um restaurante mexicano, surgiu o restaurante “Espetto Carioca”. Hoje um local frequentado por muitos famosos, tais como: como Luan Santana, Sofia Abrahão, entre outros.
Leandro comprou uma casa própria para os pais que são aposentados. Atualmente a marca tem unidades entre RJ, SP e MG e está nos planos abrir futuras unidades de Campinas (SP) onde terá como sócio o cantor Matheus, da dupla sertaneja Matheus & Kuan. 

O PERNAMBUCANO, SIMPÁTICO. “VI, VIM E VENCI!”



Plínio Marcos, veio de Pernambuco para tentar prosperar no Rio de Janeiro. Assim como vários outros, enfrentou dias difíceis, solidão, portas na cara, e hoje é gerente comercial de uma importante cadeia de lojas de dermocosméticos. Quem frequenta os corredores da nova expansão do Barrashopping, (RJ), provavelmente já reparou o buchicho que fica na loja de dermocosméticos ADCOS, uma das mais conhecidas do país. Os famosos produtos da marca, estão entre os mais eficazes, inovadores e indicados pelos dermatologistas. Mas o responsável pelo movimento incomum do local tem nome: Plínio Marcos, gerente comercial da marca há três anos. Nascido interior de Pernambuco veio para o Rio de Janeiro tentar a vida aos 23 anos. Hoje, Plínio coordena uma equipe de vendas com metas audaciosas e está sempre cercado de celebridades, beldades e formadoras de opinião.

Plínio é um workaholic confesso, mas também possui a habilidade social de poucos, que ele mesmo atribui à educação dada pelos avós: “Eu venho de uma família tradicional, que sempre prezou pela educação e o respeito pelo outro. Não sou uma pessoa invasiva. Hoje, conheço pessoas que passei a vida vendo pela TV, mas nem por isso, me acho íntimo delas. Sou muito cauteloso em relação a isso”, diz.




Na infância, Plínio tinha a incumbência de escrever as cartas que os amigos dos seus avós enviavam aos seus filhos que estavam tentando a vida na cidade grande. Foi por ali, que ele começou a ter notícias de um mundo completamente diferente. No início dos anos 90, com o pretexto de fazer um curso de inglês, Plínio passou um mês no Rio de Janeiro, e se apaixonou, “O Rio me abriu portas, vi na cidade muitos desafios. Apesar da saudade e dos momentos de solidão, sentia uma força muito grande que me fazia continuar”, afirma.

Em sua trajetória, Plínio foi Cabo do Exército, caixa de uma grande rede de supermercados, e o primeiro caixa homem da ADCOS. Trabalhando lá por 12 anos, ele queria mais. Por isso, ficava depois do expediente ajudando as funcionárias de vendas e atendimento, com um único objetivo: aprender. E aprendeu. Plínio concilia uma rotina pesada de trabalho, com os eventos badalados da cidade, ao lado de personalidades da alta sociedade carioca. Mas também não abre mão de um bom livro, de um cinema com os amigos e dos seus cuidados de beleza com os produtos que vende.

E quem pensa que Plínio, mesmo com a trajetória vencedora, está realizado, se engana, “Estou muito feliz onde estou, como dermoconsultor, mas minha cabeça não para. Quando eu saio da loja, eu continuo pensando em coisas que podem ser feitas como um diferencial”, afirma.

DE JOGADOR DE FUTEBOL A BAILARINO



A história desse capixaba que sonhava ser jogador de futebol mas encontrou na dança a sua razão de viver, também traz superação e inspiração. Paulo Victor nasceu em Vitória (ES). Filho da manicure Luíza e do motorista Neosvaldo, e um casal de irmãos. Aos 6 anos de idade Luzia sem condições de levar o filho para a escola e outras atividades, ensinou a andar sozinho, “Lembro que me colocou no ônibus a caminho da escola e disse: não posso te levar e buscar todas as vezes filho. Aqui você pega o ônibus, desce aqui etc.", comenta Paulo.

Sempre foi apaixonado por esportes. Jogou bola dos 6 aos 15 anos. Quando entrou na dança de salão aos 14 anos ele ainda conseguia conciliar as duas atividades. Neste período Paulo passou em peneiras para grandes times, mas acabou não sendo selecionado. Desanimado, decidiu que ficaria e dedicaria somente na dança. Participou de vários concursos. Ganhou e perdeu alguns deles, mas a experiência que obteve de tudo foi única. Dançou à bordo de cruzeiros 3 vezes, viajou para o exterior, fez grandes passeios e amizades graças à dança, e aprendeu a dar valor às mudanças que a vida lhe proporcionou.

Ao longo da trajetória participou de vários concursos e trabalhou em duas companhias de danças. Com isso uma consequência, as contusões que quase impediam Paulo Victor de dançar. Mas ele não desanimou. Aos 18 anos entrou no balé com a intenção de ganhar uma bolsa de estudos e estava disposto, “Tinha ido levar minha avó ao médico, enquanto aguardava ela terminar a consulta, entrei na escola (era do lado do hospital) e me informei sobre as aulas”. Ingressou nas danças clássicas, contemporâneas etc. A escola a acolheu. Participou de alguns festivais fora do Espirito Santo. No Festival Passo de Arte em Vitória (ES), Paulo ganhou como melhor bailarino de 2013, além do prêmio em dinheiro.




Neste festival, recebeu um convite para fazer parte de uma companhia de jazz contemporâneo em São Paulo. Entrou como bailarino estagiário e em seguida tornou efetivo. Ficou por 4 anos e meio. Foi trabalhar durante 6 meses numa companhia de danças brasileiras na Bahia, onde foi professor, ensaiador, coreógrafo e bailarino. Voltando para Vitória machucado e prestes a fazer um tratamento para melhorá-los. Ficou em recuperação dois meses.

Voltou para São Paulo recomeçando do zero. Muitas dificuldades, mas com muito amor à arte. Deu aulas de jazz e fazia vários trabalhos de freelancer que aparecia, até mesmo animava festas infantis fazendo vários personagens. Machucou o tornozelo, e ficou bem inchado por 4 meses. Foi o processo mais delicado do Paulo em São Paulo, já que ficou sem "trabalho" (não conseguia dançar), sem dinheiro e machucado. Foram meses bem turbulentos em sua vida.

Ficou sabendo por um acaso uma audição para o DANCING BRASIL. Ele não tinha material, só selfies e vídeos de dança. Passou para a audição. Dois dias antes do teste final, o tornozelo melhorou. Paulo fez o teste com a convicção de que ia passar e passou! O DANCING BRASIL foi um divisor de águas em vida deste quase jogador, “Entrei uma criança e hoje me tornei um homem. Essa experiência foi única. Fiz várias amizades, conheci pessoas e profissionais incríveis. Sou grato eternamente por tudo”.


Fotos Janderson Pires (Leandro Souza)
Foto Carolina Ayrão (Plínio Marcos)
Foto Mi Garcia (Paulo Victor)
Agradecimento Welberson Soares (colaboração)

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

PERFIL: Hugh Hefner - ícone do lifestyle masculino


Ele soube como ninguém viver a vida. Certamente viveu a vida de muitos homens e foi invejado por outros tantos ao redor do mundo. Hugh Hefner faleceu na madrugada do dia 28 de setembro deixando um legado marcante. Criador de uma das marcas mais conhecidas no mundo, Hefner criou Playboy numa época onde falar de sexo e política abertamente era algo proibido. Em 1953, recém demitido da revista “Esquire” após ter aumento negado Hefner pediu um empréstimo para abrir seu próprio negócio. Com mil dólares no bolso, a vontade de fazer algo, em agosto de 1953, aos 27 anos, ele lançou o primeiro número de Playboy, com a estrela Marilyn Monroe, ainda no início de carreira, com a icônica foto nua em uma cama com lençóis de veludo vermelho. Começava aí uma trajetória de sucesso de uma das marcas mais rentáveis no mundo e nascia o homem mais invejável do planeta.




A edição número 0 deu certo e em seguida vieram muitas outras. Contando com a colaboração de jovens escritores e fotógrafos que futuramente também virariam ícones, Hefner foi criando o seu conceito de viver bem, ultrapassando tabus, protestos de feministas e até a II Guerra Mundial (o avião da Playboy chegou a levar revistas e coelhinhas para alegrar os soldados em guerra). 

“Quando Hef (Hugh Hefner) criou a Playboy, ele fez isso para defender a liberdade pessoal e sexual em um momento que os Estados Unidos eram dolorosamente conservadores. A nudez desempenhou um papel no debate sobre nossas liberdades sexuais”, afirmou a equipe da Playboy. Nas primeiras décadas da publicação, os conservadores que se escandalizavam com a nudez nas bancas de revista eram uma dor de cabeça constante para o editor, mas as feministas também estavam entre as críticas do estilo vendido pela Playboy. 

O ícone, que antes seria um veado, virou um coelhinho e daí por diante uma marca fortalecida pela imagem das famosas coelhinhas. Que ao longo dos anos foi revelando mulheres que se tornaram símbolos sexuais tão famosas quanto as estrelas de Hollywood, como por exemplo Pamela Anderson, ícone e maior recordista de capas da Playboy (14 capas ao todo). Playboy também foi famosa pelas suas entrevistas com personalidades mundiais, tais como o líder cubano Fidel Castro, o presidente sandinista da Nicarágua, Daniel Ortega, durante seu confronto com Ronald Reagan em 1983; e Martin Luther King, depois de receber o Nobel da Paz.




Hefner também virou notícia por conta de seus vários relacionamentos e casamentos, ele se casou por primeira vez em 1949 com Mildred Williams, com a qual teve dois filhos, e se divorciou dez anos depois. Após três décadas com um estilo de vida desenfreado, em 1989 se voltou a casar, desta vez com a “coelhinha” da Playboy daquele ano, Kimberley Conrad, 36 anos mais jovem que ele, com a qual teve outros dois filhos e de quem se separou em 1998. Hefner também ficou conhecido por festas em sua Mansão Playboy e por ter várias namoradas ao mesmo tempo ao longo da vida. Seu estilo de vida foi retratado no reality show "Girls of Playboy mansion", cujas primeiras temporadas tinham as loiras Kendra Wilkinson, Holly Madison e Bridget Marquardt. Ninguém pode negar que o grande Hefner soube como ninguém curtir a vida. Sua última esposa foi Crystal Harris, “coelhinha” da Playboy em dezembro de 2009. Ela tinha 26 anos e ele 86 quando se casaram, em 2012.

"Meu pai viveu uma vida excepcional e impactante como pioneiro da mídia e da cultura e liderou movimentos sociais significantes em seu tempo", disse Cooper Hefner, filho de Hugh e atual chefe criativo da Playboy.






Fontes: O Globo, Exame, Veja, G1, Playboy

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

LIFESTYLE: Hotel Raphael, um cenário cinematográfico

A hotelaria de luxo parisiense pode ser traduzida neste hotel tipicamente francês e quase escondido num dos bairros mais chiques da Cidade Luz, o Hotel Raphael. Com categoria cinco estrelas e localizado bem no coração de Paris, este hotel possui um dos terraços mais luxuosos da capital. 

Fundado em 1925 pelos proprietários Léonard Tauber e Constant Bavarez, o Hotel Raphael ainda guarda todo seu charme desta época e pertence ainda a família de um dos sócios. Vale ressaltar que os primeiros proprietários também fundaram dois outros famosos hotéis na Cidade Luz, o Hotel Regina em 1900 e o Hotel Majestic em 1908.

O Hotel Raphael apresenta uma decoração Art Déco e foi batizado com este nome em homenagem ao famoso artista Raphaël e suas fascinantes obras. Nos anos 30, o hotel serviu de refúgio para os grandes atores holywoodianos quando estavam em Paris, e que apreciavam seu luxo e discrição.

O sofisticado hotel tem uma particularidade que hoje em dia não vemos com frequência, ainda é gerenciado pela mesma família desde a sua inauguração. Constant Bavarez, seu fundador, faleceu em 1935, e seu filho mais novo assumiu assim a direção. Em 1944 faleceu o sócio Léonard Tauber que não possuia herdeiros, deixando com isso a propriedade totalmente para a família Baverez. Françoise Baverez e sua filha Véronique Valcke fazem parte da geração dos dirigentes atuais dos três hotéis pertencentes à família. É fundamental lembrar que os hotéis estão cotados na Bolsa de Valores desde 1980, o que permitiu o financiamento de uma reforma total dos quartos, cozinhas e instalações de ar condicionado em todos os ambientes, assim como a modernização nas normas de segurança do Hotel.  

Considerado um dos poucos hotéis “palaces” parisienses que não possui nenhum fundo estrangeiro com restaurações faraônicas, ele conserva até hoje uma grande parte da sua decoração e móveis originais desde a sua inauguração, com algumas adaptações atuais. 


A localização deste Hotel cinco estrelas fica a alguns metros do Arco do Triunfo e da famosa Avenida Champs Elysées. Algumas suítes possuem uma linda vista para a Torre Eiffel, outras para o Arco do Triunfo. Dispõe de 83 suítes distribuídas nos sete andares, além de seis salas de conferência para seminários e recepções. Essas salas ficam no sexto andar do hotel, onde um dia foi o apartamento do fundador Léonard Tauber e que possui um amplo e belo terraço. No térreo se encontra o elegante “Bar Anglais & Lounge Le 17” num universo único e intimista. O hotel tem uma reputação no seu “savoir-recevoir”, ou seja, na arte de receber, desde 1925, um exemplo da “L’art de vivre à la française” (arte de viver à francesa).

No sétimo andar se esconde um dos mais belos e luxuosos terraços de Paris, “La Terrasse”, pouco conhecido pelos turistas e bem frequentado pelos parisienses nos dias de verão da Cidade Luz. Na famosa hora do aperitivo, tradição bem francesa, os clientes assistem a um pôr do sol espetacular, degustando seu sofisticado menu com diversas opções, destaque para o cocktail Le Raphael. Com esta vista panorâmica, o “La Terrasse” oferece também almoços e jantares em alta gastronomia. Todos os pratos são assinados pelo renomado chefe Etiénne Barrier. 



HÓSPEDES ILUSTRES 

Muitas personalidades já se hospedaram no Raphael, entre elas: Walt Disney, Cary Grant, Audrey Hepburn, Steve McQueen, Ingrid Bergman, Michelle Pfeiffer, entre outros. A partir dos anos 30, muitas filiais de empresas holywoodianas se instalaram próximas ao Hotel. Vale lembrar que o famoso cantor francês, Serge Gainsbourg, também foi um dos seus hóspedes habitués e compôs muitas canções durante suas estadias. O ator Robert De Niro escolheu o nome de seu filho Raphael depois de alguns dias hospedado neste palace nos anos 70.  
A atmosfera histórica do Hotel Raphael serviu também de inspiração para filmagens de inúmeras obras cinematográficas francesas e internacionais e, ainda hoje, inspira artistas e celebridades. 


Hotel Raphael
17 Avenue Kléber
75016
www.leshotelsbaverez.com/fr/raphael/

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

FITNESS: Dicas para deixar suas pernas mais fortes e resistentes

De modo geral a maioria dos homens, ao contrário das mulheres, gosta de treinar a parte superior do corpo, ou seja, braços e peito, deixando meio de lado os membros inferiores. Aliás, as mulheres são muito mais cobradas nesse sentido, em ter pernas bem torneadas, que os homens. Como ainda não tínhamos discutido um assunto a respeito exclusivamente aos homens. Decidimos falar sobre o treino para membros inferiores em praticantes de musculação, mostrando quanto o mesmo é importante para resultados estéticos e de saúde. 

É bem verdade que boa parte dos adeptos ao treino em academias está em busca do “corpo perfeito”, e acabam não se dando conta que negligenciar o treinamento para coxas e pernas não colabora com a composição de um corpo esteticamente bonito e equilibrado. Passou-se o tempo em que elas só olhavam para nossos braços e peitorais. Podemos afirmar que corpos extremamente musculosos atraem muito mais atenção dos homens do que das mulheres. Sem contar que atualmente elas estão cada vez mais exigentes e não dispensam coxas e pernas simétricas, além de um abdômen menos protuso, mas não necessariamente de “tanquinho”.

AGACHAMENTO, MEU REI
Profissionais sérios e comprometidos com sua prática utilizam este exercício para os diferentes objetivos, seja na reabilitação, manutenção da saúde ou com fins estéticos, e consideram este como o “rei dos exercícios” por conta de seus ótimos resultados. O agachamento é um movimento complexo que envolve um número elevado de articulações e músculos, consistindo em um excelente meio de fortalecer a musculatura da coxa, do quadril, e de inúmeros grupos musculares que atuam indiretamente em sua execução, como o abdome e panturrilhas, por exemplo. A polêmica gira em torno de possíveis lesões no joelho e coluna, mas que ainda não foram comprovadas cientificamente. Sintetizamos 10 dicas valiosas do que há de mais moderno a cerca deste valioso exercício:

01 - Se respeitados a técnica perfeita a um treino progressivo e inteligente nossas estruturas ósseas e articulares darão conta do recado, com sobras;

02 - “Descer no máximo até 90 graus” não tem fundamentação, visto que já se verificou que podemos descer\flexionar até as coxas se encontrarem paralelas ao solo, o que dá um ângulo de aproximadamente 100 graus, com segurança;

03 - Em caso de lesões prévias ou problemas de coluna, faça primeiro um tratamento com um profissional adequado;




04 - Para agachar em maiores ângulos devemos colocar uma carga absoluta menor, visto que o esforço será muito maior;


05 - Agachar em menores ângulos pode ser mais perigo por conta das altas cargas que a menor amplitude possibilita;

06 - Não despenque na fase da descida, provavelmente esse é o maior fator de risco para se conseguir uma lesão, desça de maneira lenta e controlada;

07 - Variações dos pés, quanto ao ângulo ou abertura, não ativam partes diferentes das musculaturas solicitadas, cuidado com os modismos;

08 - Não passar o joelho da ponta dos pés ao agachar, diminui a compressão na articulação;

09 - Exercícios como a cadeira extensora provocam mais pressão em alguns ligamentos do joelho do que agachar até as coxas ficarem paralelas ao solo;

10 - Provavelmente as lesões são causadas pela combinação desses fatores – exagero do número de séries, técnica inapropriada, excesso de treinamento (overtraining), cargas exageradas.

Diversos são os benefícios quando passamos a levar a sério uma rotina de treino para membros inferiores. Dentre muitos podemos citar o fortalecimento dos tecidos moles (tendões e ligamentos), além da musculatura que envolve as articulações do joelho e tornozelo, diminuindo a incidência de lesões; Promovendo mais independência a pessoas idosas, aumentando a força e equilíbrio muscular, evitando quedas; Aumento significativamente a massa muscular, visto o volume muscular presente nas coxas, promovendo o aumento do gasto calórico durante o treino, gasto calórico total e o metabolismo de repouso. Colaborando de maneira importante a diminuição ou manutenção do peso corporal; além de uma panturrilha fortalecida serve como um “segundo coração” que bombeia o sangue que desce até os pés contra a gravidade, ajudando no retorno venoso até o coração.

Por isso, passe a valorizar mais os dias reservados para o treino de coxas e pernas. Nada de series leves demais, ou com altíssimas repetições. Treinar próximo ao seu limite, com graus cada vez maiores de amplitudes (salvo casos específicos) é o recomendado.  Três meses de treinos bem planejados garantirá bons resultados. Além de prazeroso, o treino de membros inferiores é desafiador e motivador, devido a grande quantidade de músculos (cerca de quinze), com grande potencial hipertrófico. A saber: extensores (parte anterior da coxa), flexores (parte posterior), adutores (parte medial), abdutores (parte lateral), mais os músculos da perna (tríceps sural e sóleo), que forma as panturrilhas.

Para um treino especifico a sua necessidade procure um profissional de educação física habilitado, pois só ele será capaz de elaborar sua planilha de treino. Bom treino!

sábado, 23 de setembro de 2017

ESTRELA: Mariana Santos, vive nova fase na carreira com a personagem Maria Pia em “Pega Pega”

Nós já estávamos acostumados a ver Mariana Santos sempre ligada ao humor, em especial ao Zorra Total, mas, de uns tempos para cá, temos sido surpreendidos com outras facetas da atriz que estreou em sua primeira novela com a irreverente Maria Pia, em "Pega Pega". Aproveitamos essa virada da personagem, que retornou à trama de forma exuberante, para conversar com Mariana sobre essa nova fase e seus novos projetos, como a nova temporada de “Amor & Sexo”. Como sempre muito bom ter Mari por perto.

Como tem sido o desafio, depois de tanto tempo trabalhando só com humor, de estar fazendo uma novela e uma personagem mais séria (cheia de conflitos) como a Maria Pia? Está sendo maravilhoso! A Maria Pia é uma personagem complexa, que tem humor, drama e vários elementos gostosos de se trabalhar. Fazer minha primeira novela com uma personagem tão cheia de nuances, é incrível. Ela me permite trabalhar no limite do humor e do drama. Foi algo que eu sempre quis fazer e estou muito feliz.


A volta da Maria Pia trouxe um gás novo para a trama e acreditamos que pra você também. Como tem encarado essa nova fase da personagem? Algo realmente mudou nela? Por mais que a Maria Pia seja uma “vilã”, ela tem uma certa baixa estima e sofre por amor. Acho que isso faz com que o público torça um pouco por ela também. Apesar de toda essa transformação, ela não mudou muito interiormente. Ela só mudou por fora mesmo. Acho que a verdadeira transformação da personagem ainda não aconteceu.

Ela voltou toda exuberante. Como a vaidade te toca? Eu não sou uma pessoa muito vaidosa. Tenho uma vaidade normal, como a de qualquer mulher da minha idade, e que não ultrapassa o limite do bom senso. O essencial é estarmos bem com nós mesmos.


É mais difícil fazer rir do que chorar? O que o humor e o drama trazem de mais desafiador? Não sei dizer exatamente o que é mais difícil. Acho que tudo é uma questão de time, de se estar inteiro na cena que é proposta, seja ela de humor ou de drama. Na realidade, gosto de transitar entre os dois gêneros.

Sua participação no programa “Amor & Sexo” te fez ser mais você mesma? Como é para você participar de uma bancada com tanta irreverência? A bancada do “Amor & Sexo” só me trouxe alegria. Era um programa que eu já assistia e que gostava antes de fazer parte do elenco fixo. Só acrescentou na minha vida como um todo e como artista. É um programa que levanta bandeiras sociais muito importantes e temas que precisam ser discutidos. A gente só consegue colocar verdade na comunicação com o público de casa e com a plateia sendo a gente mesmo. É uma honra enorme fazer parte desse grande sucesso que é o “Amor e Sexo”!

Em breve teremos mais uma temporada do programa e já vimos você passar por situações hilárias. Algo ainda te constrange? O que te tira da zona de conforto? Vai ser incrível e estou muito feliz com mais essa temporada. Não, não me sinto constrangida com nada. Até gosto quando sou tirada da minha zona de conforto. Isso mexe com a gente! Estou acostumada, como artista, a estar aberta a isso. Sair dessa zona de conforto faz a gente crescer, evoluir, sentir frio na barriga e encarar desafios. Acho maravilhoso!

No programa você se mostra uma mulher romântica. É isso mesmo? O que te conquista? É verdade, eu sempre fui muito romântica e me tornei ainda mais quando descobri o amor e me vi apaixonada de verdade. Aliás, adoro falar de amor! O que me conquista é a autenticidade. Preciso admirar a pessoa! O caráter e o bom-humor também são fundamentais.


Como é Mariana no dia-a-dia? O bom humor prevalece? Sou uma pessoa absolutamente normal e com a minha rotina. O bom humor prevalece, mas é claro que, como qualquer ser humano normal, tenho meus momentos de introspecção. Sou uma mulher comum e que trabalha muito.

Como você começou na TV e quais desafios enfrentou (dentro da TV e com você mesma)? Comecei na TV quando tinha 29 anos e através do teatro. O Maurício Sherman me viu em uma peça e me convidou para fazer testes para o Zorra Total. Foi assim que tudo começou. Eu sempre quis ser atriz e fiz teatro, desde pequena, apesar de ninguém na minha família ser artista. Fazia teatro na escola, procurava os cursos sozinha e comecei a trabalhar como professora.  Nesse meio tempo também cursei pedagogia, mas sempre trabalhando. Quanto aos desafios, não enfrentei muitos porque nunca enxerguei as dificuldades dessa forma. Quando se é muito vocacionado, qualquer “desafio” é bem-vindo porque você não os vê como uma barreira, mas como um impulso pra seguir adiante. Sempre segui em frente sem muita pressa. E isso é bom!

Na sua opinião, o que os homens ainda não sabem (ou não entenderam) sobre as mulheres? Complexo, mas, na realidade, acho que tanto os homens quanto as mulheres precisam descobrir muito ainda sobre o outro.

Depois de “Pega Pega” o que vem por aí? Agora estou completamente envolvida com a novela, mas, quando terminar, quero fazer muito cinema e realizar um projeto meu de teatro.


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

EDITORIAL: Men at work - Três looks para o trabalho


Para o homem atual estar bem vestido no ambiente de trabalho é tão importante quanto suas habilidades na hora de mostrar seu potencial. Pensando nisso, para esse editorial procuramos trazer uma versatilidade em looks que vão do mais formal de um empresário até os profissionais liberais. Convidamos o modelo, e “faz-tudo” do programa Santa Ajuda, do GNT, Gilmar Rodrigues, para vestir peças que trazem essa elegância e modernidade na hora de escolher o look certo.







Modelo Gilmar Rodrigues
Fotos Daniel Castro
Colaboração Edu Rodrigues
Make Dani Kobert
Moda Marcella Klimovicz