quinta-feira, 30 de novembro de 2017

CINEMA: "Assassinato no Expresso do Oriente" Uma Bem-Sucedida Reciclagem de Agatha Christie


Em cartaz em todo o Brasil, a nova versão de "Assassinato no Expresso do Oriente" (Murder on the Orient Express, 20th Century Fox, 2017) é puro luxo. Dirigida pelo inglês Kenneth Branagh que, além das transposições de obras William Shakespeare para a telona, tem um vasto currículo de ótimos serviços prestados à indústria cinematográfica em gêneros diversos, como o filme de super-herói ("Thor", 2011) e o conto de fadas live action ("Cinderela", 2015), a produção nada deve à adaptação mais famosa de Hollywood, de 1974, dirigida pelo mestre Sidney Lumet e igualmente recheada por astros e estrelas da nova e da velha guarda. 

Quem leu a obra homônima de Agatha Christie (1890-1976) – autora de maior sucesso comercial da literatura popular, com mais de quatro bilhões de livros vendidos, só perdendo para a Bíblia e o bardo inglês –, pode imaginar o quanto pode ser complicado transpor para o audiovisual hoje em dia uma das mais de 80 narrativas da "Dama do Mistério", cujos detetives preferem usar a massa cinzenta do cérebro ao invés de se exercitar em neuróticos movimentos pirotécnicos, ao estilo dos videogames. Esperto, Branagh sacou logo de saída que apresentar às novas gerações (e ainda cativar as mais antigas, familiarizadas com a escritora) esse tipo de romance policial precisaria mais do que as incessantes acrobacias da câmera, uma marca do cinema digital atual, caso contrário ele faria qualquer coisa... Menos Agatha!  




No papel da Sra. Hubbard, uma viúva americana moderna para a época, Michelle Pfeiffer rouba a cena. É a segunda vez nesse semestre que a atriz veterana se destaca. Elajá havia causado boa impressão em "Mae!", de Darren Aronosfsky, há cerca de dois meses atrás. Ela segue o mesmo caminho de outra beldade do passado, Lauren Bacall, que se destacou no papel em 1974 (Foto: Divulgação)

Sem abrir mão da essência da Christie – pelo contrário, essa talvez seja a sua mais fiel adaptação nas telas –, o diretor abusa da atualização que os recursos tecnológicos possibilitam para revelar o luxuoso trem Orient Express, praticamente um personagem, sem descambar para a ação frenética, como aconteceu na recente migração para as telas de outro detetive da literatura, Sherlock Holmes, nos longas capitaneados por Guy Ritchie que transformaram o franzino personagem de Conan Doyle no atlético galinho chicken little Robert Downey Jr., chegado tanto a um bafo de bode quanto a um bom quebra-pau num ringue de boxe. 

Mantendo a narrativa em jogos de diálogos que tornam o longa-metragem quase teatral, Branagh mostra reverência ao legado da autora, preferindo, salvo uma cena de ação ou outra enxertada, contrabalançar os estáticos duelos verbais com o percurso da câmera por ângulos inesperados ao longo do mais emblemático trem de luxo da história, que levava os bem-nascidos de Paris a Istambul, entre 1893 e 1962, até ser nocauteado pelas dificuldades de ultrapassar as fronteiras terrestres entre Oeste e Leste durante a Guerra Fria. 

É primorosa essa produção toda realizada em estúdio, amparada com competência pelo uso preciso de muita computação gráfica de primeira linha que torna plausíveis as sequências passadas fora do trem embarreirado pela neve, em contraposição ao requinte de cenografia e figurino revelado dentro dos claustrofóbicos vagões que servem de cenário para um crime com doze suspeitos. 





Nada diferente do que se esperaria do minucioso trabalho do cineasta, que também interpreta o protagonista, o pomposo detetive belga Hercule Poirot, cuja eterna busca pela ordem e perfeição o tornam o mais arguto observador capaz de desvendar o qualquer quebra-cabeça criminal. Ao impregnar a obsessão do personagem pela simetria com nuances de T.O.C., a porção-ator de Branagh parece falar de si própria, dado o preciosismo com que o diretor trata qualquer produção sua, seja no tratamento plástico quanto na direção do elenco.

O casting, por sinal, é um caso à parte, outra tirada genial do diretor. O filme dos anos setenta entrou para os anais da história hollywoodiana pela altíssima concentração de ídolos por metro quadrado: além de alguns no auge – Albert Finney, Michael York, Jacqueline Bisset, Vanessa Redgrave e um Sean Connery recém-saído da franquia "007"  –, o filme resgatava monstros sagrados da Era de Ouro que tinham sido aposentados, a contragosto, pela revolução de comportamento que sacudiu os anos 1960: Lauren Bacall, Ingrid Bergman (que ganharia o Oscar de 'Melhor Atriz Coadjuvante' pela missionária atormentada Greta nessa produção), Anthony Perkins (o Norman Bates de "Psicose"), John Gielgud, Wendy Hiller e Richard Widmark, além de coadjuvantes de luxo como Martin Balsam e Jean-Pierre Cassel.

Veja trailer oficial:



Na nova produção encabeçada por Branagh, brilham Judy Dench, Johnny Depp, Willem Dafoe, Derek Jacobi e Josh Gad, além de estrelas em ascensão como Daisy Ridley, a mocinha da nova trilogia "Star Wars" e até o bailarino ucraniano Sergei Polunin, que do Royal Ballet se catapultou para o mundo da moda, estrelando de capas e editoriais para publicações tipo Vogue Hommes e abrindo desfiles na Semana de Moda Masculina. Mas, o destaque maior vai para a viúva casamenteira vivida por uma Michelle Pfeiffer aos 59 anos, brilhante, mandando ver. Ela continua linda apesar da ação do tempo, sem medo de dar a cara a tapa. Merece ser lembrada no Oscar. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

EDITORIAL: L'amour à Paris, um editorial noivos com elegância e muito romantismo

Lugar perfeito de muitos romances Paris é um dos destinos mais desejados por casais do mundo inteiro. Por isso a MENSCH foi até lá produzir um editorial noivos com elegância e muita atitude. Como cenário, o incrível Hotel Raphael, categoria cinco estrelas e localizado bem no coração da cidade. Looks elegantes para fazer bonito no dia especial do casal. 











Vamos falar mais sobre o tema através do NoivoClub (@noivoclub) organizado pela MENSCH.



Agradecimentos Ricardo Almeira (11) 3887.4114 / Dani Messih (11) 2924-5193 / Miguel Alcade (11) 4508-1030 / Aline Almeida Prado (11) 94942-6000 / Samuel Cirnansck (11) 3891-1733

terça-feira, 28 de novembro de 2017

ESTILO: Biotipo masculino, fique bem vestido tirando proveito do corpo que você tem‏

Alto, magro, gordo, barrigudo, perna curta, não importa, seja qual for o seu biotipo, há modelos e tamanhos de roupas que ao mesmo tempo que terão um bom caimento, ajudarão a disfarçar alguns “incômodos” que você possa sentir diante do espelho. O importante é não ter vergonha nem preguiça de provar roupas, ficar atento às dicas e ter paciência na busca pela numeração e tamanhos que muitas vezes não seguem um padrão ou mudam sem aviso prévio. Nesse quesito sair com uma boa amiga para as compras além de render bons conselhos e ótimas compras pode ser bem divertido.

OS TAMANHOS


Segundo a Associação Brasileira do Vestuário – Abravest, os tamanhos P, M e G, em breve deixarão de existir nas tags dos produtos, então caro leitor, acostume-se logo com isso. No lugar das letrinhas teremos medidas de acordo com os biotipos: normal, atlético e tamanho especial. Essas mudanças são fruto de uma longa pesquisa que buscou identificar os biotipos brasileiros e fazer ajustes para a elaboração de um padrão de tamanho para o setor de vestuário que respeite todos eles.

Todas as mudanças foram estudadas e estabelecidas através do envolvimento da Abravest e de vários representantes da indústria de confecção do país, mais de 2.500 empresas, incluindo os grandes magazines. Após 02 anos de implantação haverá fiscalização para que todos sigam as novas normas. Esse período se deve ao tempo necessário de ajustes para todos os envolvidos. O que você ganha com isso? A padronização permite que você compre sem erro caso não tenha tempo de experimentar por exemplo, evitando trocas e oferecendo mais conforto para quem veste. Hoje mesmo com as etiquetas marcando P, M ou G, ainda há diferenças de uma marca para outra, fazendo com que para uma peça você seja P e para outra G, por exemplo.

Essa mudança também permitirá aumento de vendas e satisfação nas transações via internet, afastando o fantasma da compra errada. O consumidor terá a traquilidade de saber que a roupa que está comprando lhe servirá bem, incluindo as compras em sites estrangeiros visto que um dos objetivos dessas reformulações é buscar melhor equivalência entre padrões de tamanhos também com outros mercados. Para que ninguém se perca na hora de fazer as compras, haverá campanhas de divulgação e esclarecimento para os consumidores finais e as lojas de departamento ou varejo multimarcas, deverão separar no PDV os produtos para cada um dos 3 biótipos.

NORMAL, ATLÉTICO OU TAMANHO ESPECIAL?


Como saber onde você se encaixa nessa nova padronização de modelagem?

Ainda seegundo a Abravest, será considerado normal o corpo masculino onde a medida do tórax e cintura são iguais ou muito próximas; já os atléticos são aqueles que apresentam a medida do tórax maior que a medida da cintura e os de tamanhos especiais possuem a medida da cintura  maior que a do tórax e as demais medidas em geral maiores que as medidas do corpo normal.

Com relação a estatura tem-se:


AS MÉTRICAS


Para chegar as novas normas e tags Normal, Atlético e Especial, as métricas usadas levaram em consideração várias tamanhos de diversas partes do corpo masculino.

- Para calças as medidas usadas para especificar os tamanhos serão: perímetro de cintura, comprimento entreperna e estatura.


- Os paletós e jaquetas usarão como referências, perímetro do tóra, perímetro da cintura, perímetro do quadril e estatura.

- Os ternos terão as medidas do perimetro do tórax, perímetro da cintura, comprimento interno da perna, perímetro do quadril e estatura.

- Já as camisas regatas usarão perimetro do tórax, perímetro do pescoço, comprimento do braço.



O CORPO E AS MEDIDAS
      
Bem, agora que você descobriu qual a medida do seu corpo e o equivalente a tag da roupa que você vai encontrar, seguem algumas dicas do que vestir para disfarçar ou exaltar o que você deseja, evitando calça pisada, jeans folgado na cintura e com espaço na perna para mais de uma pessoa.
 
FIT – é o caimento da roupa no seu corpo. Até todas as confecções estarem nas novas padronagens da Abravest vale a pena tirar um tempo para experimentar com calma as peças escolhidas, pois nada deve sobrar ou faltar pra que você possa ficar bem vestido;

Respeito ao biótipo – não se aprisione a moda, respeite o seu tipo físico e se vista de forma a valorizar o que você tem. Se a moda cair bem pra você, vai fundo, caso não, crie seu próprio estilo.

Com esses dois conselhos em mente, vamos às dicas:

ALTOS
Dificuldade: tamanho da camisa e da calça;

O que fazer: buscar a harmonia entre as partes dividindo o corpo em blocos.

O que usar no geral:
- Cores diferentes no mesmo look
- Sapatos mais "grossos" e com saltos altos - Dobrar a barra da calça pra fora (dependendo do local e ocasião)
- Gola careca
- Listras horizontais



BAIXOS
Dificuldade: sobra de pano; parecer ainda mais baixo.

O que fazer: alongar a silhueta através da monocromia (mesma cor ou da mesma cartela de cores)


O que usar no geral:- Listras verticais
- Usar o casaco ou cardigan aberto
- Calças mais justas (justas e não skinny)
- Sapatos com pontas
- Jaquetas curtas





TAMANHO ESPECIAL
Dificuldades: unir conforto, bom caimento e estilo.

O que fazer: Há lojas próprias para os tamanhos especiais com propostas muito além do preto que emagrece e claro, tirar o foco da barriga.

O que usar no geral:
- Listras verticais,
- Golas em V ou U
- Estampas neutras
- Combinar cores claras com escuras



Bem, seja você alto ou baixo, gordo ou magro, atlético ou não, o importante é você realçar suas qualidades físicas e andar bem vestido. Afinal, não precisa ser modelo de revista para ter um estilo adequado com seu físico. Saiba escolher o que melhor veste em você e faça sucesso.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

GASTRONOMIA: Atum, Farofa & Spaghetti - A viagem gastronômica de chefs pernambucanos a cidades estrangeiras reconhecidas por sua culinária local

Os chefs pernambucanos André Saburó, Joca Pontes e Duca Lapenda são atum, farofa e espaguete no filme que conta a relação afetiva desses três amigos com a gastronomia. É como se a essência de suas cozinhas se ampliasse em tela grande para mostrar ao espectador o quanto de sentimento, técnica e sabor podem estar presentes em um único prato. Basta saber de onde ele veio e a que se propõe. Resultado de vários anos de captação de imagem feita pelo diretor romano Riccardo Rossi no dia a dia e na viagem do trio para regiões do Japão, Roma e França.

Mesmo embasado por cenários tão distintos, o longa, com ares de documentário, tem um fio condutor básico, que é o convite feito a Joca para a realização de um jantar no estrelado Zé Kitchen Galerie, onde o chef trabalhou durante sua temporada de estudos em Paris. Para esse retorno tão apropriado a quem hoje comanda restaurantes de peso no Recife, como Ponte Nova, Villa e La Plage, veio a ajuda indispensável de uma dupla que reforça o movimento de união e compartilhamento entre os cozinheiros pernambucanos. O pedido para Duca, da marca de referência italiana Pomodoro Café, e Saburó, do premiado Taberna Japonesa Quina do Futuro, formarem a pequena comitiva rumo à França aconteceu sem nenhuma espécie de roteiro ou jogo ousado de câmera, o comum de superprodução. Aliás, os envolvidos neste filme foram os que também investiram na captação de verbas do road movie. "Acabou que todo mundo segurava a câmera e participava da cena ao mesmo tempo. Temos centenas de horas de gravação contínua, condensadas em pouco mais de uma hora", lembra Duca.

INTERCÂMBIO GASTRONÔMICO


São cenas com os bastidores de um jantar importante, que começa pela escolha atenciosa dos ingredientes em feiras e supermercados, passando pela troca de informações com outros chefs e chegando à ansiedade de quem saiu da sua zona de conforto para fazer bonito. "Fomos muito bem recebidos. A França ainda me impressionou na riqueza dos detalhes, como numa maneira precisa de dobrar uma simples massa", diz Saburó. Mas, entre os ensinamentos, houve a troca. Como na passagem pela Itália, onde o trio também cozinhou com pedidas regionais, como queijo de coalho e goma de tapioca, em cozinha típica de lá. "Marcou a qualidade dos produtos de origem, principalmente os vegetais e sua melhor berinjela, abobrinha e tomate", comenta Joca. No vídeo, esses ingredientes crescem em forma e cor, que fica até difícil assistir com fome. Na chegada ao Japão, a vivência da comida servida na rua ou nos rituais domésticos, onde o respeito pelo alimento e tudo em sua volta se faz presente. "Foi importante não só conhecer o funcionamento do mercado de peixe, como também entrar naquelas casas e se deparar com uma história tão viva dos orientais", completa Duca. Contexto perfeito para Saburó reviver momentos de família, com participação da mãe e do irmão em situações importantes da viagem.


Entre hotéis, restaurantes, avenidas e tantos ingredientes no fogão, os três foram ainda reafirmando a amizade e o alter ego que intitula o filme. "O que é possível trazer de uma viagem como essa são as técnicas que, talvez, sejam possíveis de aplicar em produtos locais", resume Saburó. Em tempo, o longa já conquistou diversos prêmios internacionais, incluindo o de Melhor Filme em Língua Estrangeira, do disputado Hollywood International Documentary Awards. Já foi exibido no Festival Audiovisual Cine-PE. E continua inscrito em vários outros festivais mundo afora. Promete ganhar força para exibição em telonas brasileiras. Como tem que ser.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

CAPA: Bruno Ferrari vive um ótimo momento na carreira na pele do romântico e idealista Vicente em “Tempo de Amar”

Pode não parecer, mas o ator Bruno Ferrari já possui 15 anos de carreira. Seu início na TV foi em Malhação, em 2002, e, de lá para cá, houveram muitas histórias contadas e vários personagens que cativaram o público, diretores e a crítica. Depois de seu início na Globo, ele passou 10 anos na Record onde viveu experiências que construíram o ator que ele é hoje. De volta à Globo em 2016, ele recebeu um dos personagens mais marcantes de sua carreira, o Xavier Almeida, em “Liberdade, Liberdade”. O personagem idealista terminou se tornando um marco em sua trajetória. Agora, depois de um trabalho expressivo no cinema, mais um personagem de época ganha vida através do talento de Bruno, o Vicente de “Tempo de Amar”. Tranquilo, dedicado e um pai atencioso, o ator segue traçando, dentro da carreira ou fora dela, um belo enredo para ele próprio. 

Bruno você começou sua carreira na TV na Globo, passou quase 10 anos fora e ano passado voltou com tudo. Como foi essa volta e o que essa experiência em outra emissora agregou para o ator que você é hoje? Na Globo reencontrei várias pessoas que já haviam trabalhado e que hoje se tornaram grandes profissionais. Diretores, atores, equipe técnica... Me senti muito amparado e bem recebido. Passei mais tempo na Record do que na Globo e lá tive a oportunidade de entender melhor o veículo, de me experimentar... Hoje estou mais maduro e tenho um filho. Tudo isso ajuda no meu crescimento, não só na vida pessoal como também na profissional. 

Você começou em Malhação mas foi com seu papel em Celebridade (2003) que você despontou de vez. Diria que foi ali seu start oficial? E Xavier Almeida de "Liberdade, Liberdade" foi um outro "marco" na sua carreira? Sem dúvida Xavier foi um "marco". Ele era um mocinho, mas sem os estereótipos de um mocinho. Era um idealista, revolucionário! Confesso que sempre gostei muito de fazer personagens de época, mas tenho muito carinho por todos os personagens que fiz. 

O que você pensa sobre as grandes emissoras agora trabalharem por obra? Dá mais liberdade? Insegurança? As duas coisas. Sem contrato, você tem a liberdade de trabalhar onde e quando quiser. Ano passado fiz uma série e dois filmes que, provavelmente, não faria se estivesse contratado. O mercado abriu muito de uns tempos pra cá! As séries estão chegando com muita força no Brasil. Eu diria que a desvantagem de não ter um contrato é não ter um salário mensal e isso causa uma certa insegurança, mas, depois de um tempo, a gente aprende a lidar. 

Ultimamente você tem trabalhado mais em produções de época. Isso é um desafio maior? Para você existe diferença de trabalhos de época ou contemporâneos? Sim, é mais difícil. Como disse, gosto muito de fazer trabalhos de época. Você tem que voltar para um tempo em que não viveu, aprender a forma de falar e estudar o contexto político e social daquele momento. Mas, quando coloco o figurino e chego na cidade cenográfica, tudo se encaixa.


Como está sendo interpretar o Vicente em "Tempo de Amar"? Vicente é grande. Brinco que quando crescer quero ser igual a ele. (Risos) Acho que é um dos personagens mais lindos que já fiz. E quando digo lindo, é pela poesia que existe nele. Vicente fala e exala amor. É um cara extremamente integro, de caráter, uma pessoa rara. Tem sido muito especial, mesmo!

Na trama ele nutre uma paixão sem ser correspondido. Que conselho daria ao Vicente? (risos) Meu conselho é que ele não desista. O Vicente gosta de desafios. Quando digo que ele é um personagem lindo, é porque ele passa por cima do seu orgulho, vaidade, de tudo, apenas para ficar perto dela. Isso é amor! Ele já chegou a um ponto em que não consegue mais se afastar da Maria Vitória. 

Algum limite e algo que almeja na profissão? Tanta coisa... Sinceramente, não saberia responder.  

Com a exposição da TV vem o assédio, inclusive virtual. Como você lida com tudo isso? Assédio nunca foi algo que me incomodou. Exponho minha vida particular dentro dos meus limites. O assédio virtual você só tem se buscar. Não sou ligado à tecnologia. A única rede social que tenho é o instagram porque sempre gostei de fotos. Acho divertido e, ao mesmo tempo, posso expor minhas opiniões.


Esse ano você esteve em Recife participando de uma produção histórica com foco educativo. Acha que esse tipo de produção deveria ser mais comum? Como foi participar? Não só acho como tenho certeza. É importante falarmos da nossa história para não cometermos os mesmos erros. O Brasil é um pais jovem, mas que tem histórias incríveis e que são simplesmente esquecidas ou escondidas. Precisamos saber o que os nossos antepassados viveram para entender como chegamos até aqui. Esse filme foi uma grata surpresa da qual tive o prazer de participar e a oportunidade de conhecer melhor a cultura do Recife. Eles tem artistas incríveis e histórias de luta que não temos ideia. É um povo muito forte! 

O que mais te desafia como ator? Como você vê a responsabilidade da profissão? Tudo é um desafio e não existe uma matemática. Uma cena, por exemplo, pode ser feita de inúmeras maneiras. O meu grande desafio é entrar em quem assiste, no telespectador. Acho que uma das principais funções do ator é fazer o outro refletir através de um personagem ou de uma história que esteja sendo contada.

Falando em responsabilidade, o que mudou com o nascimento do seu filho Antônio? Meu filho está me fazendo voltar a olhar a vida nos pequenos detalhes. Tudo é novo! Ele se interessa por coisas do cotidiano e que, ao longo da vida, não damos mais o valor necessário. Voltei a olhar a vida de maneira mais simples. Ele me deu mais coragem e serenidade para enfrentar a vida. 

O que te tira do sério hoje em dia? Não tem algo especifico que me tire do sério, sou um cara calmo. A pessoa precisa me provocar muito para ver irritado. 

E o que te distrai em momentos de folga? Meu filho tem sido o meu melhor momento de folga. Gosto muito de ficar em casa e saio pouco. Quando saio é para encontrar com amigos. 

O que espera para 2018? Espero um país melhor, com menos desigualdade, menos corrupção e mais tolerância. Me dói bastante ver, todos os dias, que tudo só piora. Precisamos de mais saúde, educação, respeito às diferenças e, principalmente, ao povo. Já estamos bastante cansados! 

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

MUSA: Ticiane Fernandes - Uma esteticista que adora futebol

Natural de Uberlândia/MG e atualmente morando em São Paulo, a modelo Ticiane Fernandes é formada em estética e pelo jeito ela sabe muito bem como levar a profissão à sério. E ainda por cima curte futebol. Com jeito descontraído e provocante ela nos fisgou em cheio.

Na paquera você é mais na sua ou parte para o ataque quando está interessada? Sou sempre na minha! Sou tímida (risos). 

O que o homem precisa ter para chamar sua atenção? Que características físicas e de caráter te atrai? Primeiramente ser educado, atencioso e ter bom papo

E que parte do seu corpo mais curte? Mudaria algo? Amo meus lábios. Por enquanto não mudaria nada. Talvez daqui alguns anos.

No jogo da sedução, o que vale e o que não vale? Vale quase tudo menos cantadas machistas.

Você é muito vaidosa? Até que ponto? Do que não abre mão? Muiiiiito! Amo me maquiar. De sempre estar elegante e cheirosa.

E homem vaidoso, curte? Sempre. Vaidade é cuidado consigo mesmo. E quem não se cuida não cuidará bem de outrem.

O que mais te diverte nas horas vagas? Ver as principais tendências de moda e assistir séries.

Para agradar te agradar basta... Dou muito valor a família e amigos. E quem os trata bem também me agrada.




quarta-feira, 22 de novembro de 2017

VAIDADE MASCULINA: Cinco dicas para um topete de Hollywood

O topete voltou com tudo e está cada vez mais popular. Seja em atores de Hollywood ou nas ruas, o estilo voltou com tudo. Mas você sabe fazer um? Separamos algumas dicas para você conseguir aquele topete hollywoodiano em casa. Seguem as 4 dicas práticas para você fazer em 10 minutos: 

1) Seque o cabelo. O produto tem maio fixação quando aplicado nos fios secos. Também é possível aplicar nos cabelos úmidos. Apenas o gel é permitido para cabelos molhados. “Vale lembrar que molhado é diferente de encharcado, até nestes casos é necessário retirar o excesso de água, com uma toalha”, lembra Jeferson, hairstylist da The Barber.

2) Aplique com a ponta dos dedos. Pegue uma pequena quantidade de produto, equivalente a uma moeda de 1 real e passe na palma da mão antes de começar a espalhar. Na hora de aplicar no cabelo, use a ponta dos dedos. “Nessa etapa, é importante lembrar-se de esquentar o produto, esfregando-o nas mãos.” Comece aos poucos. Se você ainda não sabe a quantidade exata para o seu cabelo, pegue uma pequena porção e aplique. Caso necessário, vá acrescentando mais produto aos poucos. De trás para frente. É muito importante começar a aplicação pela parte de trás, depois nas laterais e frente. Dessa forma, evita que seu topete fique com excesso de produto, o que deixaria com uma cara artificial.

3) Espalhe e modele. Após espalhar bem o produto por todo o cabelo, cuide da modelagem, sempre usando os dedos. “Usar secador antes do molde ajuda a dar o formato desejado para o cabelo. Essa técnica torna mais fácil a finalização

4) Use spray fixador. Quem tem os fios rebeldes ou tem medo de desmanchar o penteado ao longo do dia pode lançar mão do spray. Ele vai ajudar a sustentar o topete por mais tempo. Aplique com o penteado já pronto.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

FETICHE: Victoria’s Secret Fashion Show 2017, onde sensualidade, luxo e música se misturam em forma de espetáculo

Nessa segunda (20) aconteceu em Shangai, na China, a gravação do Victoria’s Secret Fashion Show 2017, que reúne todas as suas angels mais belas, como Laís Ribeiro que usou um sutiã avaliado em R$ 6,5 milhões. O show-desfile irá passar na TV americana dia 28/11. O tradicional Fashion Show, termina sendo um belo show onde sensualidade, luxo e música se misturam em forma de espetáculo. Na passarela looks deslumbrantes feitos com cristais da Swarovski. Destaque para o Look Swarovski, desfilado pela angel Elsa Holsk, com mais de 275 mil cristais da Swarovski. Outro destaque é a parceria entre a marca de lingerie com a Balmain, que traz peças inspiradas no movimento punk, como podemos ver na jaqueta da coleção, também bordada com cristais da Swarovski. A top model brasileira, Alessandra Ambrósio, anunciou que esse foi o último desfile dela como angel da Victoria´s Secret, e durante a apresentação, usou um look com inspirações tribais e com cristais da Swarovski. 






segunda-feira, 20 de novembro de 2017

ESTILO: 10 Dicas de estilo para um homem fashion

Ser elegante e fashion, ao mesmo tempo, não é tarefa das mais fáceis. É preciso ter muito cuidado para não escorregar nas armadilhas dos modismos e acabar se tornando um “fashion victim” - termo usado para definir os que acabam se tornando “vítimas da moda”. Na coluna desta edição separamos algumas dicas para você ousar sem medo de errar e fazer bonito seja qual for o seu estilo ou onde quer que você vá. 

1 - Quando for usar smoking (que os americanos chamam de “tuxedo”) fuja das gravatinhas borboletas coloridas como o diabo foge da cruz. Deixe aqueles modelos para os cafonas. A melhor opção é sempre a preta, em cetim, e preferencialmente no modelo aberto, em que você mesmo dá o nó no seu pescoço. Mas não é feio usar aquelas que já vêm prontas. Desde que sejam pretas, assim como o sapato de verniz. Já com ternos ou costumes as gravatas borboleta com motivos de petit-pois (bolinhas), listras ou estampas ficam ótimas. 

2 - Prendedores de gravata caíram em desuso. Já as abotoaduras, continuam mais chiques do que nunca, sempre com camisas de punho duplo. Valorizam desde um look com camisa social e calça jeans, passando pelo passeio completo e indo até o smoking. Existem no mercado opções de vários modelos e materiais: tecidos, metais comuns, prata, ouro ou até cravejados com cristais ou pedras preciosas. 

3 - E por falar em camisas de punho duplo, elas são extremamente elegantes. Mais ainda com suas inicias bordadas próximo do encontro do punho com a manga. As letras devem ser separadas por um ponto e ter no máximo 1 centímetro de altura. Outra opção é gravar as iniciais na parte de cima do bolso ou bem abaixo dele. A cor do bordado pode variar. Azul marinho, preto ou branco para os mais discretos. Vermelho, verde, amarelo, rosa, ou até mesmo prata ou dourado para os que querem sair do lugar comum.

4 - Nas gravatas convencionais, as mais chiques que existem no mundo são as “sete dobras” - que em francês chamamos de “sept plis” e em inglês “seven-fold-tie”. Esses modelos são feitos totalmente em jacquard de seda ou cashemir e levam o triplo de tempo e de tecido das gravatas comuns (porque não utilizam entretelas e nem forros de qualidade inferior na parte interna). Deixam o nó impecável e duram uma vida. Hermès, Charvet, Turnbull & Asser, Canali, Brioni, Marinella, Ermenegildo Zegna, Tom Ford, Chopard, Bvlgari, Dior e Louis Vuitton têm os modelos mais incríveis.

5 – O blazer azul marinho com botões dourados é uma peça coringa que todo homem deve ter no seu guarda-roupa. Ou como dizem os mais fashions, um “must have”. Os modelos com dois botões são os mais versáteis. São perfeitos para eventos durante o dia ou final da tarde; com camisas de tons clarinhos; calça caqui, bege, jeans ou branca; e combinados com sapatos marrons, azuis escuros ou estampados. Quem quer ousar pode usar com calça vermelha, vinho, verde ou amarela. Destaque para Gieves & Hawkes e H. Hutsman & Sons em Londres, Brioni em Florença, Charvet em Paris, Knize em Viena, Kiton em Napoles e Brooks Brothers em Nova York, que fazem os modelos sob medida mais exclusivos e perfeitos do mundo. No Brasil, Ricardo Almeida também tem excelentes opções. 

6 - Por falar em blazer, sempre que estiver em pé mantenha ao menos o botão mais de cima fechado. Quando sentar, deixe sempre todo aberto. A exceção vai para os modelos transpassados, que foram feitos para permanecerem fechados o tempo todo; e para os modelos com colete, que você também pode usar sempre aberto. Para saber o comprimento correto de um blazer, fique em pé, deixe os braços estendidos na lateral do corpo e feche a mão como se fosse dar um soco. Ele não pode passar da altura dos dedos. Para saber o comprimento correto das mangas, fique em pé, estenda o braço a altura do peito, dobre o cotovelo e a manga tem que terminar na altura desse ossinho mais alto no seu punho.

7 - O uso do lenço de bolso (que os ingleses chamam de “pocket square”) confere um toque de charme e extrema elegância ao blazer. Mas atenção: jamais o lenço e a gravata devem ser iguais. Jamais. No máximo de cores parecidas. Seda, cetim ou cambraia de linho são os tecidos mais indicados. Podendo ser lisos, com estampas de bolinha, desenhos de pasley (também chamados de cashemere), listas ou formas geométricas. Também dão um “up-grade” no look quando o “dress code” pede “passeio/tenue de ville”, ou seja, o uso do blazer sem gravata.

8 - Lembrando que as meias sempre combinam com a cor da calça ou do sapato. Meia branca com sapato social só se você for fazer show cover do Michael Jackson. As coloridas, estampadas ou xadrez ficam ótimas para os descolados. Mas tome cuidado no ambiente corporativo. Só use se a empresa ou área em que você trabalha aceitar bem essas ousadias.

9 - Sapatos com solado de borracha (seja preta ou colorida), tachas, spikes, bordados ou couros metalizados ficam ótimos em ocasiões informais, preferencialmente sem meia. Louboutin, Prada, Dolce&Gabbana e Paul Smith têm modelos super descolados e de bom gosto. Já em casamentos, solenidades ou festas mais protocolares é sempre melhor escolher um clássico, com solado de couro, de preferência com antiderrapante no salto para evitar quedas. Os modelos mais elegantes são o oxford, o derby e o loafer (totalmente fechado e sem cadarços). Mas os modelos com fivelas na lateral (monkstrap), os brogues (com detalhes de couro perfurados) ou o tasselloafer (com franjas na frente) também são boas opções para quem quer sair do lugar comum. Church’s, John Lobb, Façonable, Tom Ford, Hermenegildo Zegna, Gucci e Giorgio Armani têm os modelos mais confortáveis e lindos.

10 - Pra finalizar nunca é demais lembrar! Não se usa relógio de pulso em festas de gala, no máximo o de algibeira. A joia do homem é o relógio: um Patek Philippe, Jaeger-Le-Coutre e Vancheron Constantin são as grifes de maior prestigio no mundo e impressionam os grandes conhecedores. Mas A. Lange & Söhne, Piguet, Rolex, Cartier, Chopard, Chaumet, Piaget, Hublot, IWC e Panerai estão entre as que também impressionam muito bem.



*Francisco Campelo é palestrante, digital influencer, promoter, colunista e um dos maiores especialista do Brasil em mercado de luxo.